Notícias e apelo ao voluntariado

No primeiro trimestre de 2009 que agora termina realizaram-se trabalhos volumosos no Cabeço Santo, dando início a um ano de grande actividade para o projecto. Logo que as abundantes chuvas de Janeiro terminaram, realizaram-se nos meses de Fevereiro e Março trabalhos de plantação de árvores nas áreas sujeitas no ano passado a operações de remoção da vegetação exótica e invasora (1-2). Cerca de 1500 medronheiros, 1200 carvalhos, 400 sobreiros, duas dezenas de azereiros, e ainda alguns sabugueiros, salgueiros e azevinhos foram plantados, alguns por voluntários, conforme foi já reportado, mas a grande maioria por uma equipa de profissionais que trabalhou durante um mês quase ininterruptamente. Infelizmente, o tempo não tem decorrido de forma favorável ao sucesso da plantação, pois a maior parte das árvores não chegou ainda a receber uma pinga de chuva , recebendo pelo contrário ondas de calor antecipadas e ventos fortes. Por isso, desde já aqui se encontra um bom motivo para uma participação voluntária, a levar a efeito já no próximo Sábado, 4 de Abril: se até lá não houver perspectivas de chuva para os dias seguintes, levar-se-á a efeito uma grande operação de salvamento das árvores plantadas, regando-as uma a uma. Claro que esta operação só será eficaz se finalmente chover, nem que seja mais para o final da Primavera. Mas, perante as incertezas do tempo e do clima, só podemos fazer o que está ao nosso alcance, e agora isso passa por realizar esta operação de rega. Será uma boa ajuda se os voluntários trouxerem regadores, grandes ou pequenos. Consultem a página https://ecosanto.wordpress.com/about/disponibilidade-inscritos/ para mais detalhes.

Por falar em voluntários decorreu com grande entusiasmo e dedicação a jornada de trabalho voluntário promovida pela Embaixada dos Estados Unidos da América em Lisboa. Grandes e pequenos realizaram trabalhos de plantação de árvores e corte/arranque de plantas de Acacia longifolia. Participaram 12 adultos (três dos quais portugueses e os restantes americanos) e quatro crianças (3).

Desde Janeiro foi também levado a cabo um importante trabalho de corte de vegetação exótica e invasora, sobretudo Acacia longifolia, da área originalmente mais invadida e com plantas de maiores dimensões desta espécie (4-5). No entanto esta área contém também muitas plantas de porte arbustivo de espécies nativas, pelo que o trabalho foi realizado de maneira a poupar estas plantas. Agora esperemos que não se verifique uma rebentação importante das acácias, o que, a acontecer, requererá intervenções de controlo posteriores. Este trabalho foi realizado por uma equipa profissional de sapadores florestais da Associação Florestal do Baixo Vouga. Depois de o concluir a equipa continuou no terreno mas para abordar plantas e manchas mais isoladas de Acacia longifolia (6) no terreno da Quercus e na propriedade da Silvicaima, com prioridade para as áreas de conservação mais importantes.

Na foto (7) observam-se em perspectiva os vários trabalhos realizados desde o ano passado: em primeiro plano árvores plantadas em área limpa no ano passado, em segundo plano uma área essencialmente dominada por vegetação nativa onde a intervenção é pontual, em terceiro uma área de eucaliptal cuja reconversão se iniciou no ano passado, à direita, a montante, a área trabalhada já este ano pelos sapadores florestais e em último plano as plantações de eucalipto. Na foto (8) uma perspectiva mais próxima do trabalho realizado este ano. Repare-se como muitas das acácias queimadas em 2005 ainda se encontram em pé.

Na foto (9) observa-se uma área da propriedade da Quercus. As plantas de flor amarela são sobretudo acácias. As de flor vermelha são plantas de urze-vermelha. Em (10) um detalhe da flor desta bela urze de porte arbustivo.

Do outro lado do Ribeiro de Belazaima (11) um grande “rasgão” na paisagem não nos deixa esquecer a pressão a que esta terra é continuadamente submetida. Uma dor que é dela mas que é sentida apenas pelos “corações” de alguns de nós, e que só poderemos sublimar dando-lhe o melhor dos nossos esforços e da nossa compaixão.

E para terminar com a esperança e não com a dor, uma perspectiva de um pequeno carvalhal no meio do eucaliptal (12) acordando com a Primavera.

Paulo Domingues

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