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Como já foi sendo referido, as jornadas de Outono para voluntários prolongar-se-ão pelo menos até 28 de Novembro. Por isso, ainda estão a tempo de participar e de… receber um calendário para 2010, inteiramente grátis(!).

O calendário para 2010, esse mesmo, está praticamente concluído, só faltando a impressão. Aqui vão as primeiras três páginas para dar uma ideia: calendario3p. Quem não tiver direito a receber um gratuitamente, poderá, é claro, adquiri-lo na mesma, e ao fazê-lo, contribuir com uma pequena quantia para o projecto. Em breve será estabelecido o seu preço.

Paulo Domingues

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Jornada de 7 de Novembro

A jornada de 7 de Novembro contou com a participação de dois jovens estreantes nestes trabalhos, vindos da cidade de Aveiro. Os planos para este dia começavam com um período de trabalho naquela área onde a densa cobertura de acácias foi “tratada” com uma grade de discos. O tempo estava variável, mas, cá em baixo, até parecia estar a ajudar. Por isso, o pequeno grupo subiu o monte confiante. Só que, lá em cima, vencido um desnível de 300 metros, as coisas eram bem diferentes: um forte vento frio varria a encosta com uns salpicos de chuva de vez em quando. No entanto, não era caso para desistir logo. Durante uma hora e meia cortaram-se e arrancaram-se plantas de Acacia longifolia numa área já iniciada num fim de semana anterior. Só que, à medida que a manhã decorria, parecia que o vento soprava cada vez com mais força e os salpicos de chuva, embora escassos, chegavam aos ossos. Deste modo, aí pelas 11:30h decidiu-se procurar paragens menos agrestes e abandonar aquele local. Uma foto final ilustra o panorama nessa altura.

Perspectiva ventosa de uma área da responsabilidade da Silvicaima

Perspectiva ventosa de uma área da responsabilidade da Silvicaima

Esta foto mostra a área acima do caminho florestal, cuja recuperação ficou a cargo da Silvicaima (área A na carta da área de intervenção – ver http://ecosanto.wordpress.com/o-cabeco-santo-em-perspectiva/carta-da-area-de-intervencao/). À responsabilidade da Quercus ficou a área abaixo do caminho, onde trabalhámos. Seria preferível que todas estas acácias fossem arrancadas ou cortadas manualmente, para evitar o uso de herbicida. No entanto, com custos elevados de mão de obra. Houvesse uma grande massa voluntária, a Silvicaima certamente aceitaria de bom grado o seu contributo, e os objectivos poderiam ser atingidos de forma mais suave. Não havendo, tentaremos fazê-lo apenas na parte da responsabilidade da Quercus, e mesmo assim, ainda necessitaremos de alguns fins de semana com pelo menos dois ou três voluntários.

Deste modo, descemos até uma cota mais baixa do monte, de facto a mais baixa cota onde ainda se encontra uma mancha significativa de Acacia longifolia, junto ao vale nº 5. Aqui até parecia que tinhamos andado dezenas de quilómetros desde o ponto inicial, pois que o vento era muito mais fraco e a temperatura mais elevada. Por isso aí se trabalhou confortavelmente até à hora do almoço.

Mancha de Acacia longifolia junto ao vale nº 5

Mancha de Acacia longifolia junto ao vale nº 5

Para o almoço subiu-se de novo até à Casa de Santa Margarida, embora agora esta já não se revele tão acolhedora como no Verão, quando a frescura do interior sabia bem. Agora, com o frio, só nos podemos alegrar por ter abrigo, mesas e bancos!

Depois do almoço voltámos à área mais abrigada, desta vez para semear bolotas de sobreiro como primeira prioridade e também, como segunda, continuar o corte das acácias, estas, de maior dimensão do que na primeira área e algumas requerendo mesmo o uso de uma pequena motoserra.

Pelas 16 horas um forte e repentino aguaceiro abateu-se sobre os voluntários, que, não estando à espera, e, sobretudo um deles, não se encontrando perto da carrinha de apoio, se molhou o suficiente para não ser viável continuar o dia. A “foto de família” tirou-se já junto ao Parque do Moinho de Vento em Belazaima, passado o aguaceiro.

A equipa depois de um dia atribulado

A equipa depois de um dia atribulado

Um obrigado aos voluntários, pela sua tenacidade e resistência.

As actividades voluntárias voltam apenas no dia 21 de Novembro.

