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Incêndio de 28 de Abril: balanço (quase) final

Quase dois meses depois, é tempo de fazer um balanço das consequências do incêndio de 28 de Abril e olhar para uma série de eventos que dele resultaram.

Em primeiro lugar é devido um agradecimento a todos aqueles que de alguma forma quiseram manifestar o seu apoio, por palavras ou acções: quem comentou no artigo então escrito, quem telefonou, quem escreveu mensagens, quem disponibilizou recursos.

Um dos aspectos singulares que marcou este incêndio foi a particular atenção mediática que lhe foi concedida, por certo também relacionada com o facto de ele ter ocorrido num momento invulgar do ano. No próprio dia aconteceram as coberturas da SIC (http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2017-04-28-Rajadas-de-vento-dificultaram-combate-as-chamas-em-Agueda) e da TVI (http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/fogo-florestal/bombeiros-dao-como-dominado-incendio-em-agueda). Da primeira há a destacar a curiosa referência ao corredor ecológico que o Projecto Cabeço Santo está a criar ao longo do ribeiro, e que assim ganhou uma inesperada exposição. Ainda do dia do incêndio há esta peculiar reportagem (http://portocanal.sapo.pt/noticia/120927/), onde há a destacar dois aspectos: o suposto anúncio de que este ano muito iria arder nesta região, também afirmado por um algo anedótico escrito no Facebook, e o lapso do Vereador Jorge Almeida, por certo mal informado quanto à extensão dos danos causados ao projecto. O primeiro aspecto parece ter sido assumido pelas pessoas da freguesia como uma ameaça real, com risco de se materializar onde ainda não ardeu em 2013, 2016 e 2017. Quanto às razões para uma tal ameaça, ninguém as parece conhecer. [Hoje mesmo, 18 de Junho, quando todas as atenções estão voltadas para a tragédia de Pedrógão Grande, novo acendimento nocturno se produziu em Belazaima, felizmente sem grandes consequências].

Também referência a um artigo saído no jornal Público (https://www.publico.pt/2017/05/02/local/noticia/incendio-de-agueda-afectou-significativamente-projecto-do-cabeco-santo-1770740), segundo uma notícia veiculada pela Agência Lusa, e com claras incorrecções, concretamente no que toca aos motivos para não se terem realizado as limpezas de material combustível. Poucas horas depois de ter saído a notícia propus uma correcção da mesma, apresentando-me como responsável pelo projecto e deixando um contacto telefónico. Mas nada, o Público preferiu ignorar e desinformar os seus leitores. De passagem, o entrevistado visado e presidente da Direcção do Núcleo Regional de Aveiro garantiu-me que não disse aquilo e que o jornalista foi tendencioso… E se assim foi, mais do que tendencioso: deturpador!

Ainda no que toca a reflexos mediáticos do incêndio, há a destacar a reportagem especial realizada pela SIC, já em jeito de reflexão (http://sicnoticias.sapo.pt/programas/reportagemespecial/2017-06-12-A-prova-de-fogo-1).

Entre as ofertas de apoio mais explícitas há que referir as dos grupos congéneres Movimento Gaio e Associação Montis, mas particularmente esta última e do seu responsável, Henrique Pereira dos Santos, de cuja pena saíu o artigo http://montisacn.blogspot.pt/2017/05/aprender-em-conjunto.html. Embora sabendo bem que o uso de fogo controlado é sempre uma opção discutível (ver por exemplo http://blogueiros.axena.org/2013/09/06/incendios/) uma perspectiva a posteriori dos acontecimentos de Belazaima leva-nos de facto a concluir que, se não integralmente, pelo menos um fogo controlado parcial teria sido uma opção sensata.

Também em resultado das manifestações de apoio recebidas, os dois colaboradores da Montis estiveram um dia inteiro no Cabeço Santo realizando trabalhos de engenharia natural de contenção da erosão numa área ribeirinha muito declivosa da mata da Altri Florestal. Aproveitamos para a agradecer à Montis esta contribuição! As fotos desse dia, 31 de Maio, são da Sara.

