2ª Jornada de Verão

A segunda jornada voluntária de Verão, e última antes das “férias voluntárias”, decorreu no dia 15 de Julho e foi dedicada à rega das árvores e arbustos plantados no último Inverno.

Com uma participação de 8 voluntários (9 de manhã), e a experiência adquirida a duras penas no ano passado, a equipa foi para o terreno devidamente equipada, com um depósito de mil litros na carrinha, uma mangueira de 50 metros com torneira na extremidade, vários regadores e uma moto-bomba a gasolina. Os trabalhos iniciaram-se na Benfeita e aí decorreram quase toda a manhã, em terreno difícil, tendo o mais fácil sido mesmo o enchimento do depósito, a partir do tanque de rega aí existente. As árvores lá se encontravam, em geral em bom estado, até mesmo algumas das que foram afectadas pelo incêndio de 28 de Abril!

DSC_1617

Trabalhos em curso na Benfeita

DSC_1621

O terreno acidentado e os obstáculos (neste caso ramada de eucalipto) foram as principais dificuldades a ultrapassar.

O dia estava quente, embora não excessivamente, mesmo assim, e dado o esforço da manhã, justificou-se plenamente um repouso um pouco mais alongado a seguir ao almoço, à sombra revigorante dos carvalhos do Cortinhal.

À tarde, os trabalhos continuaram a montante do Feridouro, no “corredor” ribeirinho, mas o calor ainda era bastante, o que desafiou a capacidade de resistência dos voluntários.

DSC_1625

Já a montante do Feridouro, uma árvore espontânea. Menos vulnerável do que as plantadas, por certo que também agradece a ajuda.

DSC_1631

Rega “directa”!

DSC_1632

Uma perspectiva do estado actual do “corredor” ribeirinho

Já a tarde ia avançada quando nos deslocámos até ao terreno do Vale de São Francisco para a parte final da rega. Primeiro os socalcos, do lado de baixo do caminho e finalmente acima dele, com a ajuda da moto-bomba. Este terreno, já se sabia, não era nada fácil e a rebentação de eucalipto remanescente contribui para o tornar ainda paisagisticamente difícil de apreciar. Mas as árvores plantadas lá estão, com algumas baixas, é certo, que as condições são duras, mas para as resistentes esta rega deve ter sido um bálsamo. Esperamos reencontrá-las de boa saúde no final do Verão!

DSC_1633

Um medronheiro, já no Vale de São Francisco

DSC_1638

Os últimos litros

DSC_1644

A equipa que fez todo o dia

Quando a jornada terminou já eram quase 19 horas. Tinha sido uma grande jornada e um esforço notável de todos os voluntários. Obrigado!

Os trabalhos voluntários voltam logo no início de Setembro. Mas até lá muito vai acontecer no Cabeço Santo! Boas férias!

Paulo Domingues

Comments (1) »

1ª Jornada de Verão

Realizou-se no dia 1 de Julho a primeira jornada voluntária do Verão de 2017. Participada por voluntários de quase meio país, a maior parte deles estreantes, contou com um dia fresco e agradável, nem parecendo dar as boas vindas ao mês mais quente do ano.

Os trabalhos decorreram numa área da Benfeita onde se tinham plantado árvores no último Inverno e onde o fogo chegou a tocar no dia 28 de Abril, embora sem fazer grandes estragos. Aqui a rebentação das antigas toiças de eucalipto tem-se realizado por persistente intervenção de corte e de facto muitas “compreenderam” que o seu tempo já terminou, mas outras ainda continuam a insistir. Por isso os trabalhos deste dia consistiram essencialmente no corte de rebentação com machados. Ainda houve também uma pequena intervenção numa mancha complicada de Acacia melanoxylon que aí existe, mas a densidade das plantas é tão grande que parece exigir outro tipo de intervenção.

