Jornada de visita

Especialmente para quem não foi ao Cabeço Santo no dia 26 de Maio mas se interessa pelo que vai aqui acontecendo, eis uma reportagem fotográfica com poucas palavras e muitas imagens do que foi esta visita. Claro que as imagens não são tudo: houve a chuva, o vento, os cheiros, os sons, as texturas e tudo o mais que só o contacto com as coisas vivas e reais pode proporcionar. Mas para isto era mesmo preciso estar presente…

http://www.flickr.com//photos/cabeco_santo/sets/72157629916965422/show/

Até breve, na próxima jornada de trabalho, no dia 16 de Junho.

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Jornada de visita e alteração de calendário

A 3ª e última Jornada voluntária de Primavera decorrerá no dia 16 de Junho e não 9 de Junho como foi inicialmente programado. Uma informação para voluntários no activo!

No dia 26 de Maio de 2012 realiza-se a jornada de visita ao Cabeço Santo, uma iniciativa de periodicidade anual que começa já a merecer o epíteto de “tradicional”, e que tem como objectivos dar a conhecer a área de intervenção do Projecto, mostrar os avanços (e recuos!) conseguidos ao longo do último ano, e promover o surgimento de ideias relativamente ao que ainda está para fazer.

Pela primeira vez se vai tentar, com boa aproximação, fazer o percurso circular cuja demarcação está em curso desde 2010, mas que não se encontra ainda concluída. Com partida da capela do Feridouro, o percurso desenrola-se numa extensão de cerca de 3 km ao longo do ribeiro de Belazaima, sendo que 2 destes km já foram já alvo de intervenção em pelo menos uma das margens. Depois sobe-se a montanha, até atingir as cotas mais elevadas do monte, e assim observar as áreas de medronhal, matagal e vegetação rupícola que aí são caracaterísticas. Depois volta-se a descer a montanha ao longo de um vale onde ainda muito há a fazer, para assim chegar ao ponto inicial. Também se poderá decidir pelo caminho inverso. São entre 6 e 7 km de um percurso que não se poderá caracterizar de muito fácil, pois que se desenvolve não apenas ao longo de caminhos, mas também de trilhos e obriga a vencer um desnível de cerca de 250 m, entre as cotas de 140 e 390 metros.

Como estamos quase no Verão, é aconselhável começar cerca das 9:30h, já na capela do Feridouro, fazer o percurso de manhã, e almoçar à chegada, entre as 12:30h e as 13:00h. Deste modo, não será necessário levar mochila de víveres. Quem quiser seguir viagem neste ponto, poderá fazê-lo, mas para quem quiser ficar, seguir-se-á o almoço no parque de merendas de Belazaima e à tarde poderão fazer-se mais alguns percursos por outras áreas de interesse natural na vizinhança de Belazaima.

Ao contrário das jornadas de trabalho, nesta, a organização não fornece a alimentação, pelo que cada um deverá trazer a sua, no caso de ficar para o almoço, claro.

Por questões de coordenação, pede-se aos interessados que se inscrevam, para cabsanto@gmail.com ou pelo nº de telemóvel 966 551 372. O ponto de encontro é entre as 9 e as 9:15h junto ao parque de merendas de Belazaima, seguindo depois para o Feridouro apenas as viaturas necessárias para transportar todos os participantes.

Poderá haver possibilidade de boleias e partilhas de transporte no eixo Aveiro – Águeda – Belazaima pelo que quem estiver interessado deve averiguar para os contactos acima.

P. D.

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2ª Jornada de Primavera

Ainda não eram 9 da manhã do dia 12 de Maio quando um grupo de voluntários, pequeno em número mas grande em convição e determinação, se dirigia já para o Cabeço Santo, indiferente às expectativas de um dia bastante quente, o que para trabalho é sempre desfavorável. Mas, para amenizar o esforço, a equipa passou o dia todo junto ao Ribeiro de Belazaima, bem perto da água que graças às abundantes chuvas de Abril, corre com generoso caudal.