Paulo Domingues

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Jornada de 24 de Outubro

No dia 24 de Outubro realizou-se mais uma jornada de trabalho no Cabeço Santo. Este dia foi inteiramente dedicado à sementeira de bolotas (sobretudo de carvalho mas também ainda algumas de sobreiro). A pequena equipa deslocou-se logo pela manhã até ao sítio conhecido por Ribeira do Tojo, onde a Quercus tem em fase de aquisição algumas áreas ribeirinhas ao Ribeiro de Belazaima. Os trabalhos iniciaram-se por uma área que já tinha sido sujeita, no passado, a mobilização do solo com formação de socalcos, uma operação com grande impacto paisagístico e na estrutura do solo. Por isso, nestes socalcos, ainda com rebentos de eucalipto e acácias que deverão ser eliminados em breve com herbicida, a implantação de novas árvores só é minimamente viável na própria linha de plantação dos eucaliptos, onde se acumulou o solo arrancado à encosta para formação do socalco. Para além deste aspecto, toda a paisagem que aqui nos cerca é quase desoladora, quase sem árvores, com imensa lenha queimada ainda espalhada pelo solo, e com as margens do ribeiro quase sem vegetação nativa, pois que se encontravam densamente invadidas com mimosa. Já numa pequeníssima parcela da Junta de Freguesia ficou contudo um carvalho grande, que embora muito maltratado após o incêndio de 2005, produziu muitas bolotas este ano, ainda que pequenas. Essas bolotas foram já quase todas comidas, mais uma vez pelos nossos conhecidos javalis, que ainda na noite anterior ali tinham estado, como pudemos verificar num lamaçal ali perto. De facto, temos de reconhecer que estes animais praticamente não encontram alimento numa área muito vasta (em todo o Cabeço Santo apenas três ou quatro carvalhos produziram bolotas este ano), o que os deve levar a explorar intensivamente todas as oportunidades. Por outro lado também não têm predadores, nesta paisagem profundamente alterada e artificializada.

Área de sementeira com carvalho isolado

Área de sementeira com carvalho isolado

A sementeira continuou até ao final da manhã, agora numa área ainda a sul do ribeiro mas umas centenas de metros a montante da primeira. O tempo estava excelente para este trabalho.

Depois do almoço a sementeira continuou, agora a norte do ribeiro, numa área também adquirida pela Quercus, e que, como a primeira, fazia parte de antigas parcelas onde os habitantes da desabitada povoação de Belazaima-a-Velha, 1 km a montante, praticavam a sua agricultura de subsistência. Ainda há escassos 50 anos esta paisagem tinha um aspecto completamente diferente do actual. Não será incorrecto afirmar que a degradação sofrida nos últimos 40 foi a mais rápida e destruidora de toda a milenar história desta paisagem.

A sementeira continuou em direcção ao vale nº 6, já na propriedade da Silvicaima, onde já no Inverno passado tinham sido plantadas árvores – medronheiros na encosta, carvalhos no vale. Estas apresentavam-se, em geral, bastante bonitas, mas a eliminação das invasoras, essa, esteve longe de ser total, o que prenuncia a necessidade de ainda muito trabalho para a realização desse objectivo. Ainda mais será necessário a montante do vale 6, onde a intervenção inicial se fez apenas na margem direita, este ano.

O vale nº 6 e, em 2º plano, as áreas adquiridas pela Quercus

O vale nº 6 e, em 2º plano, as áreas adquiridas pela Quercus

Carvalho plantado junto ao vale nº 6

Carvalho plantado junto ao vale nº 6

O ribeiro, a montante do vale 6

O ribeiro, a montante do vale 6

Medronheiro com flores e frutos

Medronheiro com flores e frutos

O dia terminou com a sementeira de uma área que não tinha sido plantada, já junto ao caminho principal, mas ainda na vizinhança do vale nº 6. Aqui a madeira queimada em 2005 ainda se acumulava de tal forma que a simples progressão no terreno era tarefa difícil. As mimosas distribuiam-se aqui com enorme densidade, mas elas e os eucaliptos foram largamente eliminados por pulverização de herbicida já este ano. De facto, neste local seria quase impossível plantar qualquer árvore, pelo que só nos resta esperar que a sementeira seja bem sucedida. A foto de encerramento foi tirada tendo por fundo este local tão maltratado, com votos de aqui voltarmos daqui a 5, 10 e 20 anos testemunhar a evolução desta paisagem e, … tirar uma foto. Não esqueçam, a próxima é no final de Outubro de 2014!

Voluntários com vale nº 6 em fundo

Voluntários com vale nº 6 em fundo

Um obrigado ao voluntário presente nesta jornada.

Paulo Domingues

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Jornada de 17 de Outubro

No Sábado, dia 17 de Outubro, após mais uma semana meteorologicamente imprópria, durante a qual temperaturas elevadas, baixa humidade relativa e ventos de leste fortes quase fizeram evaporar toda a frescura que a chuva da semana anterior tinha trazido, um pequeno grupo de voluntários reuniu-se para mais uma jornada de trabalho. Desta vez um grupo singular, compreendendo três gerações: avó, mãe e neta.

