Outro dia quase perfeito

Como nem tudo pode ser perfeito, neste Sábado apenas três voluntários se reuniram para realizar mais uma jornada de plantação de árvores e arbustos no Cabeço Santo. O dia estava frio e ventoso, mas nada que demovesse os voluntários mais determinados. De novo se rumou à área imediatamente a jusante da confluência do vale 6 com o Ribeiro, uma área ainda há menos de um ano revestida de uma densa e impenetrável formação de acácias e eucaliptos. Duas imagens tiradas em Maio de 2009 dão uma ideia de como era nessa altura…

Início dos trabalhos em Maio de 2009

Ainda o mesmo local em Maio de 2009

A margem sul do Ribeiro neste local já duas semanas antes tinha sido plantada com salgueiros. A margem norte estava ainda coberta com uma enorme quantidade de lenha seca, que entretanto foi arrumada e mesmo queimada para deixar espaço livre para as plantações nesta margem. Por isso, um dos trabalhos da equipa logo pela manhã foi plantar esta estreita faixa com salgueiros mas também carvalhos e azevinhos, loureiros, e outros arbustos. Mas ainda antes disso era necessário passar para o outro lado do Ribeiro. Uma ponte improvisada não deixou de ser um desafio para quem via passar as águas frias uns centímetros abaixo dos pés…!

Atravessando a ponte...

Perspectiva da área em recuperação

Perspectiva dos trabalhos

Nesta paisagem completamente adulterada, em muitos locais o único verde é, ironicamente, o das plantas que tentamos a todo o custo eliminar: as mimosas. Por isso também é importante registar estas imagens, porque se os esforços em curso forem bem sucedidos, um dia ninguém vai acreditar que esta paisagem já esteve neste estado, e que foi, também com a ajuda dos voluntários que aqui trabalharam, que a natureza pôde renascer das “cinzas”.

O vale nº6 na confluência com o Ribeiro em 2010

Vegetação nativa literalmente renascendo das cinzas...

Completado o pontapé de saída para a recuperação de mais de 100 metros de margens do Ribeiro neste local, a equipa afastou-se das águas para continuar a plantação de árvores e arbustos em toda esta área adquirida pela Quercus em 2009. Quando terminou, já anoitecia e caíam umas gotas de chuva para iniciar uma conveniente rega, nem tempo houve para a tradicional foto, que acabou por se tirar já em Belazaima, junto ao sobreiro gigante.

Já em Belazaima, junto ao Sobreiro gigante

Na noite e dia seguintes a chuva caíu e as árvores devem ter ficado “deliciadas”. Naquele local, já praticamente todo o espaço foi ocupado, e no próximo Sábado, último dia dedicado a plantações desta época, continuaremos a jusante, sempre ao longo das margens do Ribeiro. Não faltem!

P.D.

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