Um dia incerto, com um final infeliz

Depois de quase um mês, a jornada de dia 3 de Março era longamente ansiada. Mas a chuva, ainda mais ansiada do que a jornada, apresentou-se na previsão para o mesmo dia. Embora houvesse 6 voluntários dispostos a recebê-la em pleno campo, como ela chegou primeiro, e como alguns voluntários se deslocavam de longe, achou-se por bem cancelar a jornada pelas 8 da manhã.

No entanto pouco depois, a chuva, ainda fraca, ausentava-se de novo para só voltar a aparecer, algo débil e intermitente, lá para as 11 da manhã. As árvores, claro, receberam-na de braços abertos.

De "braços" abertos à chuva

Depois do meio dia ainda foi necessário esperar pelas 15 horas para que a chuva recomeçasse a cair, finalmente copiosa e persistente. Um verdadeiro sinal de esperança para uma terra seca não apenas de água mas também de… amor? Não sei se é a palavra mais certa, mas que dizer da história contada sem palavras pelas imagens seguintes e cuja última cena, deste chuvoso 3 de Março, se diria expressar uma terra em lágrimas, não fossem as gotas em presença, água pura e sem sal, motivo de júbilo e não de tristeza.

14 de Janeiro de 2010

20 de Março de 2010

7 de Maio de 2010

16 de Dezembro de 2010

31 de Março de 2011

9 de Julho de 2011

3 de Março de 2012

Sem palavras sim, mas com uma afirmação de determinação, ainda maior determinação do que antes, em continuar a trabalhar sem reservas por amor e admiração pela Terra e pelas suas criaturas. Aqui no Cabeço Santo a próxima oportunidade surgirá já dentro de duas semanas com a jornada final do Inverno. Mas certamente que por esse país, por esse mundo fora, não faltarão oportunidades à espera de serem abraçadas.

Já agora, e para terminar com uma nota de ânimo, porque não dar uma olhadela ao Google Earth, que, com fotos de Junho de 2011 na zona do Cabeço Santo permitem já, sobretudo por comparação com as anteriores (opção “mostrar imagens históricas), ter uma ideia, lá do alto, da evolução dos trabalhos. Vejam por exemplo a 40º 32′ 07”N, 8º 20′ 18”O o terreno adquirido pela Quercus em 2006 e em 40º 31′ 17”N, 8º 20′ 03”O as áreas ribeirinhas de carvalhal em recuperação adquiridas em 2009 e onde voltaremos na próxima jornada.

Até lá.

Paulo Domingues

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1 Response so far »

  1. 1

    Gabriel said,

    Obrigado pela partilha, Paulo. As imagens dizem muito, de facto.
    Um abraço e até breve


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