Os trabalhos iniciaram-se com uma hora de colheita de bolotas e castanhas no carvalhal já conhecido. Pelas 11 horas, contudo, já se rumava ao Cabeço a fim de aproveitar a frescura da manhã, pois que, ainda com vento de leste, a tarde se previa quente. Assim, durante o resto da manhã semearam-se bolotas de sobreiro e carvalho naquela área já trabalhada pelos voluntários da semana anterior. Mas não só, fez-se outro trabalho absolutamente essencial para a recuperação deste espaço: o corte e o arranque de plantas de Acacia longifolia. No final da manhã este trabalho era já visível no espaço, mostrando como uma pequena equipa aplicada pode fazer “milagres”.

À tarde e aproveitando o facto de o almoço se ter confortavelmente tomado na cozinha da Casa de Santa Margarida, fez-se uma sementeira de bolotas de carvalho roble na área circundante, talvez a área em que as plantações do Inverno passado foram menos bem sucedidas. O que é estranho: esta área havia sido previamente mobilizada, o solo é relativamente fértil, e a água abundante. Mesmo agora, depois de dois meses e meio de seca, ainda nasce ali água em vários locais, não obstante estarmos quase na cabeceira do monte. Mas a verdade é que os javalis destruiram dezenas de plantas e outras não se desenvolveram da maneira esperada. Veremos os resultados da sementeira.

Depois continuámos em torno do vale 4b, um local em que as árvores plantadas (carvalhos) se apresentam com muito bom aspecto. Semeámos aqui bolotas de sobreiro, numa perspectiva de consociação. Mas o calor da tarde e as dificuldades do relevo começaram a cobrar o seu tributo, levando as voluntárias mais frágeis aos seus limites! Mesmo assim ainda se concluiu o dia com uma pequena sementeira junto ao Ribeiro, também numa área já plantada e onde, apesar de os sobreiros plantados se encontrarem com óptimo aspecto, foram alvo já em Setembro de uma investida dos javalis que, se não os arrancou, pelo menos deixou alguns deles meio tombados! Quem sabe como fazer a paz com os javalis?!

À tarde trabalhou-se na área em 1º plano

À tarde trabalhou-se na área em 1º plano

Alguns sobreiros foram tombados pelos javalis

Alguns sobreiros foram tombados pelos javalis

Grupo que participou neste dia

Grupo que participou neste dia

Um obrigado às voluntárias pelo seu esforço.

Paulo Domingues

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Jornada de 10 de Outubro

No Sábado dia 10 de Outubro realizou-se a primeira jornada voluntária de Outono. Depois de uma semana de chuva e com um dia de sol pela frente, o dia prometia.

A manhã foi dedicada à colheita de bolotas no carvalhal do Valinho Turdo – Pedreira – Ponte Nova, em Belazaima. A abudância era grande pelo que era difícil escolher as melhores árvores. Foi interessante reparar como diferentes árvores, ainda que da mesma espécie, e mesmo sub-espécie (trata-se de facto, sempre, de Quercus robur subsp. broteroana) dão origem a bolotas de tamanhos, formas e mesmo padrões tão diversos. A tendência foi para a colheita dos maiores exemplares, já que têm maior quantidade de nutrientes e certamente que serão capazes de dar mais força à jovem árvore após a sua emergência. Mas procurou-se colher de uma diversidade de árvores-mãe em zonas com diferentes condições de solo e humidade.

Diversidade de bolotas encontradas

Diversidade de bolotas encontradas

O final da manhã foi passado já ao longo do Ribeiro de Belazaima onde, para além de bolotas se colheram também castanhas. Quando a fome começou a apertar tinhamos já três caixotes bem cheios de bolotas e alguns sacos de castanhas, no total cerca de 25 kg de frutos. O almoço fez-se ainda junto dos frondosos carvalhos da área conhecida como Ponte Nova (embora a ponte que existe ali perto seja velha e não nova!).

Uma amostra das bolotas e castanhas colhidas

Uma amostra das bolotas e castanhas colhidas

A seguir ao almoço fomos até ao Cabeço Santo fazer as primeiras sementeiras directas da Estação. Na verdade, as bolotas de sobreiro colhidas apenas duas semanas antes apresentavam estágios de germinação já bastante avançados, pelo que era necessário semeá-las.