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Perspectiva da área sob intervenção

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Aqui, onde o fogo foi detido, cortaram-se árvores queimadas e usaram-se os ramos para criar barreiras contra a erosão

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Ao longo da encosta, havia varas de eucaliptos, que tinham sido recentemente cortados, e que foram usadas para as barreiras anti-erosão

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Outra perspectiva

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Barreira de pedras em saco de nylon

Quanto às consequências para as árvores e arbustos plantados este ano, criou-se inicialmente uma certa expectativa quanto à possibilidade de muitos deles rebentarem. No entanto pode-se já afirmar que não foi assim: a grande maioria não rebentou e terão de ser replantados na próxima época, aproveitando os mesmos locais e a fertilização e mobilização do solo já realizadas. De facto, ainda antes da plantação, e usufruindo do facto de se esperar uma grande produção de bolota de carvalho-roble este ano, deverão realizar-se sementeiras ao longo dos mais de 12 ha que estarão disponíveis para se iniciar ou retomar a recuperação a partir deste ano.

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Perspectiva do Vale de Barrocas, já “manchado” de verde

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Uma das pouquíssimas excepções: um carvalho plantado este ano em rebentação

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Os carvalhos estabelecidos, encontram-se, em geral, a rebentar em força

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Um tubo deformado, e lá dentro…

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… um carvalho a rebentar!

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Pequeno carvalho a rebentar

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Os carvalhos que existiam no coração do vale perderam completamente a parte aérea. Mas já têm um palmo de rebentação na sua base.

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As partes aéreas queimadas já começaram a ser cortadas

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As árvores plantadas há alguns anos que ainda tinham tubos de protecção estão a ter dificuldade em rebentar: uma lição!

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Alerta! Vêm aí as mimosas! Mais um trabalho para daqui a umas semanas: arrancar mimosas de origem seminal.

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Os eucaliptos das Costas do Rio / Pé Torto, serão agora cortados. São mais 7,5 ha a juntar à área de intervenção!

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O estado da zona ribeirinha é assustador… Mas, uma coisa de cada vez.

Entretanto, a jornada prevista para 17 de Junho, a última da Primavera de 2017, foi adiada por previsão de temperaturas elevadas, que tornam qualquer trabalho de campo durante o dia extremamente desgastante. Adiou-se para o Sábado seguinte, tornando-se assim a primeira jornada de Verão. No calendário, claro, porque no terreno já é Verão há muito tempo. O anúncio das Jornadas Voluntárias de Verão virá já a seguir. Oxalá seja mais sereno que a Primavera que o precedeu…

Paulo Domingues

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Mini-CTC sobre Invasoras

É já no próximo fim de semana: o Projecto Cabeço Santo, em colaboração com o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra (CEF/UC) e a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC/IPC), organizam um “mini” Campo de Trabalho Científico sobre controlo de plantas invasoras (mini-CTC) no Cabeço Santo. Realiza-se de Sábado, 29 de Abril a Segunda, 1 de Maio.

Este mini-CTC é herdeiro de uma experiência de mais de 10 anos do CEF/UC e da ESAC/IPC na organização de campos de trabalho voluntário, com duração de uma semana, que visam promover a sensibilização sobre invasões biológicas entre estudantes universitários e profissionais, nomeadamente através de acções de formação e controlo de plantas invasoras em áreas com interesse para a conservação. Este “mini-CTC” é uma versão mais reduzida dos CTC, contando com a contribuição de participantes em eventos anteriores. No entanto, no Domingo o CTC abre-se a outros participantes, quer sejam voluntários que normalmente participam nas jornadas voluntárias do projecto, quer outras pessoas que se interessem pelo tema e pelo projecto. O acolhimento a estes participantes está previsto para as 9:00 horas, prolongando-se os trabalhos até às 18 horas, com almoço servido no campo.

