Regresso aos trabalhos

Terminadas as férias, as actividades propostas pelo Projecto Cabeço Santo iniciam-se já em Setembro. Durante o mês de Agosto decorreram trabalhos levados a cabo por equipas profissionais, mas desses darei conta num artigo a publicar só na próxima semana. Por agora há que dar uma ideia dos trabalhos para os próximos tempos, nos quais poderão participar voluntários.

Já no dia 13, e enquanto o espaço não fica muito frio e húmido faremos um trabalho de limpeza de mimosas numa área junto ao Ribeiro de Belazaima. Trata-se de uma zona já próxima de Belazaima-a-Velha, onde existe um antigo moinho de água arruinado e uma antiga levada que regava pequenas leiras existentes a jusante. Claro está que todas estas leiras foram já eucaliptadas há muitos anos, mas o PCS tem como objectivo recuperá-las, já não para a agricultura mas para instalação de espécies nativas. Esta área, para além de rebentação de mimosas, tem também muitas árvores adultas queimadas espalhadas pelo chão que, por estorvarem os trabalhos, têm que ser cortadas com motosserra. Mas a maior parte dos trabalhos serão realizados com tesourões de poda e serras de mão. De forma dispersa aparecem medronheiros, carvalhos e outras plantas nativas, que serão cuidadas.

Nas semanas seguintes subiremos de novo ao monte para realizar trabalhos de corte de Acácia longifolia, sobretudo trabalhos de “acabamento” em áreas já intervencionadas no ano passado. Entretanto, será também tempo para colher frutos para extracção de sementes. Primeiro o lentisco, mais tarde a murta e o medronheiro. Com estas sementes se fará a multiplicação de plantas em viveiro ou a sementeira directa na Primavera. Ainda em Setembro se fará a recolha de bolotas de carvalho roble para produção de plantas em viveiro, embora esta praticamente não se possa fazer no Cabeço Santo, devido à escassez de carvalhos com produção de bolota. Lá para Novembro iniciar-se-ão os trabalhos de plantação de medronheiros, murtas, carvalhos e sobreiros, que agora aguardam em viveiro. Este ano, claro, poremos definitivamente de parte a sementeira directa de bolotas, dado o seu elevado risco. Mas sem dúvida que valerá a pena tentar a técnica das bolas de sementes aplicada a sementes não recalcitrantes (medronheiro, murta, lentisco, aderno), e semear no início da Primavera.

Em suma, todo um universo de emocionantes actividades associadas a um nobre objectivo: promover a recuperação ecológica de uma área muito degradada pelas invasões biológicas e a intervenção humana. São bem-vindos todos os voluntários, com vontade para trabalhar, ou apenas para conhecer… Neste último caso deverão trazer a sua própria alimentação!

Paulo Domingues

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