As bolotas de sobreiro já estavam a germinar

As bolotas de sobreiro já estavam a germinar

Radícula com apenas duas semanas de crescimento

Radícula com apenas duas semanas de crescimento

A sementeira realizou-se numa área (junto ao marco geodésico, que é o ponto mais alto do Cabeço Santo) que ainda há seis meses estava severamente invadida com Acacia longifolia, tendo-se aí realizado uma operação com grade de discos (de 4 toneladas) que enterrou as acácias, tendo deixado o solo relativamente desimpedido. Claro, é absolutamente necessário fazer agora um trabalho de acompanhamento que consiste essencialmente em arrancar as inúmeras plantas que, com origem em fragmentos de raízes enterradas, despontaram algumas semanas após a operação de gradagem. Essas plantas são, em geral, extremamente fáceis de arrancar pelo que, mais uma vez, aqui fica um vivo apelo aqueles que se queiram voluntariar para participar nestes trabalhos, pois que, embora fáceis de realizar, são de mão de obra muito intensiva, e ficarão necessariamente dispendiosos se tiverem que ser realizados por pessoal remunerado. Ou, pior ainda, como último recurso, será utilizado herbicida, já não o relativamente benigno Spasor, eficaz apenas nos eucaliptos e nas mimosas, mas o Basta, certamente mais tóxico, mas apenas ele eficaz na Acacia longifolia.

Área alvo da sementeira

Área alvo da sementeira

Contudo, na área onde se realizou a sementeira não se utilizará herbicida pois que a densidade das plantas de acácia emergentes não é demasiado elevada. Semearam-se bolotas de sobreiro e carvalho numa tentativa de emular o mais possível a disseminação natural destas sementes, isto é, enterrando-as um pouco e deixando o local com um mínimo de vestígios que possam atrair predadores. Como foi já referido, esta operação conta também com a extrema abundância de bolotas de carvalho que ocorreu este ano, que, espera-se, atraia a atenção dos predadores para as bolotas de fácil acesso, junto às árvores. É, em todo o caso, uma experiência, cujo resultado deverá ser avaliado mais tarde. Se não tiver um sucesso expressivo, a disseminação destas árvores terá de continuar a basear-se na plantação, operação muito mais dispendiosa.

E assim se passou a tarde na sementeira de bolotas. Quando a pequena equipa interrompeu para o lanche, já era quase tempo de regressar. Depois de uma pequena volta em que se provaram os medronhos ainda duros e amargos (mas parece que souberam a doce a alguns participantes!) descemos o monte para só cá em baixo posarmos para a tradicional “foto de família”. Um obrigado aos voluntários!

Os voluntários, já cá em baixo

Os voluntários, já cá em baixo

As jornadas continuam sempre que houver voluntários disponíveis! Até breve.

Paulo Domingues

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Chegou o Outono!

Agora que as chuvas de Outono chegaram, as incertezas climatéricas do Verão ficaram para trás. Neste Setembro invulgarmente seco que tivemos, as árvores plantadas no início do ano resistiram bastante bem. Não tão bem parecem ter resistido algumas plantas de Acacia longifolia, que apareceram secas em meados de Setembro. Mas claro, isso foi uma vantagem. Parece que as plantas nativas são ainda as que resistem melhor a um clima marcado pela incerteza de chuvas e episódios, igualmente incertos, de temperaturas elevadas.

As árvores plantadas resistiram bastante bem ao Verão

As árvores plantadas resistiram bastante bem ao Verão

Muitas plantas de Acacia longifolia parecem não ter suportado a seca

Muitas plantas de Acacia longifolia parecem não ter suportado a seca

Mas, ao contrário das chuvas, a floração da urze Calluna vulgaris não se atrasou. É a única urze de floração marcadamente outonal, e que, no resto do ano, é muito discreta.

A Calluna vulgaris não se atrasou na floração

A Calluna vulgaris não se atrasou na floração

A marcar a diferença numa paisagem ainda dominada pelo castanho da seca estão os medronheiros, este ano já bastante carregados de frutos, e que agora começam a adquirir a sua cor de amadurecimento.

Os medronhos, abundantes este ano, começam já a amadurecer

Os medronhos, abundantes este ano, começam já a amadurecer

A contrastar com o panorama geral de Setembro, o dia 18, 4º aniversário do inferno de fogo que atingiu esta paisagem, acordou molhado e fresco, uma forma esperançosa de recordar esta data.

O dia 18 de Setembro teve alguma chuva

O dia 18 de Setembro teve alguma chuva

Este ano, como já todos devem ter reparado, é um ano de abundante produção de bolota de carvalho-roble. Até os pequenos carvalhos do Cabeço Santo, rebentados após o incêndio de 2005, já apresentam uma carga considerável.

A produção de bolota de carvalho roble é abundante este ano

A produção de bolota de carvalho roble é abundante este ano

Também os lentiscos já têm frutos maduros. Nas próximas jornadas de trabalho voluntário vamos colher bolotas e frutos de lentisco, e ainda teremos tempo para iniciar a sementeira directa de bolotas de sobreiro, cuja germinação se está a iniciar.

Os frutos de lentisco encontram-se já maduros

Os frutos de lentisco encontram-se já maduros

E teremos oportunidade para testemunhar o despertar de uma paisagem pela acção vivificante das chuvas dos últimos dias!