DSC_0001

Embora fosse eucaliptal, já por aqui existiam outras espécies, sobretudo sobreiros, carvalhos e medronheiros

DSC_0007

Foi um trabalho de machados na mão

DSC_0015

A rebentação de eucalipto já não era muito densa

Depois do almoço a equipa fez uma interrupção um pouco mais prolongada para efectuar uma “visita de estudo” à área florestal da Quinta das Tílias afectada pelo incêndio. Observaram-se árvores mais e menos danificadas e discutiram-se as causas para os danos maiores e o que haverá a fazer para os minorar no futuro. Aqui havia manchas de matagal, embora não sob a copa das árvores. Contudo, o vento fez as chamas e o calor deslocarem-se lateralmente atingindo copas a 3 ou 4 metros dessas manchas. Conclui-se que não pode haver manchas de matagal crescido mesmo a essas distâncias das copas, o que por sua vez requer uma maior densidade de plantação, para, tão cedo quanto possível, limitar o crescimento dessas manchas. Verificou-se também como os fetos secos do ano anterior podem causar grandes danos às copas das árvores, mesmo já relativamente crescidas.

IMG_8840

Visita à área afectada pelo incêndio

IMG_8842

À esquerda, um pequeno sobreiro, mas já com a copa praticamente recuperada. Os carvalhos, é certo, são, com este tamanho, mais vulneráveis

Depois da visita, os voluntários voltaram ao trabalho na Benfeita, conseguindo concluir o trabalho na rebentação de eucalipto antes do final do dia. Tiveram também oportunidade de constatar o bom crescimento das árvores plantadas este ano.

IMG_8864

De volta à rebentação de eucalipto, na zona onde o fogo foi detido

IMG_8873

Só ficaram rebentos maiores, que serão cortados mais tarde com motoserra

19679723_484180995258841_128364520_n

Um céu de fim de tarde, sob o alvo das atenções deste dia!

DSC_1613

A equipa do dia, já na base de operações

Foi um dia produtivo e instrutivo. Obrigado aos voluntários, em particular aos novos e vindos de longe! As fotos são da Esmeralda, da Filipa e do Pedro.

Continuamos já no terceiro Sábado de Julho! Até já.

Paulo Domingues

Comments (1) »

Jornadas Voluntárias de Verão

Eis o anúncio das Jornadas Voluntárias de Verão no Cabeço Santo!

Começando pelo princípio, a Jornada prevista para o último Sábado, 24 de Junho, por adiamento da anterior, não se chegou a realizar, e desta vez a responsabilidade disso não foi do tempo atmosférico: o dia esteve esplêndido! Mas era dia de São João… isto sem querer atribuir qualquer responsabilidade ao santo!

Deste modo, as jornadas de Verão arrancam, e agora é mesmo para ser, no dia 1 de Julho. Continuam duas semanas depois, em 15 de Julho. Agosto é mês de descanso voluntário, mas o trabalho regressa logo no dia 2 de Setembro com a jornada do 11º aniversário do projecto (mas será uma jornada normal de trabalho!). As jornadas de Verão terminam com o mini-CTC (Campo de Trabalho Científico) dedicado às invasoras, aquele que já esteve previsto para o final de Abril e que depois, por várias vicissitudes, acabou adiado para Setembro. A recepção dos participantes realiza-se na Sexta, 15 de Setembro e os trabalhos prolongam-se até Domingo. Este CTC é uma organização conjunta entre o Projecto Cabeço Santo e o grupo das Invasoras da Universidade de Coimbra.

Que trabalhos previsivelmente se farão? Nesta época são trabalhos de manutenção e gestão das áreas plantadas e de controle da vegetação invasora. Teremos certamente trabalhos de corte de rebentação de eucalipto e corte e descasque de mimosa. Se as condições o exigirem, poderemos regar as árvores plantadas, pelo menos as deste ano. Esperemos que o Verão seja mais delicado do que o do ano passado!

Eis pois o resumo do calendário:

1 e 15 de Julho

2 de Setembro

15-16-17 de Setembro: mini-CTC

Até já!

Comments (1) »

Incêndio de 28 de Abril: balanço (quase) final

Quase dois meses depois, é tempo de fazer um balanço das consequências do incêndio de 28 de Abril e olhar para uma série de eventos que dele resultaram.

Em primeiro lugar é devido um agradecimento a todos aqueles que de alguma forma quiseram manifestar o seu apoio, por palavras ou acções: quem comentou no artigo então escrito, quem telefonou, quem escreveu mensagens, quem disponibilizou recursos.