A primeira paragem foi na área de trabalhos da jornada anterior, para acabar de “tratar” de algumas mimosas usando a técnica do descasque.

Voluntário junto às mimosas “tratadas”

Perspectiva das margens do ribeiro.

Depois avançou-se 100 metros para montante, para libertar do silvado alguns carvalhos e azevinhos aqui plantados em 2010. Todos se encontram com boa vitalidade, só que o silvado cresce aqui com tal força, que se não fosse cortado pelo menos duas vezes por ano, abafaria por completo as pequenas árvores. Neste local a vegetação ribeirinha apresenta já uma boa evolução.

Um pequeno azevinho “salvo” do silvado que o apoquentava

Motoroçadora em acção

O Ribeiro, nesta zona

E foi tempo de avançar mais 100 metros para montante, para junto do local onde sobreviveu uma pequena galeria ripícola de salgueiros e alguns, poucos, carvalhos. Junto e dentro desta mancha de árvores já grandes também havia mimosas que foram cortadas ou descascadas.

Voluntários “libertam” um carvalho que sobreviveu ao fogo de 2005 do cerco das mimosas

Carvalho livre de mimosas!

Mas o principal trabalho estava na encosta adjacente da margem esquerda, uma área que já foi eucaliptal, e que agora tem um carvalhal em recuperação, mas ainda com muitas plantas de eucalipto e mimosa no seu interior. Aqui foi sobretudo um trabalho de tesourão e pulverizador de mão. Mas junto ao ribeiro já se podiam encontrar mimosas com quase 10 m de altura, com apenas 2 a 3 anos de crescimento! Estas cortaram-se com motosserra, para dar luz aos carvalhos que por aqui foram plantados. Também os salgueiros aqui plantados em 2010 parecem estar agora a “arrancar”. Já do outro lado do ribeiro a situação é mais sombria. No local onde os trabalhos junto ao ribeiro começaram em 2009, apesar da abundância de carvalhos, ou por causa dela, a ocorrência de mimosas ainda é um pouco assustadora.

Junto ao Ribeiro foi necessário cortar mimosas já com muitos metros de altura

Encosta na margem esquerda em recuperação

Junto à margem a mais bem conservada galeria ripícola de todo o Cabeço Santo!

O dia acabou por não parecer tão quente como estava prometido e foi terminado junto à represa que alimentava a antiga levada e que agora servirá de trilho pedestre. A pequena lagoa criada pela água em queda estava apetecível para um banho que todos os voluntários bem precisavam, mas como o relógio não parava e havia voluntários com horários apertados, foi tempo de terminar, já passava das 18 horas, sem banho de imersão, este grande dia de trabalho voluntário!

Controlo do silvado, junto ao ribeiro

Voluntário num momento de observação

A represa que alimentava a levada a jusante

A equipa deste dia

Estas e outras fotos em tela cheia disponíveis em:

http://www.flickr.com/photos/cabeco_santo/sets/72157629710714070/

Até breve.

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1ª Jornada de Primavera

A 1ª Jornada Voluntária de Primavera realizou-se finalmente e foi uma jornada absorvente e multifacetada, já com a paisagem revivificada pelas chuvas das últimas semanas. Ainda pouco passava das 9 horas quando um pequeno mas decidido grupo, animado por um radioso sol e uma temperatura, agora sim, verdadeiramente primaveril, subia já ao Cabeço Santo. Primeira paragem: estradão florestal, não longe do marco geodésico “Santo”. Aqui se começou por erguer uma barreira, mais simbólica do que real, para tentar desincentivar ciclistas e motoqueiros de fazer atravessamentos a corta-mato desta área. Tais atravessamentos, com abertura de trilhos não autorizados, são realmente um abuso, tão característico dos tempos em que vivemos. Mas veremos se ainda há alguma réstea de respeito e consideração voluntárias pelo trabalho realizado e sobretudo pelos valores em presença. Por isso se pediu “p.f.”!