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Mimosas no Ribeiro de Belazaima, uma das áreas alvo de intervenção deste CTC

No Sábado à noite teremos ainda uma tertúlia pública com uma apresentação do projecto para os presentes (participantes no CTC e cidadãos em geral) e com uma apresentação do tema das invasoras por quem mais sabe sobre o assunto: uma das responsáveis pelo grupo das invasoras da Universidade de Coimbra. Este evento realiza-se pelas 21:30 horas na sede da Junta de Freguesia em Belazaima do Chão.

Espera-se, naturalmente, que este evento contribua para melhorar a nossa capacidade de intervenção no que ao infindável trabalho de controlo das espécies invasoras do Cabeço Santo diz respeito, e para aumentar a dinâmica do trabalho voluntário mais regular nesta área, agora que a época de plantação de árvores acabou.

Paulo Domingues

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3ª Jornada de Outono

A 3º Jornada de Outono inaugurou a nova época de plantação de árvores de 2016/17, ainda antes da data habitualmente tomada como referência para esta acção, o Dia da Floresta Autóctone, assinalado a 23 de Novembro. Mas não muito, apenas alguns dias! E justifica-se pois este ano temos uma grande área para plantar e um número de árvores, que vai ser um enorme desafio!

A equipa voluntária que se apresentou para este dia pareceu estar à altura do desafio, pois eram 16 os voluntários, das mais diversas proveniências. Dado o número elevado de pessoas, decidiu-se começar por uma parcela bem perto de Belazaima, a Benfeita. Esta parcela faz parte de um conjunto de propriedades da Junta de Freguesia local disponibilizadas à Quinta das Tílias por arrendamento, e que, por via do protocolo desta com o Projecto, será trabalhada para fins de conservação. Desta parcela faz parte uma “testada” das terras agrícolas ribeirinhas (da Benfeita) que já tem uma interessante mancha de carvalhos e sobreiros adultos e que importa agora conservar e aumentar. De referir que, com a entrada desta parcela na área de intervenção do Projecto, este passa a intervir num “corredor ecológico” ribeirinho de cerca de 4 km ao longo das margens do ribeiro, quase sem interrupção na margem direita, embora bastante incompleto na margem esquerda.

Também se começou por esta parcela por ela oferecer várias oportunidades de intervenção para além da plantação de árvores: o corte da rebentação de eucalipto e o corte de uma densa mancha de Acacia melanoxylon que existe numa pequena área do terreno. Assim se distribuiu de maneira mais eficiente a mão-de-obra presente, aproveitando de forma optimizada as ferramentas disponíveis.

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De primeiro para terceiro plano: rebentação de eucalipto já cortada, voluntário em acção e mancha de Acacia melanoxylon

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Pequena formação sobre plantação de árvores

Depois de uma pequena “formação” sobre plantação de árvores, os trabalhos iniciaram-se junto ao tanque de rega da Benfeita, avançando ao longo da inclinada língua de terreno para sul. Uma equipa ia cortando a rebentação de eucalipto enquanto outra ia plantando sobreiros e medronheiros. Dado que aqui a plantação de eucalipto era já antiga e não muito intensiva, já havia por quase todo o terreno muitas plantas de sobreiro, carvalho-roble e pinheiro, que agora serão recuperadas e protegidas. A principal dificuldade derivou do declive do terreno, por vezes bastante elevado, o que deu origem a algumas escorregadelas, felizmente sem consequências de maior para além de uma haste de óculos partida… Por outro lado as energias necessárias para transportar plantas, adubos e ferramentas foram cansando pernas e braços.

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Perspectiva do terreno a trabalhar. Em segundo plano os carvalhos e sobreiros da “testada”

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Trabalhos de corte de rebentação de eucalipto

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Trabalhos de plantação e corte da rebentação

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Trabalhos de plantação em curso

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Tabuleiro de medronheiros

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Corte de rebentação

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O terreno inclinado constituía uma dificuldade significativa

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Plantas e adubos. Como adubo usou-se um granulado orgânico, um fosfato natural e um correctivo de acidez.