Um dos aspectos singulares que marcou este incêndio foi a particular atenção mediática que lhe foi concedida, por certo também relacionada com o facto de ele ter ocorrido num momento invulgar do ano. No próprio dia aconteceram as coberturas da SIC (http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-04-28-Rajadas-de-vento-dificultaram-combate-as-chamas-em-Agueda) e da TVI (http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/fogo-florestal/bombeiros-dao-como-dominado-incendio-em-agueda). Da primeira há a destacar a curiosa referência ao corredor ecológico que o Projecto Cabeço Santo está a criar ao longo do ribeiro, e que assim ganhou uma inesperada exposição. Ainda do dia do incêndio há esta peculiar reportagem (http://portocanal.sapo.pt/noticia/120927/), onde há a destacar dois aspectos: o suposto anúncio de que este ano muito iria arder nesta região, também afirmado por um algo anedótico escrito no Facebook, e o lapso do Vereador Jorge Almeida, por certo mal informado quanto à extensão dos danos causados ao projecto. O primeiro aspecto parece ter sido assumido pelas pessoas da freguesia como uma ameaça real, com risco de se materializar onde ainda não ardeu em 2013, 2016 e 2017. Quanto às razões para uma tal ameaça, ninguém as parece conhecer. [Hoje mesmo, 18 de Junho, quando todas as atenções estão voltadas para a tragédia de Pedrógão Grande, novo acendimento nocturno se produziu em Belazaima, felizmente sem grandes consequências].

Também referência a um artigo saído no jornal Público (https://www.publico.pt/2017/05/02/local/noticia/incendio-de-agueda-afectou-significativamente-projecto-do-cabeco-santo-1770740), segundo uma notícia veiculada pela Agência Lusa, e com claras incorrecções, concretamente no que toca aos motivos para não se terem realizado as limpezas de material combustível. Poucas horas depois de ter saído a notícia propus uma correcção da mesma, apresentando-me como responsável pelo projecto e deixando um contacto telefónico. Mas nada, o Público preferiu ignorar e desinformar os seus leitores. De passagem, o entrevistado visado e presidente da Direcção do Núcleo Regional de Aveiro garantiu-me que não disse aquilo e que o jornalista foi tendencioso… E se assim foi, mais do que tendencioso: deturpador!

Ainda no que toca a reflexos mediáticos do incêndio, há a destacar a reportagem especial realizada pela SIC, já em jeito de reflexão (http://sicnoticias.sapo.pt/programas/reportagemespecial/2017-06-12-A-prova-de-fogo-1).

Entre as ofertas de apoio mais explícitas há que referir as dos grupos congéneres Movimento Gaio e Associação Montis, mas particularmente esta última e do seu responsável, Henrique Pereira dos Santos, de cuja pena saíu o artigo http://montisacn.blogspot.pt/2017/05/aprender-em-conjunto.html. Embora sabendo bem que o uso de fogo controlado é sempre uma opção discutível (ver por exemplo http://blogueiros.axena.org/2013/09/06/incendios/) uma perspectiva a posteriori dos acontecimentos de Belazaima leva-nos de facto a concluir que, se não integralmente, pelo menos um fogo controlado parcial teria sido uma opção sensata.

Também em resultado das manifestações de apoio recebidas, os dois colaboradores da Montis estiveram um dia inteiro no Cabeço Santo realizando trabalhos de engenharia natural de contenção da erosão numa área ribeirinha muito declivosa da mata da Altri Florestal. Aproveitamos para a agradecer à Montis esta contribuição! As fotos desse dia, 31 de Maio, são da Sara.

IMG_7650

Perspectiva da área sob intervenção

IMG_7649

Aqui, onde o fogo foi detido, cortaram-se árvores queimadas e usaram-se os ramos para criar barreiras contra a erosão

IMG_7648

Ao longo da encosta, havia varas de eucaliptos, que tinham sido recentemente cortados, e que foram usadas para as barreiras anti-erosão

IMG_20170531_144529

Outra perspectiva

IMG_20170531_130829

Barreira de pedras em saco de nylon

Quanto às consequências para as árvores e arbustos plantados este ano, criou-se inicialmente uma certa expectativa quanto à possibilidade de muitos deles rebentarem. No entanto pode-se já afirmar que não foi assim: a grande maioria não rebentou e terão de ser replantados na próxima época, aproveitando os mesmos locais e a fertilização e mobilização do solo já realizadas. De facto, ainda antes da plantação, e usufruindo do facto de se esperar uma grande produção de bolota de carvalho-roble este ano, deverão realizar-se sementeiras ao longo dos mais de 12 ha que estarão disponíveis para se iniciar ou retomar a recuperação a partir deste ano.