A quem não consegue ver de outra maneira…

Foram três as barreiras erguidas mas ainda houve tempo para fazer algum trabalho de corte de acácia de espigas e observar com cuidado os sinais da Primavera por estas paragens. De particular atractivo nesta altura são as urzes da espécie Erica umbelata, com as suas flores de viva côr avermelhada.

Erica umbelata em flor

Aqui destacam-se as flores de Cistus salvifolius

Céu “rivaliza” com paisagem

A mancha de carvalhos junto ao marco geodésico “Santo”

Já com a manhã a encaminhar-se para o fim, fez-se uma avaliação da acção de sementeira de bolotas no vale nº 5. Os resultados, como já se esperava, não foram brilhantes: num local onde foram semeadas muitas dezenas, talvez 100 a 200 bolotas, apenas foram encontradas 4 plantas. Resta saber se a principal causa foi a predação ou a seca. Talvez as duas… Não será de excluir completamente este tipo de acção no futuro, embora seja evidente que não poderá substituir a plantação. Já a acabar, ao mover uma pedra, descobriu-se o “bicharoco” abaixo mostrado. Se alguém souber o que é, tenha a gentileza de nos esclarecer.

Voluntário procura carvalhos

Por aqui os insectos abundam, em particular as joaninhas

Um dos poucos carvalhos de origem seminal encontrados

Ao mover uma pedra, um curioso animal com 20 pares de patas

Não deixa contudo de saltar à vista neste local a grande diversidade de plantas, sobretudo herbáceas, que aqui se encontra, mostrando, mais uma vez, como bastou remover a densa mancha de mimosas e eucaliptos que aqui existia, para a natureza se ocupar da fase seguinte.

Ao contrário do que possa parecer, aqui já praticamente não existe flora invasora

E foi já ao princípio da tarde que a equipa desceu até ao Ribeiro, para realizar trabalhos de acompanhamento das árvores plantadas e de controlo das mimosas. Logo à chegada uma surpresa desagradável: alguém tinha depositado lixo junto a um carvalho (recorde-se, estamos a vários km da povoação mais próxima). Como tal acto nem merece que mais tempo lhe seja dedicado, passemos à frente.

Alguém andou vários km para aqui depositar lixo

Foi interessante verificar como junto ao ribeiro os carvalhos estão muito mais atrasados na sua rebentação do que no alto do monte, e até mesmo umas dezenas de metros acima na encosta. A vegetação concorrente, sobretudo o silvado, foi removida com uma motoroçadora. Quanto às mimosas, foi ensaiada, numa escala ainda não aplicada no Cabeço Santo, a técnica do descasque do tronco. A ferramenta usada foi a navalha, que funcionou bastante bem, embora também tenha trazido alguns dissabores. No entanto também se usaram outras técnicas, consoante as características de cada formação: em manchas densas (já poucas, felizmente) cortou-se com motosserra para posterior pulverização da rebentação com herbicida; em plantas isoladas não muito grossas, aplicou-se herbicida na superfície de corte; em áreas planas, nas quais é necessário limpar com frequência com a motoroçadora, simplesmente cortou-se (a rebentação é depois apanhada com frequência pela motoroçadora) e finalmente nas áreas mais sensíveis (margens do ribeiro e zonas de difícil acesso) usou-se a técnica do descasque do tronco.

Descasque do tronco das mimosas junto a um carvalho

Descasque do tronco, em mimosas junto ao ribeiro

Voluntário em busca de mimosas entre a rebentação seca do que já foi uma formação muito densa

O Ribeiro começa a ter mais salgueiros do que mimosas nas suas margens

Verificou-se que a plantação de estacas de salgueiro nas margens do ribeiro, realizada em Janeiro último, se mostrava para já bem sucedida, pois que praticamente todas as estacas apresentavam rebentação.

Estaca de salgueiro plantada em Janeiro a rebentar

E o intenso dia, marcado por uma brisa fresca e até por alguns aguaceiros fracos que não foram suficientes para desmobilizar nem por um minuto, chegava ao fim, com uma “foto de família” junto a uma formação de salgueiros.

