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Novo Ano, novas jornadas

O Cabeço Santo já acordou para o novo ano, mas a primeira jornada de 2017 não se chegou a realizar, por o número de voluntários ser insuficiente. Talvez o ambiente festivo ainda não convidasse muito à acção, talvez os dias frios apelem mais ao recato do lar…

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Os dias têm acordado com geada, que desaparece aos primeiros raios de sol

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Os carvalhos vão gradualmente perdendo as suas folhas, ao longo do Inverno

Mas a verdade é que é mesmo no Inverno que se plantam árvores, pelo que se renova o chamamento para a segunda jornada voluntária a realizar no dia 21 de Janeiro. À espera dos voluntários que não tenham medo da onda de frio que se avizinha estará uma grande colecção de árvores e arbustos que temos de plantar até Março.

Até Sábado, no Cabeço Santo!

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Última jornada do Outono, e do ano

E chegámos à última jornada do ano de 2016! Para celebrar condignamente o acontecimento, 13 valorosos voluntários reuniram-se mais uma vez para uma jornada de plantação de árvores. E o momento foi também especial por outro motivo: iríamos iniciar a plantação numa área nova, na qual já se realizou trabalho ao longo de 2016, mas não de plantação, apenas de corte de rebentação de eucalipto: o vale de Barrocas.

Este é um vale precioso, com duas captações de água em cotas distintas, que alimentam casas no Feridouro, para consumo humano e para rega. As encostas são bastante inclinadas, com uma orientação tendencial para norte/nordeste, e com solos de qualidade superior à média para estas montanhas. Mercê de várias circunstâncias felizes, será possível reunir aqui perto de 10 ha de terreno, embora nem todo já disponível. De momento, temos aqui para plantar cerca de 3 hectares, e temos também a rebentação de eucalipto, dado termos optado por não usar aqui herbicida. Por coincidência, andou neste mesmo dia aqui uma máquina giratória a partir cepas de eucalipto com uma enxó, uma alternativa mecanizada ao corte manual da rebentação, e com a vantagem de não resultar em rebentamentos posteriores. O problema é que essa máquina, ainda que de lagartas, não pode ir às áreas mais inclinadas. Assim se constata que a plantação com eucaliptos em terrenos de elevada inclinação cria um problema de difícil solução, pela sua irreversibilidade sem custos elevados.

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Chegada ao terreno e preparação

Deste modo, a equipa dividiu-se em duas partes: os “plantadores” e os “cortadores” de rebentação. O dia estava frio e com vento, pelo que mesmo o esforço dos trabalhos teve dificuldade em promover a remoção dos agasalhos. O sol, pelo seu lado, brilhou todo o dia, mas como estávamos numa encosta voltada a norte e como ele agora está muito baixo (estamos quase no solstício) quase não demos por ele.

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Equipa dos “cortadores de rebentos”

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Elemento da equipa dos “plantadores”

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Tabuleiro de plantas

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Cogumelos em cepa de eucalipto

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Equipa plantando uma árvore

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Misturando bem os fertilizantes

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Com a colocação do tubo de protecção está concluída a operação

Os “plantadores”, agrupados em três equipas, tiveram que carregar as plantas e os fertilizantes encosta acima, pelo que a jornada foi particularmente exigente. A abertura das covas, já o sabíamos, não era propriamente fácil, pois tinha que se fazer com picareta, num terreno com matagal e tocos de eucalipto. Nestas circunstâncias, não podemos esperar plantar muitas árvores por dia, o melhor que podemos tentar é fazê-lo bem.

A maior parte das árvores eram carvalhos, embora houvesse também alguns medronheiros.

Pelo meio dia já havia voluntários bastante cansados, mas um almoço especial com grão-de-bico, broa de milho e cuscuz, para além de outras especialidades, foi suficientemente revitalizador, pelo que a equipa voltou sem demora ao trabalho, que a tarde era curta.

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O dia estava frio e nem o aquecimento interno deu para tirar muitas roupas

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Plantando as últimas árvores

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Os declives eram elevados

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Lá mais em cima, uma giratória fazia o seu trabalho

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Vista de uma área plantada

Embora agora fosse necessário transportar os materiais ainda mais para cima na encosta, os trabalhos prosseguiram com animação e pelas 16 horas todas as 180 árvores trazidas de casa estavam plantadas. O sol escondia-se rapidamente atrás do Cabeço do Meio, mas ainda houve energias para todos se dedicarem ao corte de rebentação de eucalipto nos minutos finais da tarde. E imaginem: conseguiram encontrar uma máquina fotográfica compacta perdida no meio de todo o material lenhoso depositado no chão!

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Cortando rebentos de eucalipto no final

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Vista da área plantada, acima do antigo caminho para Belazaima-a-Velha

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Vista do Vale de Barrocas, da área trabalhada, e da que ficou por trabalhar.

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A equipa no final, em pleno coração do Vale de Barrocas!