DSC_1569

Perspectiva do Vale de Barrocas, já “manchado” de verde

DSC_1573

Uma das pouquíssimas excepções: um carvalho plantado este ano em rebentação

DSC_1575

Os carvalhos estabelecidos, encontram-se, em geral, a rebentar em força

DSC_1578

Um tubo deformado, e lá dentro…

DSC_1579

… um carvalho a rebentar!

DSC_1580

Pequeno carvalho a rebentar

DSC_1589

Os carvalhos que existiam no coração do vale perderam completamente a parte aérea. Mas já têm um palmo de rebentação na sua base.

DSC_1591

As partes aéreas queimadas já começaram a ser cortadas

DSC_1592

As árvores plantadas há alguns anos que ainda tinham tubos de protecção estão a ter dificuldade em rebentar: uma lição!

DSC_1603

Alerta! Vêm aí as mimosas! Mais um trabalho para daqui a umas semanas: arrancar mimosas de origem seminal.

DSC_1605

Os eucaliptos das Costas do Rio / Pé Torto, serão agora cortados. São mais 7,5 ha a juntar à área de intervenção!

DSC_1607

O estado da zona ribeirinha é assustador… Mas, uma coisa de cada vez.

Entretanto, a jornada prevista para 17 de Junho, a última da Primavera de 2017, foi adiada por previsão de temperaturas elevadas, que tornam qualquer trabalho de campo durante o dia extremamente desgastante. Adiou-se para o Sábado seguinte, tornando-se assim a primeira jornada de Verão. No calendário, claro, porque no terreno já é Verão há muito tempo. O anúncio das Jornadas Voluntárias de Verão virá já a seguir. Oxalá seja mais sereno que a Primavera que o precedeu…

Paulo Domingues

Comments (1) »

Apelo ao voto e divulgação do OPP projeto 123 Aprender fazendo – Centro de Educação e Ação Ambiental

folheto_opp

Olá a todos,

Venho apelar, ao vosso possivel voto e divulgação, em que eu colaborei na ideia e proposta.

No âmbito do Orçamento Participativo Portugal 2017, este é o projeto #123 para votação.
De 7 de junho a 10 de setembro de 2017, votação pelos cidadãos nos projetos do OPP da sua preferência.

https://opp.gov.pt/propostas/todas/422-aprender-fazendo-centro-de-educacao-ambiental

Página do Facebook
https://www.facebook.com/Aprender-fazendo-Centro-de-Educa%C3%A7%C3%A3o-e-A%C3%A7%C3%A3o-Ambiental-1336652936441724/

Âmbito: Regional
Área: Educação e Formação de Adultos
Zona(s) Geográfica(s): Centro

Projeto a implementar entre 01/01/2018 e 31/12/2018, dinamizado por uma equipa que coordene e impulsione as suas várias vertentes mantendo o foco nas ações de formação a adultos. Custo estimado: 200 mil euros.

“O Projeto Cabeço Santo (Águeda) e o Movimento Gaio (Arouca – Serra da Freita) visam a recuperação de áreas florestais degradadas através da introdução de espécies de árvores e arbustos autóctones, para além de outras práticas, como a sensibilização junto da população geral, tentando desta forma encontrar novamente um equilíbrio perdido no ecossistema onde atuam.
Para que seja possível alcançar esta meta de forma cada vez mais plena, será necessário um esforço adicional ao que já tem sido feito, uma vez que com mais meios e pessoas se poderá chegar mais longe. É daqui que surge a necessidade de criar um Centro de Educação e Ação Ambiental que servirá de apoio a estes dois projetos. Para além disso, e como consequência, será um meio de criar uma maior consciência do cidadão ativo para a importância do equilíbrio dos ecossistemas e biodiversidade num futuro sustentável. Rumo a um clima em mudança, a ação de cada ser humano num esforço coletivo é o maior contributo para a recuperação de paisagens e gestão de áreas de conservação da natureza.
A ideia será criar ou usar um espaço já existente para formação, educação, sensibilização e divulgação do trabalho voluntário realizado nos projetos. O espaço poderá servir também como armazém e, se possível, existir no exterior um viveiro com uma pequena estufa.
Este centro terá como principal função receber e formar adultos inscritos no IEFP, sapadores florestais, pastores e outros. Após a formação, seria dada a oportunidade de fazer estágio e trabalho de campo, colocando os conhecimentos em prática. Desta forma seria possível aprender fazendo.
As ações seriam de mapeamento das áreas de intervenção, trabalho de campo e em viveiros, vigilância da floresta e áreas de conservação, recolha e processamento de sementes, reconhecimento de espécies da flora e fauna, monitorização de biodiversidade e espécies invasoras e outras ações na mesma temática.
Haveria a necessidade de contratar técnicos para dar formação (através de estágio, por exemplo) em Biologia, Ambiente, Planeamento do Território e outras áreas.
Para assegurar o transporte para os locais de campo, seria ideal uma parceria com a autoridade da Proteção Civil, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.
Após a formação neste centro e experiência nos projetos, os formandos seriam mais capazes de, no futuro, trabalhar em outros projetos de recuperação e baldios, criar o seu próprio projeto, trabalhar como operacionais em associações florestais, associações de conservação e outras instituições.”

