Apelo ao voluntariado

O Projecto Cabeço Santo atinge, por esta altura um dos seus objectivos principais para este ano: o corte da vegetação exótica e invasora em áreas ainda não intervencionadas. Estas áreas eram um troço do vale 3, de maneira a integrar praticamente toda a extensão deste vale nos propósitos do projecto, uma área em torno do vale 7, uma faixa ao longo do Ribeiro de Belazaima e ainda outras áreas menores. No total, a área de intervenção terá excedido os 30 ha. Juntando as áreas de intervenção do ano passado e deste ano atingiram-se os 2km de extensão na margem direita do Ribeiro, e cerca de 750 m na outra margem. O objectivo de curto prazo é intervir ao longo de 2km também da margem esquerda, mas talvez apenas para o ano se venha a conseguir. Desta forma se pretende inverter a situação deplorável em que se encontrava o ribeiro e os seus afluentes, devido à ocupação por espécies de características invasoras, o que, no entanto, ainda requererá muito trabalho e acompanhamento.

Trabalho realizado apenas na margem direita

Trabalho realizado apenas na margem direita

Entre os vales 3 e 4: uma paisagem em recuperação

Entre os vales 3 e 4: uma paisagem em recuperação

Já de seguida vão iniciar-se as operações de pulverização com herbicida das áreas cortadas este ano. Operação difícil e não isenta de consequências negativas mas sem a qual os trabalhos anteriores seriam completamente inúteis. Esta acção deverá eliminar a maior parte das plantas e manchas de espécies indesejáveis, mas nunca o faz completamente. Por isso é necessário um trabalho de acompanhamento que se prolongará certamente por vários anos.

Alguns dos trabalhos de acompanhamento requerem uma mão de obra considerável, como por exemplo nas áreas invadidas por Acacia longifolia não sujeitas a pulverização nem gradagem. Os trabalhos de corte iniciais foram, na sua maior parte, ralizados com motoserras, por uma questão de minimização da mão-de-obra requerida. Mas deste modo não é possível cortar os caules muito por baixo, aumentando a probabilidade de rebentação da toiça. Deste modo encontram-se áreas já cortadas com rebentação abundante. O ideal é agora cortar essas plantas com tesourões, mas colocar equipas pagas a fazê-lo fica muito dispendioso.

Área já intervencionada mas ainda com A. longifolia

Área já intervencionada mas ainda com A. longifolia

Como a anterior

Como a anterior

Como as anteriores

Como as anteriores

Melhor do que as anteriores!

Melhor do que as anteriores!

Muito ajudaria se o voluntariado desse aqui o seu contributo, já que se trata de trabalhos que quase todos podem fazer. Por isso aqui fica desde já o repto, cuja semente foi “lançada à terra” na última jornada de trabalho voluntário no Cabeço Santo: realizar uma ou mais jornadas de trabalho voluntário entre Setembro e Outubro com o objectivo principal de cortar plantas de Acacia longifolia. Sempre que for apropriado realizar-se-á também a recolha de frutos para extracção de sementes, sendo que parte delas será enviada para os viveiros do Projecto Criar Bosques da Quercus, de onde aliás o PCS já recebeu e continuará a receber plantas.

Para facilitar a selecção dos dias para essas jornadas, pede-se desde já a quem queira participar que envie uma mensagem para cabsanto@gmail.com indicando o dia ou dias em que estaria disponível, entre 12 de Setembro e 24 de Outubro, mas excluindo o último Sábado de Setembro. Nos dias em que houver pelo menos três voluntários realiza-se uma jornada. A alimentação será, como tem acontecido, oferecida pela organização e tentarão facilitar-se meios de transporte desde Aveiro e Águeda.

É bem sabido (basta ler as páginas deste blogue) que o número de voluntários que aqui quiseram dar a sua contribuição nunca foi elevado (com excepção dos primeiros Campos de Trabalho Voluntário, em 2006). Talvez o estado da área de intervenção seja pouco atractivo, mas para que um dia se torne mais é agora que é preciso agir. Talvez esta paisagem não rivalize com as dos cartazes turisticos nem atraia muitos visitantes, mas não é esse o argumento principal da motivação para os trabalhos em curso. Talvez haja locais que tenham prioridade para aplicação de um esforço deste tipo, mas foi aqui que um conjunto de sinergias e de vontades teve a oportunidade de se reunir. E talvez não haja um único lugar na Terra, por pequeno, isolado, degradado e cercado que seja, onde não valha a pena um ser humano dedicar o seu esforço e a sua compaixão. Mas, basta de palavras, porque se algo não toca os corações por si próprio não é por certo uma colecção de argumentos que o irá fazer. Ou será? Ou faltarão ainda argumentos e “técnicas de comunicação” que permitam chegar pelo menos às almas mais prontas para o “passo seguinte”. Pois se há então quem as conhece ou está vocacionado para elas é seriamente convidado a vir dar uma contribuição a este projecto, pois não é essa, por certo, a especialidade de quem tem tido a missão de o gerir.

Medronheiro plantado em 2007

Medronheiro plantado em 2007

Paulo Domingues

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1 Response so far »

  1. 1

    Esteva said,

    Olá, Paulo!

    Podes contar comigo para qualquer desses fins de semana. Quando tiveres três voluntários, avisa, ok?

    Entretanto, já pus um poste no meu blogue sobre o assunto e vou divulgá-lo junto dos meus contactos. Vamos a ver se seremos mais de 3 ;).

    beijinho


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