Pelo meio dia já se tinha dado um bom avanço e a paisagem vista lá de cima também era animadora, embora as cores mais “outonais” que daí se observavam fossem de facto de espécies exóticas, em particular os carvalhos-americanos, plantados com alguma frequência em antigas terras agrícolas.

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Merecido almoço

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Vista sobre a aldeia

À tarde os trabalhos continuaram de imediato e sem sesta pois que as tardes agora são curtas. De referir que estiveram presentes duas “madrinhas” de árvores, ou seja, pessoas que apadrinharam árvores dando uma contribuição de 2 € por árvore, e ainda vieram ajudar a plantá-las! Vamos precisar de mais padrinhos/madrinhas assim!

O tempo ajudou imenso, pois que esteve um dia nublado e quando a anunciada chuva começou a cair, o dia estava já a terminar, iniciando-se de imediato uma conveniente rega pois, como se teve oportunidade de constatar, em muitos locais plantados o solo estava seco, devido à dificuldade da água da chuva em penetrar superfícies de solo que se mostram por vezes bastante higrófobas, o que o declive acentua. Mas agora, com as “caldeirinhas” que se fizeram em cada árvore plantada, e com a fertilização orgânica, por certo que a água não terá dificuldade em entrar na terra e vivificá-la.

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Trabalho realizado, pelo final do dia

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Os voluntários deste dia

Mais de 150 árvores foram plantadas e a foto de encerramento foi tirada na base de operações já era noite bem escura e… à chuva.

Tinha sido um excelente arranque da época de plantação. De futuro contamos ter o terreno de plantação já trabalhado com ajuda de maquinaria florestal, a fim de podermos plantar muito mais árvores por jornada. Até dia 3 de Dezembro! E obrigado a todos os voluntários! As fotos são da voluntária Odete, e no Facebook há mais!

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2º Jornada de Outono

Já era esperado: depois de todos os afazeres e emoções da Conferência dos 10 anos, as atenções voltam-se de novo para o terreno, e com dinâmica redobrada, como também se previa. À jornada de 5 de Novembro compareceram 10 voluntários, desafiando as previsões de chuva que se apresentavam para a manhã desse dia. Mas, constatando as nuvens lá de cima tanta determinação, ofereceram-se para colaborar: só uns pingos muito leves caíram já a manhã ia adiantada. Ainda assim, e como tinha chovido de noite, o principal trabalho que tínhamos planeado – corte de rebentação de eucalipto – não se podia fazer logo de manhã, pois a ramada ainda estava muito molhada.

Deste modo, decidiu-se subir o cabeço até à mancha de acácia-de-espigas do vale nº 3 para aí se fazer trabalho de mão e de tesourão no arranque e corte de plantas dessa espécie invasora. Com o solo já bem regado, o arranque fazia-se com mais facilidade do que no Verão, e uma brisa fresca e húmida fazia jus à Estação, ajudando também a manter a dinâmica do trabalho.

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Corte e arranque de acácia-de-espigas no vale nº 3

Finalmente o sol conseguiu espreitar através das densas nuvens, ajudando a secar algumas luvas e roupas que entretanto se foram molhando. O almoço fez-se por ali mesmo, e só não incluiu medronhos porque este ano ao produção é pequena e os frutos ainda estão verdes. No entanto a floração já se iniciou, o que faz deste arbusto, a espécie nativa dominante nestas zonas de solo esquelético, um encanto para os olhos.