Tinha sido uma excelente jornada, a fechar 2016. E uma jornada verdadeiramente europeia: para além da já habitual presença francesa, desta vez tivemos também uma alemã! E várias estreias de novos voluntários! Assim se encerra um ano de grande participação voluntária no Cabeço Santo, bem à medida das imensas necessidades que se apresentam. Mas a época de plantação ainda nem vai a meio! Continuamos já no dia 7 de Janeiro, pois há muito para fazer!

Um grande obrigado a todos os voluntários deste dia e deste ano. Felizes festas e até muito breve, com o anúncio das jornadas voluntárias de Inverno no Cabeço Santo! Entretanto, podem ver mais fotos da jornada na página do projecto no Facebook.

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2ª Jornada Voluntária de Inverno

Foi com uma expressiva participação de 10 voluntários, alguns deles estreantes e vindos de longe, que decorreu mais uma jornada voluntária de Inverno dedicada exclusivamente à plantação de árvores.

A primeira área trabalhada situa-se muito perto da aldeia do Feridouro, a poente das suas principais terras agrícolas, e era uma encosta plantada com eucaliptos, sujeita há 10 anos a uma operação de mobilização do solo com formação de socalcos. Esses eucaliptos tinham sido cortados em 2015, abrindo-se então a possibilidade de reconversão. Esta área integra-se no “corredor ecológico” ribeirinho que aqui se procura criar, entre a mata do Cabeço Santo e a represa de Belazaima, tendo como limite sul o próprio ribeiro. Nas margens deste ainda abundam as mimosas, cujo corte foi iniciado em 2015 um pouco a jusante, mas que ainda está longe de estar concluído. Na margem sul existiam dois socalcos bem diferentes dos agora presentes na margem norte, pois que eram antigos socalcos agrícolas. Estes, também incluídos no corredor ecológico, já têm alguns carvalhos grandes, mas só depois da retirada das mimosas serão alvo de plantação.

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Nas margens do ribeiro as mimosas ainda “rivalizam” com os carvalhos

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O ribeiro invadido por mimosas. Em segundo plano, o eucaliptal , este um invasor tolerado

Esta área de plantação já tinha sido semeada com bolas e bolachas de sementes, mas quanto às bolas de bolotas já sabemos: poucas, se algumas, terão restado da predação e da remoção da capa de argila causada pela chuva. Quanto às bolachas, também é certo que se desfizeram com a chuva, mas permanece em aberto a possibilidade de as sementes não se terem perdido. Tudo indica portanto que a técnica, a ser aplicável nas nossas condições, ainda terá muito caminho de apuramento pela frente, caminho que não deixará de se ir fazendo, em pequena escala.

A equipa trabalhou então por aqui toda a manhã, plantando carvalhos, medronheiros e lódãos. Ao contrário do que é habitual, em que as árvores se espalham de forma aleatória pelo espaço, aqui tínhamos que seguir as linhas dos socalcos, pois que a operação de mobilização do solo, muito disruptiva sobre a sua estrutura, deixa a maior parte do solo sobre a borda exterior do socalco. Mesmo assim, era necessário procurar cuidadosamente os melhores locais, pois que as pedras à superfície eram abundantes.

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Equipa em acção – 1

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Equipa em acção – 2

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Equipa em acção – 3

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Equipa em acção – 4

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Equipa em acção – 5

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O resultado – 1

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O resultado – 2

O almoço ainda se fez por aqui, com uma contribuição especial de um pão muito fresco cozido em forno de lenha por dois jovens de Belazaima (e que foi bastante apreciado), e foi já durante a tarde que a equipa se deslocou até à actual extremidade da área de intervenção, já nas margens da represa de Belazaima, para continuar a plantar. Aqui temos de novo o corredor ecológico ribeirinho com duas parcelas de passado muito diferente: a primeira, que nunca tinha sido mobilizada, mas que estava muito invadida de mimosas; a segunda, mobilizada há 10 anos para uma nova plantação de eucalipto, mas que estava também muito invadida. Apesar de tudo, numa como noutra era possível encontrar aqui e ali um medronheiro, uma murta ou mesmo um pequeno carvalho, que conseguiram sobreviver a tão conturbado passado. Claro, também aqui era necessário procurar laboriosamente os melhores locais de plantação dado o carácter rochoso e por vezes mesmo escarpado, do terreno.

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À tarde, já junto à represa de Belazaima

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“Frente” de trabalho

E assim se passou a tarde, que só se deu por terminada quando começaram a faltar os materiais e até mesmo algumas árvores. Ter-se-ão plantado para cima de 200 árvores, um feito assinalável tendo em conta que as covas tiveram que ser abertas à mão, por mãos voluntárias e por certo pouco habituadas a estes esforços.

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Equipa quase completa, captada a meio do dia

Um grande obrigado a todos os voluntários! E os trabalhos continuam já dentro de duas semanas, que o Inverno é curto e ainda há muito para plantar! Até lá!