Muito obrigado
Jorge Morais

Comments (1) »

Cuidar das árvores

A jornada de 3 de Junho decorreu com um dia fresco e húmido, no qual o sol ficou escondido atrás da neblina matinal até quase ao meio dia. Foi participada por 5 voluntários, que se empenharam na importante acção de cuidar das árvores plantadas nos últimos dois anos, mas principalmente das plantadas em 2016, já que a maior parte das plantadas em 2017 desapareceu no incêndio de 28 de Abril.

O cuidado que as árvores precisam é a remoção de plantas espontâneas que se implantam, por vezes vigorosamente, junto aos pés das árvores plantadas, e a reconstrução, se necessário, das pequenas caldeiras em torno das árvores, para que melhor possam aproveitar a água da chuva.

Os trabalhos iniciaram-se nos antigos socalcos de eucalipto da área conhecida por “Costa”, logo a jusante das terras do Feridouro. Apesar das condições difíceis do solo, a maior parte das árvores encontrava-se com boa vitalidade. Uma surpresa agradável foi a observação de um ninho de águia-de-asa-redonda, ironicamente numa grande mimosa, de onde as duas crias ensaiavam os primeiros voos.

DSC_1471

Os trabalhos iniciaram-se nos socalcos da Costa

DSC_1473

Um lódão-bastardo

DSC_1474

Um medronheiro

DSC_1476

Um carvalho

DSC_1481

Concorrência de uma planta espontânea, aliás exótica e invasora, com um medronheiro

DSC_1482

Trabalho em curso

DSC_1483

Continuação do trabalho

DSC_1485

Quase concluído!

DSC_1486

Um ninho de águia-de-asa-redonda numa mimosa!

Foi-se depois avançando para jusante, para as antigas várzeas da Chousa, antes completamente invadidas por mimosas. Por isso ainda agora, e mesmo depois de já aqui se terem arrancado milhares de jovens plantas de mimosa, estas continuam com abundante presença. Contudo na primeira das várzeas, onde se realizou uma mobilização de solo para arranque dos tocos de mimosa, a terra era agora dominada pelas dedaleiras, uma planta pioneira em solos perturbados. Nesta várzea foi já plantada uma dúzia de espécies de plantas nativas, entre árvores e arbustos. Estavam em geral bastante crescidos, com os carvalhos a serem aqui os mais débeis.

DSC_1492

Numa das várzeas da Chousa

DSC_1494

Um freixo depois de cuidado

Atravessou-se o ribeiro para a parcela a sul do mesmo, onde uma antiga plantação de freixos exóticos ainda chama a atenção. O silvado é que se foi aproveitando da luz deixada pela saída das grandes mimosas que aqui se encontravam e por pouco já era um obstáculo à simples passagem.

DSC_1498

Como habitualmente, não foi só trabalhar!

DSC_1504

Uma bonita borboleta numa flor de batón-azul

Seguiu-se a encosta da Chousa, uma área inclinada e rochosa, onde se tinham plantado sobretudo medronheiros e sobreiros, e onde surgiu uma mancha de plantas pioneiras “não convidadas”: as giestas. Quanto aos medronheiros e aos sobreiros, encontravam-se com muito boa apresentação! Mas a manhã chegava ao fim e não era possível continuar para jusante, até à represa: para a tarde tínhamos planos de trabalho mais para montante.