Paulo Domingues

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Apelo ao voluntariado: Trabalhos de Outono

Tal como prometido, aqui vão mais alguns detalhes das Jornadas de Outono e mais além no Cabeço Santo, para voluntários. Se quiser também pode participar na divulgação destas jornadas, descarregando este cartaz em formato jpg e este texto em formato pdf e enviando aos seus amigos.

Trabalhos realizados desde o início de 2009

Comecemos com  um resumo dos principais trabalhos já realizados durante o presente ano:

  • Plantação de mais de 3000 árvores e arbustos nas áreas cuja intervenção se iniciou em 2008 (realizada sobretudo por equipas profissionais, mas também por voluntários)
  • Trabalhos de corte da vegetação exótica e invasora em quase 30 ha de terreno e pincelagem com herbicida das superfícies de corte ou pulverização da rebentação (realizados por várias equipas de profissionais).
  • Contactos e  negociações com mais de duas dezenas de pequenos proprietários florestais, a fim de permitir a intervenção ao longo da margem esquerda do Ribeiro de Belazaima.
  • Criação e manutenção em viveiro de cerca de 1000 carvalhos e castanheiros, bem como algumas centenas de medronheiros, murtas e lentiscos.

Trabalhos de Outono – Jornadas de Voluntariado

Embora a maior parte dos trabalhos até agora realizados o tenham sido com recurso a mão de obra profissional, há um conjunto de intervenções mão de obra intensivas mas de fácil realização que poderiam ser levadas a cabo por voluntários. No Outono que se avizinha, esses trabalhos são os seguintes:

  1. Corte com tesourões de plantas de Acacia longifolia;
  2. Recolha de frutos ou sementes de espécies nativas;
  3. Extracção das sementes dos frutos recolhidos;
  4. Sementeira directa no terreno de sementes de carvalho roble, aderno, lentisco e murta.

Algumas sementes poderão, se necessárias, ser enviadas para os viveiros onde são produzidas as plantas para o projecto “Criar Bosques”, da Quercus, de onde o PCS também recebe plantas.

 Trabalhos de longo prazo – até ao final de 2010

Até ao final de 2010, ou mais tarde, se necessário, há trabalhos tecnicamente mais exigentes, não dependentes da Estação, que poderão ser realizados por grupos de voluntários, como escuteiros ou outros grupos com alguma experiência em tais trabalhos. Entre estes destacam-se:

  1. Construção de passadiços, escadas e pontes, com vista à execução/demarcação, prevista para 2010, de um percurso pedestre circular no Cabeço Santo.
  2. Recuperação de pequenas construções de maneira a permitir a sua utilização em acções de educação ambiental ou outros fins associados aos objectivos do projecto.

 Destinatários

Todos os cidadãos ou grupos de cidadãos que queiram contribuir de forma voluntária para este projecto. De forma especial, pela sua proximidade à área de intervenção do projecto, são convidados os cidadãos da Freguesia de Belazaima e do Concelho de Águeda.

Calendarização das Jornadas de Trabalho Voluntário de Outono

  • Setembro: 26
  • Outubro: 3, 10, 17, 24 e 31
  • Novembro: 7 e 14

Realizar-se-ão jornadas sempre que haja pelo menos 3 voluntários inscritos até à Quinta feira à noite anterior ao Sábado previsto.

Apoio aos Voluntários:

  • Alimentação oferecida pela organização podendo, quando as condições o permitirem, incluir um cozinhado solar.
  • Possibilidade de transporte a partir de Aveiro e de Águeda.
  • Entrega de certificados de participação a todos os participantes.
  • Oferta de um pequeno arbusto nativo (medronheiro ou murta) aos participantes que, dispondo de espaço, o queiram levar para  plantar.
  • Oferta de um calendário para 2010, alusivo ao projecto, a todos quantos participarem pelo menos duas vezes nos Trabalhos de Outono.

  Formas alternativas de colaboração

Através de donativos para a aquisição de terrenos nas margens do Ribeiro de Belazaima (orçamento previsto de pelo menos 25000 Euros para 2009/10), despesa não coberta pelos apoios institucionais:

  • Por cheque enviado para o Núcleo de Aveiro da Quercus, conta “Cabeço Santo” na CGD, com o número 0239 018448 830
  • Por transferência bancária para o NIB 0035 0239 0001 8448 8309 4 (enviando comprovativo por correio postal ou e-mail para cabsanto@gmail.com, com identificação do número de contribuinte).

Sobre este assunto ver também a página  http://ecosanto.wordpress.com/apoios-ao-projecto/.

Os donativos privados (particulares ou empresariais) permitem a atribuição de benefícios fiscais, em sede de IRS ou de IRC.

Mais informação:

Para além da divulgada nestas páginas, pelo nº de telemóvel do Núcleo de Aveiro da Quercus, 966 551 372, ou por escrito por e-mail para cabsanto@gmail.com.