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Jornada extraordinária de Sábado passado

A jornada extraordinária de Sábado passado decorreu numa parcela da nova área de intervenção onde ainda não se tinha realizado qualquer trabalho, de facto a última onde faltava começar. É uma parcela em torno do Vale de São Francisco, que inclui uma antiga terra agrícola a poente do vale e uma encosta inclinada a nascente. A encosta inclinada tinha rebentação de eucalipto, mas também carvalhos e loureiros, que nas últimas décadas foram levando a melhor sobre os eucaliptos, contando até com alguns carvalhos bem grandes e bonitos. A terra tinha silvado, carvalhos pequenos e mimosas grandes. Os carvalhos pequenos, muitos, teriam tido origem num pequeno bosque de carvalhos grandes, também ele herdeiro do abandono destas antigas terras agrícolas, vizinho para poente da parcela deste dia, e também já incluído na área de intervenção do projecto. Ao longo do vale são também abundantes os salgueiros, sobretudo do lado da encosta, já que do lado das terras um muro de pedra delimitava claramente a área cultivada, que até agora tinha eucaliptos e mimosas.

À chegada a equipa dividiu-se entre o corte do silvado com a moto-roçadora, uma tentativa (que se revelaria frustrada) de limpar uma passagem canalizada para a água do vale sob o caminho de acesso, e a limpeza da rebentação de eucalipto da encosta. Esta limpeza foi, aliás, inesperadamente abrangente: foram retiradas da encosta dezenas de garrafas de vidro, facto explicado (se é que tem explicação) por esta encosta ir até ao caminho principal de acesso ao Cabeço Santo a partir do Feridouro. Fácil acesso, portanto… Mas, pior ainda do que garrafas, lá em baixo na terra, mesmo junto ao vale, foi encontrado um tubo de raios catódicos, peça fundamental dos antigos televisores. Sem palavras, mas com imagem…

Retiradas da encosta

Retiradas da encosta

Cogumelo? Não, tubo de rais catódicos!

Cogumelo? Não, tubo de raios catódicos!

Logo que uma limpeza básica do silvado foi concluída, iniciaram-se os trabalhos de corte das mimosas e a sua desmontagem, isto é, desramação. A abundante ramada foi a seguir triturada no nosso já conhecido triturador, o que permitiu obter um bom monte de ramada triturada, um material útil a partir de uma planta inconveniente. Aliás, a propósito de plantas inconvenientes: descobrimos que temos na área de intervenção mais uma espécie invasora: a erva-da-fortuna (Tradescantia fluminensis), junto a um muro da parcela que cuidámos neste dia. Mas nada de assustador comparado com as plantas inconvenientes que já conhecíamos.

Quando se começou a fotografar, já os trabalhos iam avançados

Quando se começou a fotografar, já os trabalhos iam avançados. Triturador de ramada.

Vale de São Francisco e mimosas já cortadas

Vale de São Francisco e mimosas já cortadas

Limpeza do silvado

Limpeza do silvado

A queda das últimas mimosas

A queda das últimas mimosas

À esquerda um precioso bosquete de carvalhos

À esquerda um precioso bosquete de carvalhos

E assim se passou a manhã, e a tarde. Foi um agradável dia de temperaturas amenas e sol aberto depois de uma semana inteira em que ele andou escondido. A paisagem também ajudava pois aqui não estava tão degradada como na generalidade dos locais da área de intervenção. E as águas límpidas do Vale de São Francisco, ainda que desviadas do seu curso milenar, faziam coro com os pássaros do bosque vizinho. Só foi pena termos perturbado essa “orquestra” com três ruidosos “instrumentos”: a moto-roçadora, a moto-serra e o triturador! E entre todos, devem ter “tocado” 95% do tempo. Paciência, haverá outras oportunidades para contemplar. Mesmo assim, ainda pudemos contemplar uma salamandra-lusitânica, que se deve ter sentido arreliada com tanto movimento. Uma observação sempre recompensadora de uma espécie emblemática. Era quase final de dia e logo deixámos toda a parcela para a salamandra e seus amigos. Supostamente, em melhor estado do quando ali tínhamos chegado, pela manhã.

Salamandra-lusitanica

Salamandra-lusitanica

A equipa, fotografada ao meio dia, já que dois voluntários tinham que se ausentar de tarde

A equipa, fotografada ao meio dia, já que dois voluntários tinham que se ausentar de tarde

Casas do Feridouro

Casas do Feridouro. Ao cimo, a antiga capela de São Francisco, que terá dado o nome ao vale

Um obrigado a todos os voluntários presentes, especialmente aos colaboradores da Mata do Buçaco, que nos trouxeram preciosos presentes!

E agora é que é: a próxima jornada, a 21 de Novembro, será a grande jornada de fabrico de bolas de sementes! Até lá!

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Novas do projecto – parte 2

Ora finalmente aqui está um artigo sobre os novos desenvolvimentos do projecto que este ano de 2015 estão em curso, com um olhar mais detalhado sobre as novas áreas de intervenção, seu estado e seus desafios. E são volumosos, não tanto pela extensão, mas muito mais pelas características e estado inicial. Para ilustrar, vou usar uma série de fotos que começaram a ser tiradas em Abril, quando se verificou ser possível aqui intervir, tendo de facto alguns trabalhos sido iniciados pouco depois. Por isso, neste momento, em Outubro, muito já aconteceu nessa área, por intervenção de diversas equipas profissionais.