DSC_1508

Um medronheiro na encosta da Chousa, em companhia de uma gramínea espontânea

DSC_1509

Voluntário cuidando de um sobreiro

DSC_1510

Voluntário arrancando uma mimosa

Depois de um agradável almoço ao som do crepitar das águas do ribeiro, dos cantos das aves (e um especialista a identificá-los!), e depois de uma boa sesta, os trabalhos continuaram, agora no corredor ribeirinho a jusante dos portões da Mata da Altri Florestal, primeiro logo a seguir ao Feridouro e depois dos portões para jusante. Aqui, não obstante a dureza das condições do terreno e a exposição sul, constatou-se que as árvores plantadas em 2016 tinham crescido surpreendentemente bem!

DSC_1517

Trabalhos a seguir ao Feridouro

DSC_1519

Perspectiva do corredor ribeirinho. A sul do ribeiro, o eucaliptal queimado no dia 28 de Abril

DSC_1532

Arranque de mimosas em zona difícil

DSC_1535

Vista geral dos trabalhos e do “corredor ecológico”

DSC_1539

Contrastes!

DSC_1540

Um carvalho de origem seminal

DSC_1541

O que ainda há dois anos era um morro inóspito e nu vai-se tornando mais vivo

DSC_1543

Um medronheiro plantado em 2016

DSC_1550

Agora já junto aos portões da mata, um lódão-bastardo já crescido, mas com muita “concorrência”

DSC_1555

Depois de cuidado!

DSC_1547

Voluntário visivelmente impressionado com o estado de desenvolvimento desta árvore!

E a tarde não iria acabar sem mais uma observação deliciosa: um ninho com crias (o segundo do dia!), muito provavelmente de águia-de-asa-redonda, mas curiosamente numa árvore (desta vez um carvalho!) que tinha sido bastante chamuscada pelo incêndio de 28 de Abril, quando por certo já havia pelo menos ovos em choco.

DSC_1561

Para terminar em beleza: observação de um ninho de águias, agora mais jovens do que as primeiras

DSC_1564

Outra observação animadora: as árvores queimadas em 28 de Abril já rebentam!

DSC_1565

A feliz equipa deste dia

Foi o final de um dia muito produtivo e animador (provavelmente mais de 90% das árvores plantadas encontravam-se vivas e bem de saúde!), quase a fazer esquecer a paisagem queimada que também nos acompanhou ao longo de todo o dia em 2º plano. Voltaremos a ela em força, noutra oportunidade!

Até breve!

Paulo Domingues

Comments (1) »

O regresso das jornadas voluntárias

Depois de um inabitual período de pausa das actividades voluntárias no Cabeço Santo, durante o qual muitas coisas aconteceram e outras não aconteceram (como a jornada de visita prevista para o dia 20, que não se chegou a realizar, dado o reduzido número de inscritos), eis que voltamos ao terreno já no próximo Sábado, 3 de Junho, desta vez aproveitando para comemorar antecipadamente o dia dedicado ao ambiente (5 de Junho) e para participar na semana do ambiente e da sustentabilidade, promovida pela Câmara Municipal de Águeda (https://www.cm-agueda.pt/frontoffice/pages/49?event_id=2098). Como é sabido, nós não precisávamos de nenhum desses pretextos para fazer uma jornada de campo, mas se eles contribuírem para atingirmos melhor os objectivos, já terá valido a pena.

E o que vamos fazer no próximo Sábado? Vamos “visitar” cada uma das árvores plantadas tanto no ano anterior como neste e arrancar as plantas espontâneas concorrentes, recuperando as “caldeirinhas” em torno das árvores, se necessário. Usufruindo da fertilização proporcionada às árvores, por vezes estabelecem-se em torno delas plantas muito vigorosas que concorrem por nutrientes e sobretudo por água, que no Verão é sempre escassa. Por isso é importante realizar estas acções neste momento do final da Primavera, constituindo também uma oportunidade para avaliar o sucesso das acções de plantação dos últimos dois anos. Se ainda tivermos tempo, iremos fazer uma visita ao terreno queimado de Vale de Barrocas para avaliar o potencial de rebentação das árvores aí plantadas este ano, agora que passou já mais de um mês sobre o incêndio de 28 de Abril.

DSC_0013

Estabelecem-se por vezes plantas muito vigorosas que concorrem com as árvores plantadas

Eis pois um trabalho fácil e agradável, a realizar com temperaturas ainda Primaveris! Até Sábado!

Paulo Domingues

Comments (1) »