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Regresso ao trabalho

Embora este título faça crer que durante o mês de Agosto não se fez nada no Cabeço Santo, não foi assim. Até meados de Agosto continuaram os trabalhos de corte da vegetação invasora e as pulverizações da rebentação. Continuaram as negociações com proprietários de terrenos nas margens do Ribeiro de Belazaima. Aliás, com toda a evolução que o projecto teve nos últimos dois anos, a carta disponível na página “Carta da área de intervenção” encontrava-se já muito desactualizada pelo que agora já foi actualizada de acordo com os últimos desenvolvimentos.

Estando concluídos por este ano os trabalhos de corte de eucaliptos e acácias, pelo menos aqueles que implicam pulverização, já que os que se realizam com pincelamento da superfície de corte poderão continuar, pode-se já fazer um balanço: a intervenção terá atingido 25 a 30 hectares, tendo-se quase completado na propriedade da Silvicaima (ao nível da intervenção básica) mas tendo ficado por intervir áreas da margem esquerda do Ribeiro de Belazaima que estavam em programa. Para algumas delas ainda não foi possível chegar a acordo com os proprietários, mas não foi só por isso que não se realizou a intervenção: é que, mesmo com 4 equipas profissionais no terreno não foi possível fazer mais, sendo certo também que se dispendeu já praticamente todo o orçamento previsto para estes trabalhos no presente ano.

Corte de plantas de háquea-picante com tesourões

Corte de plantas de háquea-picante com tesourões

Trabalhos de pulverização realizados por elementos da AFBV

Trabalhos de pulverização realizados por elementos da AFBV

Aspecto actualizado da área entre os vales 4a e 4b

Aspecto actualizado da área entre os vales 4a e 4b

Panorama do Ribeiro de Belazaima após a intervenção inicial

Panorama do Ribeiro de Belazaima após a intervenção inicial

Agora, com a chegada do Outono, novos trabalhos se perspectivam, alguns dos quais poderão ser realizados por voluntários, como foi já escrito num artigo anterior. Um em particular poderá suscitar mais interesse: este ano há uma produção de bolota de carvalho-roble acima da média, de facto, uma produção como só se verifica de 10 em 10 anos, mais ou menos. É o tipo de ano em que a regeneração natural se verifica com mais intensidade, pois a grande abundância permite que um número expressivo de plantas ultrapassem os “perigos” que num ano normal dizimam a quase totalidade: predadores de bolotas, herbívoros que comem as jovens plantas, etc. Deste modo, surgiu a ideia de realizar este ano uma massiva sementeira de bolotas de carvalho-roble, o que permitirá, espera-se, diminuir a necessidade de realizar plantações, muito mais dispendiosas e em geral difíceis de realizar por voluntários. A sementeira realizar-se-á da forma o mais discreta possível, simulando a sementeira natural realizada pelos gaios, de forma a minimizar as perdas para os predadores, que são muitos e as adoram. Mas outras espécies poderão também ser semeadas, como veremos.

As actividades voluntárias iniciar-se-ão apenas em 26 de Setembro (e não em 12 como foi anunciado no artigo anterior), mas sobre elas haverá mais detalhes já nos próximos dias.

Entretanto as árvores plantadas no ano passado crescem a bom ritmo. Depois de um Verão suave, deparam-se agora, no final da estação, com uma temporada invulgarmente quente e seca, coisa que aliás experimentaram também logo que “chegaram” ao terrreno no final do Inverno. São as agruras do clima, às quais terão de se habituar, quiçá cada vez mais, se “quiserem” sobreviver.

Medronheiro plantado em 2008 numa zona pobre

Medronheiro plantado em 2008 numa zona pobre

Carvalho-roble plantado este ano

Carvalho-roble plantado este ano

Paulo Domingues

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Apelo ao voluntariado

O Projecto Cabeço Santo atinge, por esta altura um dos seus objectivos principais para este ano: o corte da vegetação exótica e invasora em áreas ainda não intervencionadas. Estas áreas eram um troço do vale 3, de maneira a integrar praticamente toda a extensão deste vale nos propósitos do projecto, uma área em torno do vale 7, uma faixa ao longo do Ribeiro de Belazaima e ainda outras áreas menores. No total, a área de intervenção terá excedido os 30 ha. Juntando as áreas de intervenção do ano passado e deste ano atingiram-se os 2km de extensão na margem direita do Ribeiro, e cerca de 750 m na outra margem. O objectivo de curto prazo é intervir ao longo de 2km também da margem esquerda, mas talvez apenas para o ano se venha a conseguir. Desta forma se pretende inverter a situação deplorável em que se encontrava o ribeiro e os seus afluentes, devido à ocupação por espécies de características invasoras, o que, no entanto, ainda requererá muito trabalho e acompanhamento.

