Um dia frio mas produtivo

O Sábado, 4 de Fevereiro, foi um dia frio, isso já toda a gente sabia. Mas não impediu um grupo de 6 audazes voluntários de se reunirem para mais uma jornada no Cabeço Santo! Embora o programa fosse ir cortar rebentos de carvalho para o vale do Ribeiro, o frio aconselhou começar no alto da encosta, onde pelo menos se podia beneficiar de algum sol. Assim, durante a manhã realizou-se trabalho de corte de acácia-de-espigas na zona do marco geodésico “Santo”, onde já tinhamos andado outras vezes. Foi um trabalho realizado com tesourões e uma pequena motosserra, suficientemente exigente para os voluntários aquecerem a partir de dentro. Aliás, quase não se podia parar, pois o vento frio que subia a encosta rapidamente penetrava as roupas e compensava a baixa de calor corporal. Por isso se trabalhou quase ininterruptamente toda a manhã! Mesmo assim, houve tempo para pequenas observações, como os medronheiros e alguns carvalhos que por aquí foram plantados em 2010, e que se encontram com bom aspecto, os salgueiros que, apesar do frio, começam agora a despontar, e… as flores de acácia-de-espigas, que também começam a aparecer. Para além das árvores plantadas, ainda pequenas, também se encontram por aqui rebentos de carvalho-roble espontâneos, alguns deles superando já dois metros de altura, que também foram cuidados.

Um carvalho-roble espontâneo, com as terras do litoral bairradino em fundo

Medronheiro plantado em 2010

Carvalho roble plantado em 2010

Rebento de salgueiro

Flores de salgueiro

Acácia-de-espigas em flor

Ao terminar a manhã, a equipa decidiu descer a um local mais abrigado para o almoço, pois no cimo do monte o vento frio rapidamente punha qualquer um a tiritar. Pelo caminho deu-se uma olhadela à mancha de carvalhos que fica junto ao marco geodésico, e onde recentemente uma equipa da Altri Florestal deu mais uma contribuição para a remoção das acácias-de-espigas que a apoquentam. Olhando para a área mais larga de vários hectares, que já esteve impenetravelmente invadida com acácia-de-espigas, não há dúvida que o caminho já percorrido foi longo e proveitoso.

Mancha de carvalhos junto ao marco geodésico, agora mais livre de acácias

Área que já esteve densamente invadida com acácia-de-espigas

Já bem no fundo do vale do Ribeiro, equipa encontrou um local abrigado e ensolarado para o almoço. Depois deste, o trabalho programado: cortar rebentos secundários dos carvalhos. Estes carvalhos já existiam aqui antes do fogo de 2005, embora tivessem a agressiva competição dos eucaliptos e das mimosas; muitas vezes não ultrapassavam o porte de pequenos arbustos. Depois do fogo rebentaram abundantemente de toiça, beneficiaram da remoção de eucliptos e mimosas e, em 2009, foi feita uma primeira selecção dos rebentos que irão reconstituir as árvores. Foram deixados entre um e três, excepcionalmente quatro rebentos por toiça. Mas a jovem árvore continuou a rebentar pela base nos anos seguintes, pelo que é necessário agora cortar esses rebentos, que tiram força aos rebentos principais. Paralelamente, faz-se uma segunda selecção de rebentos principais, deixando entre um e dois. Foi esse o trabalho que foi realizado o resto da tarde nos carvalhos das largas faixas de margem ao longo de mais de trezentos metros do curso do Ribeiro.

Trabalho de corte dos rebentos secundários

Observou-se que o gelo e a geada não se chegaram a derreter nos locais mais abrigados e sombrios, demonstrando que realmente esteve um dia frio! Dia que terminou na área por onde se estende a maior mancha de carvalhal em recuperação de toda esta zona ribeirinha, adquirida pela Quercus em 2009. Mas aqui já não houve tempo para realizar muito trabalho. Ficou desde já programado o dia 3 de Março para aqui se continuar, não só a tratar dos carvalhos mas também das mimosas e dos eucaliptos, que por aqui ainda são abundantes, neste caso, outro tipo de tratamento, claro.

Quase a terminar um dia de tesourões nas mãos!

A equipa, já desfalcada de um dos voluntários presentes neste dia

E já eram 18 horas quando a equipa, cansada mas contente, regressou a casa.

No dia 18 de Fevereiro prevê-se a prticipação de uma equipa de uma empresa, num trabalho de plantação de árvores, pelo que se propõe desde já aos potenciais voluntários individuais, a participação no dia 3 de Março, quando iremos voltar ao carvalhal onde terminámos o dia de hoje e prepará-lo para a chegada da Primavera!

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2 Respostas so far »

  1. 1

    Claúdia Ferraz said,

    Fantásticos trabalhos! 🙂

  2. 2

    urze said,

    Cheguei a casa “morta-viva” mas queria saber se o JPaulo não ficou com dor dentes depois da valente trincadela na… e desfaço-me em gargalhadas se penso no “Rei-do-Congro”. gostei de trabalhar convosco (como? será possível??)

    Até Março!


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