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Jornadas Voluntárias de Verão

Eis o anúncio das Jornadas Voluntárias de Verão no Cabeço Santo!

Começando pelo princípio, a Jornada prevista para o último Sábado, 24 de Junho, por adiamento da anterior, não se chegou a realizar, e desta vez a responsabilidade disso não foi do tempo atmosférico: o dia esteve esplêndido! Mas era dia de São João… isto sem querer atribuir qualquer responsabilidade ao santo!

Deste modo, as jornadas de Verão arrancam, e agora é mesmo para ser, no dia 1 de Julho. Continuam duas semanas depois, em 15 de Julho. Agosto é mês de descanso voluntário, mas o trabalho regressa logo no dia 2 de Setembro com a jornada do 11º aniversário do projecto (mas será uma jornada normal de trabalho!). As jornadas de Verão terminam com o mini-CTC (Campo de Trabalho Científico) dedicado às invasoras, aquele que já esteve previsto para o final de Abril e que depois, por várias vicissitudes, acabou adiado para Setembro. A recepção dos participantes realiza-se na Sexta, 15 de Setembro e os trabalhos prolongam-se até Domingo. Este CTC é uma organização conjunta entre o Projecto Cabeço Santo e o grupo das Invasoras da Universidade de Coimbra.

Que trabalhos previsivelmente se farão? Nesta época são trabalhos de manutenção e gestão das áreas plantadas e de controle da vegetação invasora. Teremos certamente trabalhos de corte de rebentação de eucalipto e corte e descasque de mimosa. Se as condições o exigirem, poderemos regar as árvores plantadas, pelo menos as deste ano. Esperemos que o Verão seja mais delicado do que o do ano passado!

Eis pois o resumo do calendário:

1 e 15 de Julho

2 de Setembro

15-16-17 de Setembro: mini-CTC

Até já!

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O regresso das jornadas voluntárias

Depois de um inabitual período de pausa das actividades voluntárias no Cabeço Santo, durante o qual muitas coisas aconteceram e outras não aconteceram (como a jornada de visita prevista para o dia 20, que não se chegou a realizar, dado o reduzido número de inscritos), eis que voltamos ao terreno já no próximo Sábado, 3 de Junho, desta vez aproveitando para comemorar antecipadamente o dia dedicado ao ambiente (5 de Junho) e para participar na semana do ambiente e da sustentabilidade, promovida pela Câmara Municipal de Águeda (https://www.cm-agueda.pt/frontoffice/pages/49?event_id=2098). Como é sabido, nós não precisávamos de nenhum desses pretextos para fazer uma jornada de campo, mas se eles contribuírem para atingirmos melhor os objectivos, já terá valido a pena.

E o que vamos fazer no próximo Sábado? Vamos “visitar” cada uma das árvores plantadas tanto no ano anterior como neste e arrancar as plantas espontâneas concorrentes, recuperando as “caldeirinhas” em torno das árvores, se necessário. Usufruindo da fertilização proporcionada às árvores, por vezes estabelecem-se em torno delas plantas muito vigorosas que concorrem por nutrientes e sobretudo por água, que no Verão é sempre escassa. Por isso é importante realizar estas acções neste momento do final da Primavera, constituindo também uma oportunidade para avaliar o sucesso das acções de plantação dos últimos dois anos. Se ainda tivermos tempo, iremos fazer uma visita ao terreno queimado de Vale de Barrocas para avaliar o potencial de rebentação das árvores aí plantadas este ano, agora que passou já mais de um mês sobre o incêndio de 28 de Abril.

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Estabelecem-se por vezes plantas muito vigorosas que concorrem com as árvores plantadas

Eis pois um trabalho fácil e agradável, a realizar com temperaturas ainda Primaveris! Até Sábado!

Paulo Domingues

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Novo Ano, novas jornadas

O Cabeço Santo já acordou para o novo ano, mas a primeira jornada de 2017 não se chegou a realizar, por o número de voluntários ser insuficiente. Talvez o ambiente festivo ainda não convidasse muito à acção, talvez os dias frios apelem mais ao recato do lar…

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Os dias têm acordado com geada, que desaparece aos primeiros raios de sol

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Os carvalhos vão gradualmente perdendo as suas folhas, ao longo do Inverno

Mas a verdade é que é mesmo no Inverno que se plantam árvores, pelo que se renova o chamamento para a segunda jornada voluntária a realizar no dia 21 de Janeiro. À espera dos voluntários que não tenham medo da onda de frio que se avizinha estará uma grande colecção de árvores e arbustos que temos de plantar até Março.