Trabalho realizado apenas na margem direita

Trabalho realizado apenas na margem direita

Entre os vales 3 e 4: uma paisagem em recuperação

Entre os vales 3 e 4: uma paisagem em recuperação

Já de seguida vão iniciar-se as operações de pulverização com herbicida das áreas cortadas este ano. Operação difícil e não isenta de consequências negativas mas sem a qual os trabalhos anteriores seriam completamente inúteis. Esta acção deverá eliminar a maior parte das plantas e manchas de espécies indesejáveis, mas nunca o faz completamente. Por isso é necessário um trabalho de acompanhamento que se prolongará certamente por vários anos.

Alguns dos trabalhos de acompanhamento requerem uma mão de obra considerável, como por exemplo nas áreas invadidas por Acacia longifolia não sujeitas a pulverização nem gradagem. Os trabalhos de corte iniciais foram, na sua maior parte, ralizados com motoserras, por uma questão de minimização da mão-de-obra requerida. Mas deste modo não é possível cortar os caules muito por baixo, aumentando a probabilidade de rebentação da toiça. Deste modo encontram-se áreas já cortadas com rebentação abundante. O ideal é agora cortar essas plantas com tesourões, mas colocar equipas pagas a fazê-lo fica muito dispendioso.

Área já intervencionada mas ainda com A. longifolia

Área já intervencionada mas ainda com A. longifolia

Como a anterior

Como a anterior

Como as anteriores

Como as anteriores

Melhor do que as anteriores!

Melhor do que as anteriores!

Muito ajudaria se o voluntariado desse aqui o seu contributo, já que se trata de trabalhos que quase todos podem fazer. Por isso aqui fica desde já o repto, cuja semente foi “lançada à terra” na última jornada de trabalho voluntário no Cabeço Santo: realizar uma ou mais jornadas de trabalho voluntário entre Setembro e Outubro com o objectivo principal de cortar plantas de Acacia longifolia. Sempre que for apropriado realizar-se-á também a recolha de frutos para extracção de sementes, sendo que parte delas será enviada para os viveiros do Projecto Criar Bosques da Quercus, de onde aliás o PCS já recebeu e continuará a receber plantas.

Para facilitar a selecção dos dias para essas jornadas, pede-se desde já a quem queira participar que envie uma mensagem para cabsanto@gmail.com indicando o dia ou dias em que estaria disponível, entre 12 de Setembro e 24 de Outubro, mas excluindo o último Sábado de Setembro. Nos dias em que houver pelo menos três voluntários realiza-se uma jornada. A alimentação será, como tem acontecido, oferecida pela organização e tentarão facilitar-se meios de transporte desde Aveiro e Águeda.

É bem sabido (basta ler as páginas deste blogue) que o número de voluntários que aqui quiseram dar a sua contribuição nunca foi elevado (com excepção dos primeiros Campos de Trabalho Voluntário, em 2006). Talvez o estado da área de intervenção seja pouco atractivo, mas para que um dia se torne mais é agora que é preciso agir. Talvez esta paisagem não rivalize com as dos cartazes turisticos nem atraia muitos visitantes, mas não é esse o argumento principal da motivação para os trabalhos em curso. Talvez haja locais que tenham prioridade para aplicação de um esforço deste tipo, mas foi aqui que um conjunto de sinergias e de vontades teve a oportunidade de se reunir. E talvez não haja um único lugar na Terra, por pequeno, isolado, degradado e cercado que seja, onde não valha a pena um ser humano dedicar o seu esforço e a sua compaixão. Mas, basta de palavras, porque se algo não toca os corações por si próprio não é por certo uma colecção de argumentos que o irá fazer. Ou será? Ou faltarão ainda argumentos e “técnicas de comunicação” que permitam chegar pelo menos às almas mais prontas para o “passo seguinte”. Pois se há então quem as conhece ou está vocacionado para elas é seriamente convidado a vir dar uma contribuição a este projecto, pois não é essa, por certo, a especialidade de quem tem tido a missão de o gerir.

Medronheiro plantado em 2007

Medronheiro plantado em 2007

Paulo Domingues

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Jornada de 18 de Julho e outras notícias