A equipa do dia, tendo alguns salgueiros como “cenário”

Ainda havia frascos de mel para os voluntários e ainda sobraram alguns (poucos!) para a próxima jornada. Quem quer “ganhar” o último frasco da temporada?

Em http://www.flickr.com//photos/cabeco_santo/sets/72157629587211636/show/ estas e outras fotos desta jornada podem ser observadas em ecrã completo. Seleccionar “Mostrar informações” para ler descrições.

Até breve.

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1ª Jornada de Primavera: adiada

Eis que o facto mais ansiado desta Primavera, um Abril cheio de chuva, para minorar a sede da terra e das plantas, se tem verificado, e por isso desta vez os voluntários disponíveis para a 1ª jornada de Primavera não ficaram tristes quando se anunciou um dia chuvoso para a data marcada. E com efeito ele foi ainda mais chuvoso do que previamente anunciado, só lá para as 16 horas passando a regime de aguaceiros. Uma noite e um dia quase inteiro cheios de uma chuva suave e penetrante!

Eis uma foto de um carvalhal tirada já pelo fim da tarde:

Depois de um dia de chuva...

Não se sente o tapete de folhas do ano anterior a emitir aquele cheiro característico? Não refrescam as gotas que caem das árvores movidas por uma brisa? Não se adivinha o chilreio das aves na sua azáfama Primaveril? Senão de verdade, talvez com a imaginação…

Agora voltemos às jornadas: felizmente tornou-se possível transferir a jornada de Sábado, 21 para Sábado, 28, pelo que a 1ª Jornada de Primavera ainda poderá realizar-se. Isto se não chover, claro!

Até dia 28!

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Jornadas Voluntárias de Primavera

Eis o anúncio oficial das Jornadas de Primavera no Cabeço Santo!

As Jornadas de Primavera realizam-se entre Abril e Junho, desta vez com uma agenda menos intensa do que em jornadas anteriores, o que por outro lado permitirá promover a máxima participação em cada jornada! Para quem leu o artigo anterior, notem em particular a exclusão do dia 28 de Abril da agenda de jornadas.

Os trabalhos a realizar encontram-se descritos em detalhe em Jornadas Voluntárias Primavera 2012 e os mais urgentes que não puderem ser realizados nos escassos três dias de trabalho voluntário previstos deverão sê-lo por mão de obra remunerada.

Destacam-se os trabalhos de manutenção ao longo dos cerca de 800 metros de ambas as margens do Ribeiro onde já se vem a intervir desde 2009 e o início da intervenção num novo troço de Ribeiro com cerca de 1 km, onde a ocorrência de mimosas já de uma certa dimensão (cresceram livremente durante 6 anos) abre a possibilidade de se realizarem trabalhos de remoção das plantas por descasque do tronco, uma técnica eficaz mas bastante mão de obra intensiva que ainda foi pouco utilizada no Cabeço Santo por inadequação às formações em presença.

Descasque do tronco: técnica a aplicar com mais frequência

Em destaque também a jornada de visita, no dia 26 de Maio, na qual vamos, pela 1ª vez, tentar fazer, com boa aproximação, o percurso circular cuja demarcação está planeada já desde 2009 no Cabeço Santo, mas que tem tido progressos lentos na sua implantação, em parte por outras prioridades se colocarem com frequência na sua frente.

Eis, em resumo, as datas previstas para as actividades no Cabeço Santo esta Primavera:

Abril: 21

Maio: 12, 26 [jornada de visita, com programa a detalhar mais tarde]

Junho: 9

No Cabeço Santo a seca ainda se faz duramente sentir mas as árvores de folha caduca, particularmente os carvalhos, acordam já de um “sono” invernal incomum que só uma Primavera de chuvas abundantes poderá fazer esquecer. Oxalá assim aconteça, nem que alguma caia em cima dos voluntários!

As nuvens negras que cobriram o Cabeço Santo nos últimos dias só trouxeram escassos pingos

Até à primeira jornada de Primavera!