A nova área de intervenção estende-se por cerca de 1,5 km e inicia-se em plena represa, exactamente no ponto onde a corga do ervedal (vale nº 1) desagua no ribeiro. Abrange principalmente a margem norte do Ribeiro, mas em certos troços inclui também a margem sul. Coloca em prática a ideia de “corredor ecológico” em torno de uma área sensível (o ribeiro), sendo por isso uma faixa de largura variável, ao longo da extensão referida. Por facilidade de identificação, tomo o vale nº 1 por ponto de partida (metro 0) e vou apresentando a área pelo número de metros a partir deste ponto inicial. Aqui a área é aproximadamente delimitada pelo antigo caminho de acesso ao Feridouro a partir de Belazaima, mas para montante nem sempre será assim.

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Quase toda a área teve até agora eucaliptos, estando também severamente invadida com mimosas. A maior parte desses eucaliptos foi cortada em 2015, chegando à última Primavera em início de rebentação. Um dos primeiros passos no processo de recuperação é a eliminação dessa rebentação, o que, em geral, se tem de fazer por aplicação de herbicida. É uma opção por certo com impacto, mas dificilmente poderíamos avançar sem ela, dada a densidade e a agressividade das exóticas presentes, em conjunto com o declive e as características do terreno. Procura-se minimizar o impacto optando por formulações mais benignas de glifosato (Spasor, Pitón Verde), aplicando essencialmente no Verão e apenas com boas condições atmosféricas.

Do metro 0 ao 150 temos ainda eucaliptos, que serão cortados nos próximos meses, não tendo aqui havido ainda qualquer intervenção. Antes da represa ser construída este troço do ribeiro era muito bonito, com uma pequena “garganta” e estreitas leiras agrícolas na margem norte. A represa, construída nos anos 90, engoliu a garganta e algumas das leiras, deixando outras na sua margem. Como tende a acontecer com todas as barragens, as margens desta represa são zonas de baixa biodiversidade, devido à grande variação do nível das águas ao longo do ano.

Represa. À esquerda o vale nº 1

Represa. À esquerda o vale nº 1. Foto de Abril. A margem ainda tem essencialmente eucaliptos.

Em Setembro, contudo, já se encontrava assim.

Em Setembro, contudo, já se encontrava assim.

Ao metro 150 atravessamos o Vale de Junqueiro, um pequeno vale, ao longo do qual havia pequenas leiras agrícolas. É a partir daqui que os trabalhos já se iniciaram, com o corte do eucaliptal existente. No entanto, devido às dificuldades de acesso, o pouco valor da madeira aí existente e a presença abundante de mimosas, o estado do terreno em Abril era nada bonito de ver e difícil de abordar, mesmo para uma equipa de profissionais como a de sapadores da AFBV, que foi a quem coube a abordagem inicial.

Depois do vale de Junqueiro, em Abril

A seguir ao vale de Junqueiro, em Abril

Ao metro 230 o corredor alarga-se e encontramos uma parcela cujo eucaliptal já tinha sido cortado em 2014, sendo a rebentação de mimosa ainda mais abundante do que a de eucalipto. Como já estava muito grande para ser submetida a aplicação de herbicida, estes rebentos tiveram de ser cortados.

Parcela com rebentação de eucalipto e mimosa

Parcela com rebentação de eucalipto e mimosa, Abril

Mesma parcela agora observada para jusante e já em Agosto

Mesma parcela agora observada para jusante e já em Agosto, depois de cortada a rebentação existente

Ao metro 350 surge outro pequeno vale, sendo aqui a encosta muito íngreme, quase uma escarpa vertical em alguns sítios. Mas como há rebentos de eucalipto e mimosa por todo o lado, vai ser necessário lá ir, logo veremos como. Lá em baixo, junto ao ribeiro, surge aqui uma antiga terra agrícola de alguma dimensão, numa zona chamada Chousa. Para a criar, o ribeiro deve ter sido “encostado” à vertente sul, hipótese confirmada por vários indícios, o principal dos quais o muro de pedra de vários metros erguido onde talvez o rio outrora passasse. Esta terra já tinha deixado de ser cultivada há bastantes anos, tendo o proprietário aqui plantado choupos e cerejeiras.

Ao chegar à Chousa, Abril

Ao chegar à Chousa, Abril

O caminho que sobe segue para o Feridouro, ou outro desce para a Chousa

O caminho que sobe segue para o Feridouro, ou outro desce para a Chousa. Abril

O mesmo local já em Agosto, depois de uma primeira pulverização da rebentação com herbicida

O mesmo local já em Agosto, depois de uma primeira pulverização da rebentação com herbicida

As aplicações de herbicida nunca são inócuas para as espécies não alvo, mas todos os esforços são aplicados para minimizar os danos. Agosto

As aplicações de herbicida nunca são inócuas para as espécies não alvo, mas todos os esforços são aplicados para minimizar os danos. Agosto

Carvalho, junto à terra da Chousa

Carvalho, junto à terra da Chousa

Muro que desviou o curso do ribeiro para a esquerda (supostamente!)