Até Sábado, no Cabeço Santo!

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Conferência “Recuperação Ecológica e Paisagística de Áreas Florestais”

Eis a “chamada” final para a Conferência de comemoração dos 10 anos do Projecto Cabeço Santo “Recuperação Ecológica e Paisagística de Áreas Florestais”. O cartaz oficial e o programa, apenas com pequenas alterações em relação ao anunciado antes vêm já a seguir:

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Como vem referido no cartaz, as inscrições são geridas pela Câmara Municipal de Águeda, pelo endereço dv-as@cm-agueda.pt mas, quem não tiver correio electrónico também se poderá inscrever através do telemóvel do Núcleo de Aveiro da Quercus 966 551 372.

Vamos fazer desta Conferência um grande momento de reflexão, informação e motivação para os próximos 10 anos do projecto? Os desafios são muitos, talvez ainda mais do que foram no início, quando das cinzas do grande incêndio de 2005 todo um processo de recuperação, mas também de degradação, se pôs em marcha. Mas cá estamos para os abraçar, com todos aqueles que pontual ou regularmente se quiserem juntar a este projecto, ou mesmo a outros que, com objectivos similares, se desenvolvem pela região, pelo país, e mais além. Porque a nossa esperança é que projectos como este se multipliquem e floresçam. Não queremos ser únicos!

Até dia 15 de Outubro, na Câmara Municipal de Águeda!

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Jornadas Voluntárias de Outono

Ainda em ambiente comemorativo dos 10 anos de actividade do Projecto Cabeço Santo, se promovem as jornadas voluntárias de Outono, que irão exactamente incluir um momento alto dessas comemorações, a Conferência a realizar no dia 15 de Outubro no Salão Nobre da Câmara Municipal de Águeda.

Eis a agenda das jornadas:

8 de Outubro

15 de Outubro: Conferência

5 e 19 de Novembro

3 e 17 de Dezembro

Temos portanto um ambicioso número de 5 jornadas voluntárias e ainda a Conferência.

A Conferência tem, ela própria, um programa ambicioso, com muito mais do que um mero propósito comemorativo, esperando-se que seja um momento de reflexão, informação e motivação que faça nascer ou crescer em muitos dos nossos concidadãos a determinação para intervir numa área em que a nossa região está tão carente, a da recuperção ecológica e paisagística. Assim já o era quando esta Conferência começou a ser pensada e assim ainda mais se tornou depois dos grandes incêndios de Verão na nossa região.

O Programa da Conferência, intitulada “Recuperação ecológica e paisagística de áreas florestais” é o seguinte:

Manhã:

9:30 h Sessão de Abertura

Representantes da Câmara Municipal de Águeda (Presidente, Dr. Gil Nadais, Vereador, Enf. Jorge Almeida), da Quercus (Presidentes da Direcção Nacional, João Branco e da Direcção do Núcleo de Aveiro, Dora Maria Oliveira) e do Projecto (Paulo Domingues)

9:45h: Jorge Paiva, Dr. (UC): Evolução e Relevância da Floresta Portuguesa

10:30h: Paulo Domingues, Dr. (Q-QT): Projecto Cabeço Santo: 10 anos de caminho

11:05h Pausa para chá/café

11:25h: Fernando Leão, Dr. (Q): Monitorização de biodiversidade no Cabeço Santo – o caso das aves

11:50h: João Paulo Carvalho, Dr. (UTAD): Recuperação ecológica e florestal de áreas degradadas

12:15h: Período de discussão

13:00h: Pausa para o almoço

Tarde:

14:30h: Nelson Matos, Dr. (UA) : Inovação na Formação e Capacitação de pequenos proprietários florestais – uma perspetiva internacional

14:50h: Helia Marchante, Drª. (ESAC): A problemática das espécies invasoras e sua gestão

15:20h: Bern Markowsky (MTQ): Os objectivos, trabalhos e resultados do Movimento Terra Queimada