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Última jornada de Inverno

No meio desta dramática seca que estamos a viver, eis que pela 2ª vez consecutiva o dia previsto para uma jornada voluntária acorda com chuva, o que levou de novo ao cancelamento da jornada, não fosse a chuva “querer” poupar os voluntários e ausentar-se por isso, o que de modo nenhum se pretendia que acontecesse! A chuva, contudo, embora tenha caído de forma intermitente ao longo da manhã, foi escassa e não aliviou muito a seca. Não nos importamos que caia, generosa, em todas as próximas jornadas, apesar de preferirmos que venha durante a semana.

À tarde um céu com poucas nuvens e nenhuns aguaceiros já permitiu uma saída para o campo. As plantas parecem ignorar a seca e ensaiam já a Primavera: os pinheiros lançam para o ar nuvens de pólen, alguns carvalhos lançam os primeiros rebentos, o matagal faz desabrochar a sua abundante floração…

Pinheiro bravo em floração

Primeiros rebentos de 2012 do Carvalho roble

Matagal de tojos iniciando a floração

No Cabeço Santo, mais uma boa notícia: depois de várias dificuldades, resistências, e inesperadas obstruções, será possível dar início à recuperação da margem esquerda do Ribeiro, ao longo de cerca de 1,2 km em cuja margem direita se situa a mata da Altri Florestal, onde a intervenção se iniciou já em 2008. Não irei descrever como tal se tornou possível, nem quais foram as dificuldades. Estas, em particular, ficarão para muito mais tarde, quando for possível olhar com um certo distanciamento para tudo o que foi decidido no âmbito deste projecto, por todos, e já foram muitos, os que foram chamados a decidir, nem que mais fosse, em resposta a uma solicitação de apoio, sendo que a esmagadora maioria optou por decidir negativamente, ou não decidir. É certo que, no momento em que têm de ser tomadas, nem todas as decisões são óbvias e indiscutíveis. E na parte em que o não são, conta mais o coração do que a cabeça, com todos os “riscos” que isso comporta. Pela minha parte, como decisor “mor” deste projecto, assumo plenamente os riscos de todas as decisões que tenho de tomar, porque creio que o que está em causa vale verdadeiramente a pena.

Mas, voltando ao que interessa, agora será possível desenvolver a intervenção em ambas as margens do Ribeiro ao longo de cerca de 2 km, o que era um objectivo “antigo” do projecto. Para já, os cerca de 1,2 km agora acrescentados encontram-se muito invadidos com mimosas, algumas já com muitos metros de altura depois de quase 7 anos a crescer desde o incêndio de 2005. Como se trata de uma margem inclinada, por vezes mesmo escarpada, o trabalho não será fácil, e deverá ser realizado sobretudo por equipas profissionais (na Sexta, 16 de Março, uma equipa da Associação Florestal do Baixo Vouga deu início aos trabalhos). Mas claro, se houver por aí “heróis” da missão que queiram dar a sua contribuição, são bem-vindos.

Margem esquerda muito invadida com mimosas

Os primeiros centímetros de um trabalho de mais de 1 km

As próximas oportunidades surgirão já com as jornadas de Primavera, cujo anúncio será tornado público muito em breve. Mas anotem já algumas datas, pois verificam-se algumas dificuldades de agenda e para se conseguirem fazer duas jornadas em Abril, estas terão de ser em Sábados consecutivos: 21 e 28 de Abril, 12 de Maio. A 26 de Maio realiza-se uma jornada de visita, onde vamos pela 1ª vez tentar fazer o percurso completo do futuro trilho circular de visita ao Cabeço Santo. Em Junho a última jornada de Primavera será a 9 ou 16.

Paulo Domingues

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Um dia incerto, com um final infeliz

Depois de quase um mês, a jornada de dia 3 de Março era longamente ansiada. Mas a chuva, ainda mais ansiada do que a jornada, apresentou-se na previsão para o mesmo dia. Embora houvesse 6 voluntários dispostos a recebê-la em pleno campo, como ela chegou primeiro, e como alguns voluntários se deslocavam de longe, achou-se por bem cancelar a jornada pelas 8 da manhã.