Muro que desviou o curso do ribeiro para a esquerda (supostamente!). Abril

Ocupação actual da terra da Chousa

Ocupação actual da terra da Chousa. Abril

Ao metro 490, pela primeira vez, intervimos também na margem sul. Havia aqui uma estreita leira agrícola sem qualquer acesso por terra, apenas se chegando aqui por atravessamento do ribeiro. Chegou a ser plantada com freixos, mas as mimosas levaram a melhor, e agora encontrava-se cheia de grandes mimosas, algumas delas que possivelmente sobreviveram ao fogo de 2005. A encosta norte, por seu lado, torna-se muito íngreme, mas curiosamente havia aqui uma antiga passagem, agora muito obstruída, que ainda havemos de recuperar porque dará um bonito trilho.

Aqui há uma parcela de intervenção na margem sul, mas com muitas mimosas. Abril

Aqui há uma parcela de intervenção na margem sul, mas com muitas mimosas. Na margem norte, uma cerejeira, mas muito mal tratada. Abril

Alguns metros para montante

Alguns metros para montante

Aqui as coisas complicam-se... Abril

Aqui as coisas complicam-se… Abril

Mas nada que trabalho e paciência não resolvam. Setembro

Mas nada que trabalho e paciência não resolvam. Setembro

Durante o Verão as mimosas foram retiradas. Então "apareceram" freixos aqui plantados há mais de 10 anos!

Depois das mimosas retiradas “apareceram” freixos aqui plantados há mais de 10 anos! Setembro

A norte, encosta íngreme, e eucaliptal recentemente cortado. Junho

A norte, encosta íngreme, e eucaliptal recentemente cortado. Junho

Ao metro 590 encontramos uma pequena represa e a encosta íngreme dá lugar a uma antiga leira na margem norte. Agora, é a vez de a encosta sul ser muito escarpada, numa pequena extensão ainda não incluída na área de intervenção mas que ainda se vai tentar incluir. A leira na margem norte estava, é claro, completamente ocupada por mimosas cujo corte começou ainda no Verão, e que se vai prolongar pelo Inverno.

Pequena represa. Em segundo plano, "bosque" de mimosas

Pequena represa. Em segundo plano, “bosque” de mimosas. Abril

A leira da margem norte

A leira da margem norte. Abril

Ao metro 690 temos de novo uma antiga leira agrícola na margem sul, enquanto na margem norte existia um eucaliptal, já plantado de novo depois de 2005, com mobilização do solo em socalcos. Este eucaliptal, cortado pela primeira vez este ano, será descontinuado e reconvertido em bosque autóctone. Na leira da margem sul, e também na margem norte do ribeiro, as mimosas ainda dominam a paisagem, mas encontra-se também um ou outro carvalho grande, que serão a referência desta paisagem por muitos anos quando as mimosas forem retiradas, trabalho que, tudo indica, se vai prolongar até ao Inverno.

Na margem sul, uma antiga parcela agrícola; na margem norte eucaliptal recentemente cortado. Abril

Na margem sul, uma antiga parcela agrícola; na margem norte eucaliptal recentemente cortado. Abril

Perspectiva para montante da parcela, em Agosto. À direita mimosas e o ribeiro, à esquerda, carvalhal

Perspectiva para montante da parcela, em Agosto. À direita mimosas e o ribeiro, à esquerda, carvalhal

Na margem sul quase não houve intervenção nos últimos 10 anos

Na margem sul quase não houve intervenção nos últimos 10 anos. Abril

Ainda na margem sul Abril

Ainda na margem sul. Abril

Moinho em ruinas, ainda na margem sul. Abril

Moinho em ruinas, ainda na margem sul. Abril

Sinais de antiga intervenção humana. Abril

Sinais de antiga intervenção humana. Abril

Ao metro 780 encontramos um novo pequeno vale (o 1c!), onde praticamente se inicia a principal antiga mancha agrícola do Feridouro. Estas terras, desenvolvendo-se em laboriosos socalcos pela encosta acima, já foram, na sua grande maioria deixadas de cultivar há muito tempo. Muitas foram eucaliptadas. Mas também encontramos outras onde os carvalhos se implantaram espontaneamente, dando origem a manchas muito, muito interessantes. O projecto tem agora a ventura de intervir entre estas manchas e o ribeiro, nas zonas que estiveram eucaliptadas, aumentando e valorizando as primeiras. Mas é aqui também que o recente eucaliptal dará origem a terras agrícolas recuperadas, onde, sob o “chapéu” da Quinta das Tílias, se praticará agricultura e fruticultura biológicas, num conveniente complemento do trabalho do Projecto Cabeço Santo. Para o efeito, os tocos dos eucaliptos já foram arrancados, prosseguindo os trabalhos já a seguir.