16:50h Pausa para chá/café

16:10h: Carlos Fonseca, Dr. (UA): A produção de medronho como ecossistema agro-florestal “alternativo”

16:40h: Pedro Bingre do Amaral, Dr. (ESAC): O turismo de natureza como factor promotor do esforço de recuperação ecológica e paisagística

17:10h: Período de discussão

18:00h: Sessão de Encerramento

Organizações às quais estão ligadas os conferencistas, e que são relevantes para as suas apresentações:

UC: Universidade de Coimbra

UA: Universidade de Aveiro

ESAC: Escola Superior Agrária de Coimbra

UTAD: Universidade de Trás-os-Montes

MTQ: Movimento Terra Queimada

Q: Quercus

QT: Quinta das Tílias

Como se constata, trata-se de comunicações todas elas ligadas à temática do projecto mas muito diversificadas e trazidas por pessoas, algumas delas bem conhecidas, de inquestionável competência e capacidade de comunicação.

As inscrições serão geridas pela Câmara Municipal de Águeda, e muito em breve sairão informações sobre como proceder para garantir o seu lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal de Águeda.

Quanto às jornadas, elas começarão por se centrar no controlo de plantas indesejadas, as do género Acacia e também de rebentos de eucalipto em zonas de reconversão, para depois, em princípio a partir de 19 de Novembro, se dar início à época de 2016/17 de plantação e sementeira de árvores e arbustos.

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A plantação de árvores será uma das principais acções a desenvolver a partir de Novembro (imagem da época de 2015/16)

Eis pois uma grande Estação de actividades no Cabeço Santo e na sede de Concelho. A não perder!

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Agosto

Com Agosto a aproximar-se do final, é tempo de começar a pensar na nova época de trabalhos no Cabeço Santo, que se inicia logo no dia 3 de Setembro com a jornada do 10º aniversário do projecto.

Mas antes de olhar para o futuro, façamos um pequeno balanço da semana de sobressalto que de novo trouxe as chamas até bem perto do Cabeço Santo. A segunda semana de Agosto foi com efeito avassaladora para o Concelho de Águeda, com, ao que tudo indica, mais de 100 km² de área florestal queimada. O eucaliptal da zona serrana foi severamente atingido, sobretudo as freguesias do Préstimo e Macieira de Alcoba e de Belazaima, Castanheira e Agadão. Nesta última, contudo, a área mais afectada foi a da antiga freguesia de Castanheira do Vouga (Agadão já tinha sido fortemente atingida em 2013), sendo que a antiga freguesia de Belazaima foi a que acabou por ser mais poupada. O próprio Cabeço Santo “viu” o fogo aos seus “pés”, pois ardeu até à estrada Belazaima-Agadão, mas aí foi detido e não subiu o cabeço. Já no primeiro dia dessa fatídica semana, em plena tarde de Domingo, um pirómano tinha ateado o fogo em três locais do Cabeço do Meio (a sul do ribeiro de Belazaima), mas a pronta intervenção da unidade local de protecção civil evitou o pior. Mais longe para sul, na zona serrana do Concelho de Anadia, as coisas também estiveram feias, e até em plena gândara do Casarão (em torno da nova área industrial) o fogo progrediu até Aguada de Cima, em terreno aparentemente fácil. O Rio Águeda, desde praticamente o limite do Concelho até quase à cidade de Águeda, ficou de novo num estado de aflitiva condição, apenas 3 anos depois dos grandes incêndios do Caramulo, que já tanto o tinham afectado. Acompanhá-lo ao longo da estrada do Caramulo, desde Carvalhal, nos confins das terras aguedenses, até à Redonda, e depois, pela EN 336, até Bolfiar, é uma verdadeira dor de alma, que só a anestesia colectiva face ao estado da paisagem e da biodiversidade impede que se transforme num grande movimento em prol da sua recuperação. O Rio Agadão, afluente do Águeda, não se encontra melhor, tendo ardido agora o que não ardeu em 2013, pelo menos a jusante das aldeias da antiga freguesia com o mesmo nome.