No entanto pouco depois, a chuva, ainda fraca, ausentava-se de novo para só voltar a aparecer, algo débil e intermitente, lá para as 11 da manhã. As árvores, claro, receberam-na de braços abertos.

De "braços" abertos à chuva

Depois do meio dia ainda foi necessário esperar pelas 15 horas para que a chuva recomeçasse a cair, finalmente copiosa e persistente. Um verdadeiro sinal de esperança para uma terra seca não apenas de água mas também de… amor? Não sei se é a palavra mais certa, mas que dizer da história contada sem palavras pelas imagens seguintes e cuja última cena, deste chuvoso 3 de Março, se diria expressar uma terra em lágrimas, não fossem as gotas em presença, água pura e sem sal, motivo de júbilo e não de tristeza.

14 de Janeiro de 2010

20 de Março de 2010

7 de Maio de 2010

16 de Dezembro de 2010

31 de Março de 2011

9 de Julho de 2011

3 de Março de 2012

Sem palavras sim, mas com uma afirmação de determinação, ainda maior determinação do que antes, em continuar a trabalhar sem reservas por amor e admiração pela Terra e pelas suas criaturas. Aqui no Cabeço Santo a próxima oportunidade surgirá já dentro de duas semanas com a jornada final do Inverno. Mas certamente que por esse país, por esse mundo fora, não faltarão oportunidades à espera de serem abraçadas.

Já agora, e para terminar com uma nota de ânimo, porque não dar uma olhadela ao Google Earth, que, com fotos de Junho de 2011 na zona do Cabeço Santo permitem já, sobretudo por comparação com as anteriores (opção “mostrar imagens históricas), ter uma ideia, lá do alto, da evolução dos trabalhos. Vejam por exemplo a 40º 32′ 07”N, 8º 20′ 18”O o terreno adquirido pela Quercus em 2006 e em 40º 31′ 17”N, 8º 20′ 03”O as áreas ribeirinhas de carvalhal em recuperação adquiridas em 2009 e onde voltaremos na próxima jornada.

Até lá.

Paulo Domingues

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Ainda a tempo…

Embora com algum atraso…

No dia 18 de Fevereiro estava prevista uma acção de plantação de árvores, na qual iriam participar cerca de 30 pessoas no âmbito da iniciativa TEDxAveiro. No entanto, motivos de saúde de “natureza gripal” obrigaram-me a cancelar a jornada à última hora. Deste modo, as árvores ficaram por plantar, embora também seja verdade que o tempo e as condições do solo teriam sido completamente desfavoráveis à acção.

No próximo Sábado, dia 3 de Março, voltaremos ao campo, mas também não iremos plantar as árvores. Iremos continuar os trabalhos iniciados no dia 4 de Fevereiro, de preparação das áreas de carvalhal em recuperação para a chegada da Primavera, cortando rebentos secundários e eliminando vegetação concorrente, sobretudo invasora.

Embora as condições do tempo sejam quase dramáticas, não podemos deixar de fazer o que está nas nossas mãos e acolher com confiança o que não está. É o exercício da próxima jornada!

Até lá.