Ao chegar à antiga área agrícola mais extensa do Feridouro

Ao chegar à antiga área agrícola mais extensa do Feridouro

Aqui áreas de carvalhal e eucaliptal "encontravam-se". Abril.

Aqui áreas de carvalhal e eucaliptal “encontravam-se”. Abril.

Passada/futura área agrícola. Em 2ª plano, áreas de carvalhal

Passada/futura área agrícola. Em 2ª plano, áreas de carvalhal. Abril

Máquina arrancando tocos de eucalipto. Julho

Máquina arrancando tocos de eucalipto. Julho

Ruína "perdida" no carvalhal

Ruína “perdida” no carvalhal. Abril

Margem do ribeiro, onde as folhosas presentes serão preservadas. Abril

Margem do ribeiro, onde as folhosas presentes serão preservadas. Abril

E assim chegámos ao vale nº 2, o Vale de São Francisco, que deve o nome ao Padroeiro do Feridouro, cuja antiga capela se encontrava numa encosta próxima deste vale. Já ultrapassámos o metro 1000 e agora as antigas terras agrícolas voltam a ser mais dispersas e as encostas mais inclinadas. Logo a seguir ao vale encontramos um antigo moinho de água ainda recuperável, e há planos para que o seja. Continuamos com uma encosta íngreme, mas a antiga levada que trazia água para o moinho dará, depois de limpa, um excelente trilho pedestre.

Chegada ao Vale de S. Francisco. Abril

Chegada ao Vale de S. Francisco. Abril

Belo muro, a montante do Vale de S. Francisco. Abril

Belo muro, a montante do Vale de S. Francisco. Abril

Moinho de água. Abril

Moinho de água. Abril

Pelo metro 1150 encontramos um pequeno vale, o Vale de Salgueiro, e o ribeiro faz uma curva em S para, ao metro 1300 encontrarmos a represa de onde partia a levada atrás referida. A partir daqui não é possível prosseguir pela margem norte junto ao ribeiro, pois que a encosta se torna inclinada e escarpada.

Em Vale de Salgueiro

Em Vale de Salgueiro. Abril

Vista para jusante, a partir do Vale de Salgueiro. Abril

Vista para jusante, a partir do Vale de Salgueiro. Abril

Em Outubro ainda se cortavam aqui as últimas mimosas

Em Outubro ainda se cortavam aqui as últimas mimosas. Aqui passava a levada.

Pequena represa, de onde partia a levada

Pequena represa, de onde partia a levada. Abril

A encosta adjacente à represa da foto anterior, agora em Outubro , já com a rebentação de eucalipto "tratada"

A encosta adjacente à represa da foto anterior, agora em Outubro , já com a rebentação de eucalipto “tratada”

Pelo metro 1400 começamos a encontrar uma interessante mancha de carvalhal, aquela que em 2005 resistiu heroicamente ao cataclismo de fogo que a envolveu por todos os lados, destacando-se, durante os anos seguintes, enquanto os eucaliptos à volta não cresceram outra vez, como uma ilha verde no meio da paisagem queimada. Parte da mancha situa-se na margem norte, onde o projecto passa agora a intervir, parte na margem sul, onde espera ainda poder intervir num futuro próximo, alargando a mancha pela encosta do Cabeço do Meio acima!

Mancha de carvalhal. Abril

Mancha de carvalhal. Abril

A montante da mancha de carvalhal, logo a seguir ao corte do eucaliptal. Maio

A montante da mancha de carvalhal, logo a seguir ao corte do eucaliptal. Maio

Finalmente, ao metro 1650 chegamos ao Vale de Barrocas, este descendo não do Cabeço Santo mas do Cabeço do Meio, na margem sul, e onde situa uma pequena área onde o projecto começou já a intervir em 2012. Logo ali se inicia, na margem norte, a mata da Altri Florestal, em cuja faixa ribeirinha o projecto iniciou a sua intervenção logo em 2008. Mas por agora ficamos por aqui, que a reportagem era sobre as áreas novas! Mas ainda merece ser referida a intervenção, também iniciada este ano, numa área ao longo do Vale de São Francisco, e que tem por objectivo de médio prazo a completa renaturalização deste vale, pelo menos ao longo de um (mais um!) corredor ecológico. Foi fácil de escrever, mas de facto só o trabalho neste vale, de encostas íngremes e escarpadas, e fortemente invadidas de mimosas, daria só por si um projecto!

Talvez tenha fica claro desta exposição o enorme desafio que será a recuperação desta área. Do muito trabalho profissional e voluntário que nos espera. Poderia dizer-se: é nossa obrigação fazê-lo, nós que praticamente ainda somos da geração que, voluntária ou involuntariamente, tantos estragos causou a esta dilacerada paisagem. Mas eu digo-vos e creio com isto partilhar o sentimento de todos os voluntários que têm estado com o projecto desde 2006: não é por obrigação que o fazemos, mas por amor a esta causa, e, como tudo o que se faz por amor, as dificuldades não causam desânimo, o tempo que leva não importa, o esforço não suscita lamentação, os reveses não arrefecem o entusiasmo. Quem tiver, nem que seja um pequeno fio, de vocação para esta causa (sem pretender, naturalmente, que não existam muitas outras causas nobres merecedoras de serem abraçadas), que apareça, que esse “fio” será “engrossado” e se tornará em corda pela qual esta causa será levada a bom porto, mas também pela qual cada um se poderá elevar acima das pequenas coisas e tornar-se mais Humano.

