2ª Jornada de Primavera

Ainda não eram 9 da manhã do dia 12 de Maio quando um grupo de voluntários, pequeno em número mas grande em convição e determinação, se dirigia já para o Cabeço Santo, indiferente às expectativas de um dia bastante quente, o que para trabalho é sempre desfavorável. Mas, para amenizar o esforço, a equipa passou o dia todo junto ao Ribeiro de Belazaima, bem perto da água que graças às abundantes chuvas de Abril, corre com generoso caudal.

A primeira paragem foi na área de trabalhos da jornada anterior, para acabar de “tratar” de algumas mimosas usando a técnica do descasque.

Voluntário junto às mimosas “tratadas”

Perspectiva das margens do ribeiro.

Depois avançou-se 100 metros para montante, para libertar do silvado alguns carvalhos e azevinhos aqui plantados em 2010. Todos se encontram com boa vitalidade, só que o silvado cresce aqui com tal força, que se não fosse cortado pelo menos duas vezes por ano, abafaria por completo as pequenas árvores. Neste local a vegetação ribeirinha apresenta já uma boa evolução.

Um pequeno azevinho “salvo” do silvado que o apoquentava

Motoroçadora em acção

O Ribeiro, nesta zona

E foi tempo de avançar mais 100 metros para montante, para junto do local onde sobreviveu uma pequena galeria ripícola de salgueiros e alguns, poucos, carvalhos. Junto e dentro desta mancha de árvores já grandes também havia mimosas que foram cortadas ou descascadas.

Voluntários “libertam” um carvalho que sobreviveu ao fogo de 2005 do cerco das mimosas

Carvalho livre de mimosas!

Mas o principal trabalho estava na encosta adjacente da margem esquerda, uma área que já foi eucaliptal, e que agora tem um carvalhal em recuperação, mas ainda com muitas plantas de eucalipto e mimosa no seu interior. Aqui foi sobretudo um trabalho de tesourão e pulverizador de mão. Mas junto ao ribeiro já se podiam encontrar mimosas com quase 10 m de altura, com apenas 2 a 3 anos de crescimento! Estas cortaram-se com motosserra, para dar luz aos carvalhos que por aqui foram plantados. Também os salgueiros aqui plantados em 2010 parecem estar agora a “arrancar”. Já do outro lado do ribeiro a situação é mais sombria. No local onde os trabalhos junto ao ribeiro começaram em 2009, apesar da abundância de carvalhos, ou por causa dela, a ocorrência de mimosas ainda é um pouco assustadora.

Junto ao Ribeiro foi necessário cortar mimosas já com muitos metros de altura

Encosta na margem esquerda em recuperação

Junto à margem a mais bem conservada galeria ripícola de todo o Cabeço Santo!

O dia acabou por não parecer tão quente como estava prometido e foi terminado junto à represa que alimentava a antiga levada e que agora servirá de trilho pedestre. A pequena lagoa criada pela água em queda estava apetecível para um banho que todos os voluntários bem precisavam, mas como o relógio não parava e havia voluntários com horários apertados, foi tempo de terminar, já passava das 18 horas, sem banho de imersão, este grande dia de trabalho voluntário!

Controlo do silvado, junto ao ribeiro

Voluntário num momento de observação

A represa que alimentava a levada a jusante

A equipa deste dia

Estas e outras fotos em tela cheia disponíveis em:

http://www.flickr.com/photos/cabeco_santo/sets/72157629710714070/

Até breve.

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