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Eucaliptal com solo mobilizado: o fogo progrediu pelas copas

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Encosta num afluente do Agadão: solos mobilizados em declives muito acentuados

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O Rio Agadão, entre a Falgarosa e Falgoselhe: sobraram as mimosas

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Margens do Rio Agadão a jusante da ponte de Falgoselhe

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Uma ilha de paraíso no meio do inferno

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Ilha: um pequeno sobreiro de copa verde no meio do queimado

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Um pequeno vale

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O Cabeço Santo, em segundo plano, ficou verde. Glauco, é certo, mas verde

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Servia para combater o fogo, mas ia sendo queimado

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Da cumeada, avista-se uma imensidão ardida, só interrompida por pequenas manchas verdes. A povoação deve ser Serra de Cima na freguesia do Préstimo

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Rio Águeda, “praia” da Talhada

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Plantação recente: por agora, a salvo

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Afluente do rio Águeda: verdes, alguns carvalhos, mas também mimosas

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Rio Águeda, a jusante da ponte de Falgoselhe

O sentimento de impotência face a um tão vasto estado de calamidade, mas que no fundo é só o culminar de uma história recente de deficiente sensibilidade (e sabedoria, afecto, …) face à natureza desta frágil paisagem, só pode, esse sentimento, ser um pouco mitigado pelo que vamos fazendo no Cabeço Santo, mas que de facto não é senão uma gota de água no imenso mar de necessidades que se apresenta. Quando teremos pessoas, comunidades, que, movidas por um maravilhamento pela vida e pelas suas manifestações, se entregam desmedidamente a essa apaixonada acção de ajudar a trazer vitalidade, beleza, cor, a esta paisagem que antes de ser negra já era cinzenta? Como ajudar a criar esse movimento, sabendo que o potencial (para a dádiva generosa e amorosa) se encontra latente em (quase) todas as almas, mas ofuscado pelas distracções e exigências da vida em sociedade? Reflexões precisam-se e também queremos que as iniciativas que marcarão o 10º aniversário do Projecto sirvam para as alimentar. Por isso, a primeira oportunidade é já no Sábado, dia 3 de Setembro, primeiro momento das comemorações, que culminarão com uma Conferência a realizar no dia 15 de Outubro na Câmara Municipal de Águeda, durante todo o dia. Mais detalhes sobre esta conferência serão tornados públicos em breve. Para já, até dia 3!

Paulo Domingues

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Jornadas Voluntárias de Verão

Anunciam-se as Jornadas Voluntárias de Verão, um conjunto de jornadas de trabalho voluntário a realizar entre Julho e Setembro no Cabeço Santo. Estas jornadas têm a particularidade especial de “atravessarem” a data na qual se perfazem 10 anos do início das actividades do Projecto, que, pelo menos em pleno campo e com voluntários em realização de trabalho, se iniciou com um Campo de Trabalho Voluntário (CTV) de 5 dias, entre 1 e 5 de Setembro de 2006. Por isso, todos os anos se tem realizado uma “jornada de aniversário” por volta dessas datas. Mas este ano são 10 anos, pelo que se prepara um conjunto especial de iniciativas. E a primeira é exactamente uma jornada voluntária de aniversário, a levar a efeito no dia 3 de Setembro de 2016. Outras serão uma Conferência a realizar no Salão Nobre da Câmara Municipal de Águeda com a presença de vários conferencistas, no dia 8 de Outubro, uma exposição fotográfica sobre os 10 anos do Projecto e ainda outros eventos, dos quais se darão notícias posteriormente.

Mas as jornadas de Verão iniciam-se ainda em Julho com duas jornadas em 9 e 23 de Julho. Agosto será de férias, como tradicionalmente acontece. Em Setembro teremos então a jornada de 3 e outra ainda a 17, mesmo a tempo de encerrar o Verão.

Seria interessante reunir pelo menos alguns elementos da equipa que participaram no primeiro CTV, e da maior parte dos quais se perdeu o contacto, e até de outros que participaram ao longo de anos e que depois seguiram outros caminhos. Quanto aos primeiros, aqui ficam duas fotos tiradas durante o CTV. Ainda estão por aí? Digam coisas!

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Equipa no final de um dos dias de trabalho

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No último dia do CTV realizou-se um almoço de despedida no restaurante local. Já não estavam todos os participantes

Paulo Domingues

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