Paulo Domingues

P.S. Por motivos meteorológicos, ontem não houve jornada. Adiou-se, ainda com a presença prevista dos amigos da Montis, para o segundo Sábado de Novembro.

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A Jornada de 7 de Março

Foi com a Primavera já a anunciar-se intensamente que decorreu a penúltima Jornada Voluntária deste Inverno. Não tanto pelas nossas “arqui-inimigas”, que já se encontravam ostensivamente em flor, como que a querer rivalizar com os “pobres” carvalhos ainda completamente despidos de tudo, excepto do seu “esqueleto” de lenho, mas sobretudo pelas temperaturas elevadas que se têm feito sentir por estes dias.

Mais uma vez uma animada equipa, desta vez com sete voluntários, um dos quais de quatro patas, dirigiu-se para o sítio do Cambedo para continuar a tratar da formosa mancha de carvalhal que ali existe. Desta vez, o percurso escolhido foi o do antigo caminho de acesso a Belazaima-a-Velha e aos Cepos, o mesmo que, pelo menos até 1974, os miúdos percorriam todos os dias para ir à escola a Belazaima do Chão. Eram uns 6 km de Belazaima-a-Velha e quase 8 dos Cepos, percorridos duas vezes por dia, quer com lama, quer com poeira. Tempos duros… Depois de 1974, começou um Taxi a ir buscá-los e a electricidade chegou a essas terras remotas. Mas foi uma luta contra o inevitável destino: por volta de 1980 as povoações foram abandonadas e todas as respectivas terras agrícolas foram “eucaliptadas”. Entre as quais, estas terras do Cambedo, que depois de muitas vicissitudes a Quercus adquiriu em 2009. É hoje difícil de imaginar o frenesim de actividade que estas terras já tiveram. Restam as casas de arrumo e de animais, os muros laboriosamente construídos, as levadas de rega, os moinhos, os socalcos… Contudo ainda mais difícil seria as pessoas de apenas há 35 anos imaginarem o frenesim de actividade que haveria de existir por aqui, 35 anos depois…

E nesta jornada foi assim: como estávamos do lado sul do ribeiro, e os trabalhos a norte ainda não estavam concluídos, foi necessário improvisar uma passagem com alguns dos muitos troncos que aqui se acumularam em Dezembro de 2013. Depois os trabalhos de remoção das mimosas e de cuidado dos carvalhos foram-se aproximando das margens do ribeiro, até finalmente lá chegarem. Muitas árvores aqui plantadas desde 2010 foram redescobertas e desafogadas. Mesmo junto à foz do vale nº 6 havia um azevinho bem bonito.

Passagem improvisada para a outra margem

Passagem improvisada para a outra margem

Funciona!

Funciona!

Voluntários já em acção

Voluntários já em acção

Limpeza do silvado

Limpeza do silvado

Corte de mimosas

Corte de mimosas

Corte de mimosas

Corte de mimosas

Arrumação de ramada

Arrumação de ramada

Perspectiva invulgar dos trabalhos

Perspectiva invulgar dos trabalhos

Azevinho ainda jovem

Azevinho ainda jovem

Os sempre presentes: carvalhos, mimosas e eucaliptos

Os sempre presentes: carvalhos, mimosas e eucaliptos

Arrumação de ramada

Arrumação de ramada

Antiga casa de arrumo ou de animais

Antiga casa de arrumo ou de animais

Refrescando à beira-rio

Refrescando à beira-rio

Perspectiva sobre o ribeiro

Perspectiva sobre o ribeiro

Acção na margem sul

Acção na margem sul

Vista mais geral da encosta a sul do ribeiro

Vista mais geral da encosta a sul do ribeiro

O almoço

O almoço

Pequeno momento lúdico

Pequeno momento lúdico

Desobstruindo o Trilho da Serra

Desobstruindo o Trilho da Serra

Entretanto, na margem sul, os trabalhos avançaram também. Aqui há uma encosta bastante inclinada, mas cá em baixo existe uma área plana, o que facilita a intervenção. Foi aqui que se acumulou imensa lenha na cheia de 24 de Dezembro de 2013, bloqueando a passagem e o Trilho da Serra, que por aqui passa. Ainda não tinha sido possível desobstruir esta passagem mas desta vez tinha que ser: à custa de quase uma hora de trabalho, braços, moto-roçadora e motosserra em acção, conseguiu-se abrir uma passagem, embora imensa lenha ainda aqui continue acumulada. Assim, está de novo aberto o Trilho da Serra, pelo menos no Cabeço Santo!