No dia 18 de Julho cinco voluntários vieram até Belazaima participar na jornada de trabalho voluntário anunciada. À sua chegada tiveram, talvez, uma surpresa: é que ao contrário do que tinha sido anunciado, os trabalhos propostos não eram “leves”, mas, vá lá, “meio pesados”! Tratava-se de intervir numa área do vale 3 onde, em Janeiro/Fevereiro, uma equipa da Associação Florestal do Baixo Vouga tinha realizado um trabalho de corte de eucaliptos e Acacia longifolia. Esta era a área há mais tempo invadida com esta acácia e que apresentava, antes de 2005, manchas muito densas de grandes arbustos dessa espécie, lá se encontrando ainda de pé os restos queimados de muitos deles. Ao longo do vale havia eucaliptos. No entanto, esta zona tem também bastante vegetação nativa, encontrando-se muitos medronheiros, lentiscos e algumas murtas e adernos completamente misturados com aquela vegetação exótica, isto para além da vegetação sub-arbustiva, dominada pelo sanganho-mouro. Por isso, e como será necessário realizar aqui pulverizações da vegetação exótica, era muito importante criar perímetros de protecção em torno de cada arbusto nativo, a fim de os poupar o mais possível aos efeitos da pulverização. E foi esse o trabalho dos voluntários durante a manhã de Sábado: cortar a rebentação da vegetação exótica em torno dos arbustos nativos. Os rebentos de eucalipto com machados, as acácias com tesourões. E a equipa foi subindo a encosta até bem de pois das 13 horas, quando rumou à Casa de Santa Margarida para o almoço. A temperatura já estava bem elevada, pelo que uma boa mesa à sombra era muito bem vinda.

Depois do almoço demos uma volta pela vizinhança da casa, observando as árvores aqui plantadas este ano. Os javalis parecem insistir em voltar até aqui, porque já havia mais uma dúzia de tubos de protecção dos carvalhos derrubados, tendo algumas das árvores sido arrancadas. Tudo indica tratar-se de tentativas de encontrar bolotas, ainda que infrutíferas. Mas, aparte alguns eucaliptos e acácias que por aqui existem dispersos, a paisagem apresentava um colorido bem bonito, com as urzes da espécie Erica cinerea agora em flor. Quanto às árvores plantadas, vimos que havia algumas com mais dificuldades, mas a maioria apresentava-se com bom vigor.

Dado que agora, ao princípio da tarde, o calor apertava, foi a oportunidade para mostrar aos voluntários um pouco do trabalho que está a ser realizado ao longo do Ribeiro de Belazaima por equipas de profissionais. Cá em baixo, com menos 250 metros de altitude e maior abrigo do vento, o calor apertava ainda mais, pelo que soube muito bem passar uns minutos bem alongados mesmo nas margens do Ribeiro, observando as libelinhas, e sob a sombra de duas grandes mimosas que sobreviveram quase intactas ao incêndio de 2005!

Depois, dado o calor e o cansaço já acumulado durante a manhã… finalmente algo mais leve e agradável: decidimos deixar o Cabeço Santo e vir até ao carvalhal da Ponte Nova, junto a Belazaima, usufruir do espaço, identificar as árvores, e trabalhar… à sombra. Primeiro foi tempo de encontrar algumas árvores plantadas já este ano entre a densa cobertura  de fetos, que aqui crescem até uma altura superior a 2 metros, acabando por cair sobre as jovens árvores. Depois cortaram-se algumas mimosas que são restos de uma densa formação que aqui existia há uns 6 ou 7 anos atrás. Aqui o tempo passou depressa, e, por razões que nada tiveram a ver com esta jornada, o lanche acabou por acontecer já depois das 18:30h no parque do Moinho de Vento, ao som das muitas aves que por aqui chilreavam.

Um obrigado aos participantes nesta jornada e boas férias!

Entretanto, a equipa da Associação Florestal do Baixo Vouga terminou os trabalhos de corte da vegetação exótica na margem direita do Ribeiro que lhes estavam atribuídos. Isto significa que, nessa margem, a intervenção do projecto atingiu já os 1,8 km de extensão do ribeiro, esperando-se que atinja os 2 km ainda antes do final de Julho. Na margem esquerda, os trabalhos não estão tão avançados, ainda só se tendo realizado trabalho ao longo de cerca de 150 metros, mas espera-se atingir pelo menos 800 ainda este Verão.

As árvores propagadas este ano encontram-se já num abrigo sombreado, onde permanecerão até à época de plantação.

Entretanto, prosseguem os contactos para aquisição de parcelas privadas nas margens do ribeiro. Prevê-se para este ano a aquisição de cerca de 3 ha. Até ao momento apenas um dos cerca de 20 proprietários contactados (de cerca de 35 parcelas identificadas!) não esteve disponível para ceder as suas parcelas ao projecto. Houve proprietários que foram particularmente compreensivos, outros nem tanto. Um deles merece aqui desde já um agradecimento público, pelo facto de ter cedido gratuitamente as suas três parcelas com a área total de cerca de 1000 m2: o António José Morgado, da Póvoa do Vale do Trigo. Portanto, um dos objectivos deste projecto, que parecia impossível a alguns (por depender da boa vontade de um número considerável de pessoas), está em vias de ser largamente atingido.

Uma apresentação, desta vez do power point (6,5 MB),  ilustra os trabalhos descritos.

Até breve.

Paulo Domingues

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