Paulo Domingues

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Um dia frio mas produtivo

O Sábado, 4 de Fevereiro, foi um dia frio, isso já toda a gente sabia. Mas não impediu um grupo de 6 audazes voluntários de se reunirem para mais uma jornada no Cabeço Santo! Embora o programa fosse ir cortar rebentos de carvalho para o vale do Ribeiro, o frio aconselhou começar no alto da encosta, onde pelo menos se podia beneficiar de algum sol. Assim, durante a manhã realizou-se trabalho de corte de acácia-de-espigas na zona do marco geodésico “Santo”, onde já tinhamos andado outras vezes. Foi um trabalho realizado com tesourões e uma pequena motosserra, suficientemente exigente para os voluntários aquecerem a partir de dentro. Aliás, quase não se podia parar, pois o vento frio que subia a encosta rapidamente penetrava as roupas e compensava a baixa de calor corporal. Por isso se trabalhou quase ininterruptamente toda a manhã! Mesmo assim, houve tempo para pequenas observações, como os medronheiros e alguns carvalhos que por aquí foram plantados em 2010, e que se encontram com bom aspecto, os salgueiros que, apesar do frio, começam agora a despontar, e… as flores de acácia-de-espigas, que também começam a aparecer. Para além das árvores plantadas, ainda pequenas, também se encontram por aqui rebentos de carvalho-roble espontâneos, alguns deles superando já dois metros de altura, que também foram cuidados.

Um carvalho-roble espontâneo, com as terras do litoral bairradino em fundo

Medronheiro plantado em 2010

Carvalho roble plantado em 2010

Rebento de salgueiro

Flores de salgueiro

Acácia-de-espigas em flor

Ao terminar a manhã, a equipa decidiu descer a um local mais abrigado para o almoço, pois no cimo do monte o vento frio rapidamente punha qualquer um a tiritar. Pelo caminho deu-se uma olhadela à mancha de carvalhos que fica junto ao marco geodésico, e onde recentemente uma equipa da Altri Florestal deu mais uma contribuição para a remoção das acácias-de-espigas que a apoquentam. Olhando para a área mais larga de vários hectares, que já esteve impenetravelmente invadida com acácia-de-espigas, não há dúvida que o caminho já percorrido foi longo e proveitoso.

Mancha de carvalhos junto ao marco geodésico, agora mais livre de acácias

Área que já esteve densamente invadida com acácia-de-espigas

Já bem no fundo do vale do Ribeiro, equipa encontrou um local abrigado e ensolarado para o almoço. Depois deste, o trabalho programado: cortar rebentos secundários dos carvalhos. Estes carvalhos já existiam aqui antes do fogo de 2005, embora tivessem a agressiva competição dos eucaliptos e das mimosas; muitas vezes não ultrapassavam o porte de pequenos arbustos. Depois do fogo rebentaram abundantemente de toiça, beneficiaram da remoção de eucliptos e mimosas e, em 2009, foi feita uma primeira selecção dos rebentos que irão reconstituir as árvores. Foram deixados entre um e três, excepcionalmente quatro rebentos por toiça. Mas a jovem árvore continuou a rebentar pela base nos anos seguintes, pelo que é necessário agora cortar esses rebentos, que tiram força aos rebentos principais. Paralelamente, faz-se uma segunda selecção de rebentos principais, deixando entre um e dois. Foi esse o trabalho que foi realizado o resto da tarde nos carvalhos das largas faixas de margem ao longo de mais de trezentos metros do curso do Ribeiro.

Trabalho de corte dos rebentos secundários

Observou-se que o gelo e a geada não se chegaram a derreter nos locais mais abrigados e sombrios, demonstrando que realmente esteve um dia frio! Dia que terminou na área por onde se estende a maior mancha de carvalhal em recuperação de toda esta zona ribeirinha, adquirida pela Quercus em 2009. Mas aqui já não houve tempo para realizar muito trabalho. Ficou desde já programado o dia 3 de Março para aqui se continuar, não só a tratar dos carvalhos mas também das mimosas e dos eucaliptos, que por aqui ainda são abundantes, neste caso, outro tipo de tratamento, claro.

Quase a terminar um dia de tesourões nas mãos!

A equipa, já desfalcada de um dos voluntários presentes neste dia

E já eram 18 horas quando a equipa, cansada mas contente, regressou a casa.

No dia 18 de Fevereiro prevê-se a prticipação de uma equipa de uma empresa, num trabalho de plantação de árvores, pelo que se propõe desde já aos potenciais voluntários individuais, a participação no dia 3 de Março, quando iremos voltar ao carvalhal onde terminámos o dia de hoje e prepará-lo para a chegada da Primavera!

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