Trilho da Serra desobstruído

Trilho da Serra desobstruído

Trabalhos na encosta

Trabalhos na encosta

Plantação de medronheiros

Plantação de medronheiros

Equipa no final

Equipa no final

Os trabalhos continuaram com animação, até se terminar o dia com a plantação de mais meia dúzia de medronheiros, cuidadosamente regados, para sobreviverem a este período seco e relativamente quente.

No fim o balanço era inevitável: tinha sido mais uma fantástica jornada voluntária! A próxima, a última deste Inverno, é já no próximo Sábado, dia 14. Ora para isso é preciso haver “alternância voluntária”! Vamos lá ver quem são os eleitos! Até lá.

P.S. A reportagem fotográfica foi da Claudia.

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A Jornada de 21 de Fevereiro

A segunda Jornada voluntária de Inverno no Cabeço Santo decorreu no dia 21 de Fevereiro. Depois de uma noite com alguma chuva, o dia acordou luminoso e promissor.

A manhã passou-se numa pequena mancha de carvalhal entre o vale nº 2 (Vale de S. Francisco) e a mata da Altri Florestal, mesmo junto ao Ribeiro. Esta mancha faz parte de uma área maior, contendo eucaliptal, cuja reconversão este ano se inicia. A parcela foi das poucas áreas de antigas leiras agrícolas que não ficou severamente invadida de mimosas, pelo contrário, após o abandono das terras (onde, diz a tradição, se cultivava o linho, por isso esta zona se chama “Chão do Linho”), o carvalhal implantou-se, com um sub-bosque de loureiros e gilbardeiras. Também o facto de aqui não terem sido plantados eucaliptos ajudou a que estes carvalhos não tivessem sofrido muito com o incêndio de 2005, não tendo, em geral, perdido as suas partes aéreas. Por isso, esta é uma das poucas áreas do Cabeço Santo com carvalhos grandes, isto é, com algumas décadas, e onde apenas é necessário fazer alguns trabalhos de gestão. Estes consistem sobretudo no desbaste de algumas árvores mais fracas, a fim de dar mais espaço às mais fortes, e também o corte de algumas mimosas cujas partes aéreas conflituam com as dos carvalhos. Claro, à volta da mancha, as mimosas, bem como os eucaliptos, abundam, mas esses ficarão para outra fase. Este foi o trabalho dos voluntários durante a manhã: cortar, desramar e arrumar a lenha e a ramada das árvores cortadas. Mas claro, como sempre, houve espaço para observar e admirar. Desta vez, o que chamou mais a atenção foi um grande ninho num carvalho. Um voluntário consultou entretanto um especialista, que se inclinou para que fosse de garça. A observação de garças nesta zona não é um facto desconhecido, mas que nidificassem, já é mais surpreendente!

Um gnomo? Um elfo?

Um gnomo? Um elfo?

Momento para contemplar

Momento para contemplar

Um ninho de garça?

Um ninho de garça?

Desbaste de uma árvore

Desbaste de uma árvore

Perspectiva ribeirinha

Perspectiva ribeirinha

Pausa para o chá

Pausa para o chá

Manhã avançada, trabalho avançado

Manhã avançada, trabalho avançado

À tarde, a equipa deslocou-se até à mancha de carvalhal do Cambedo, cerca de 1,5 km a montante, para continuar os trabalhos da última jornada, em Janeiro. Aqui já dava gosto passear por entre as árvores cuidadas um mês antes, agora libertas das companhias indesejáveis. Mas claro, ainda havia muitas mimosas para cortar, muito silvado para triturar, muitas árvores para cuidar. E também ainda havia espaço para plantar mais algumas, por isso, os trabalhos começaram exactamente por aí: pela plantação de uma dúzia de medronheiros na parte mais exposta do terreno e ainda com poucas árvores. Depois os trabalhos continuaram com animação, só perturbados pelo ruído das máquinas de dois tempos, a motoroçadora e a motosserra, mas que constituem uma ajuda imprescindível.

De novo no Cambedo

De novo no Cambedo

Medronheiro pronto a plantar

Medronheiro pronto a plantar

Plantando um medronheiro

Plantando um medronheiro

Plantando outro medronheiro

Plantando outro medronheiro

De volta às mimosas

De volta às mimosas

Entre carvalhos e mimosas

Entre carvalhos e mimosas

Já passava das 6 da tarde quando tivemos de terminar, e isso foi só porque os voluntários do Movimento Terra Queimada, que mais uma vez vieram de longe para participar nesta acção, tinham que ir embora para no dia seguinte participarem numa iniciativa “irmã” na Serra da Freita! Só podia ter sido mais uma fantástica jornada, desta vez com reportagem fotográfica da Teresa Markowsky!

Foto de despedida invulgar

Foto de despedida invulgar

O Inverno está quase a acabar! As últimas duas jornadas voluntárias, a 7 e 14 de Março, são essenciais para acabar de “preparar” esta paisagem para o grande momento do ano, o mais mágico, o mais fascinante, o mais deslumbrante: a chegada da Primavera!

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