Depois do almoço esperava-se que a rebentação de eucalipto já estivesse seca, pelo que se desceu de novo cá abaixo. O trabalho iniciou-se mesmo a jusante dos portões da mata da Altri Florestal e decorreu no corredor ecológico ribeirinho a norte do ribeiro, a área plantada no Inverno passado. Embora a maior parte da rebentação original destas toiças tivesse sido pulverizada com herbicida ainda em 2015, a eficácia desta operação foi limitada, e agora, depois de aí haver árvores plantadas, essa solução não se pode colocar de novo, pelo que há que remover a rebentação manualmente. É sobretudo um trabalho com pequenos machados e muita paciência. A animar a equipa estavam as árvores plantadas este ano, que em geral se encontravam com muito bom aspecto (ou não tivessem sido bem cuidadas ao longo do Verão!).

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Já no sopé da montanha, cortando rebentação de eucalipto

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É quase um trabalho de corpo inteiro: mãos, pés e ferramentas

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A equipa avança em bloco. Para trás o trabalho realizado

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Elemento não contabilizado, guardando, inspeccionando e vigiando

Os trabalhos decorreram com grande dinâmica, e a tarde até pareceu maior do que que se tornou depois da última mudança da hora: percorreram-se várias centenas de metros do corredor ribeirinho e quase se chegava ao Vale de São Francisco já na aldeia do Feridouro! E ainda houve tempo para observação de cogumelos e outras coisas inesperadas (pelo menos para alguns dos voluntários).

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Murta em frutificação

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Cogumelo A

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Cogumelo B

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Cogumelo C

Tinha sido um dia muito produtivo, para grande satisfação dos voluntários, embora alguns reflectissem o esforço de braços que o trabalho exigiu. Nada que um bom Domingo de repouso não permita recuperar!

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A equipa deste dia. Mas a hora apresentada é enganadora: os trabalhos prolongar-se-iam até às 17:30h

Obrigado a todos os voluntários, incluindo os fotógrafos (vários)! Como é habitual, na página do Projecto no Facebook a reportagem fotográfica é mais completa.

Na jornada de 19 apontamos para começar a época de plantação de árvores! Mas também haverá muitos rebentos de eucalipto para cortar, o que se poderá ir fazendo em simultâneo com a plantação. Só precisamos de ter muitas mãos generosas, mais ou menos como nesta segunda jornada de Outono! Aqui fica o convite!

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1ª Jornada de Outono

Com algum atraso motivado pela intensa semana de preparação da Conferência comemorativa dos 10 anos do projecto, aqui fica, mesmo assim, uma pequena reportagem da primeira jornada de Outono, realizada no dia 8 de Outubro.

A manhã foi passada numa pequena várzea na zona da Chousa, onde já tínhamos estado numa jornada anterior, e o que havia a fazer também não era diferente: arrancar as muitas mimosas que germinaram depois da mobilização de solo que aqui se efectuou. Mas desta vez descobriu-se algo novo: que nos locais onde já tinham sido arrancadas mimosas, novas plantas se encontravam a germinar, talvez por acção da pequena perturbação de solo que o arranque originou, e ajudadas pelas primeiras chuvas depois do Verão. Preocupante era a densidade destas novas mimosas, agora com apenas alguns milímetros de altura, em geral demasiado pequenas para serem arrancadas e que uma operação de sacha fazia mais facilmente. Mas não tínhamos ferramentas de sacha… e por acção desta sacha não se poria outra geração de sementes a germinar?! Felizmente trata-se de uma parcela pequena. Mas imaginem se fosse grande!

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Voluntários em acção e mimosas alvo, em primeiro plano

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Outra perspectiva dos trabalhos

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Germinação de mimosa

A equipa continou a arrancar mimosas grandes (10-30 cm de altura), e, já pelo final da manhã, foi fazer uma inspecção à parcela do outro lado do ribeiro. Esta também tinha muitas mimosas grandes mas não foi sujeita a mobilização de solo. Observou-se que também havia muitas mimosas novas a surgir, mas não tantas como no terreno mobilizado.

Depois de um almoço com o conforto a que nos temos habituado nos últimos tempos, a tarde passou-se também junto ao Ribeiro, mas já na mata da Altri Florestal, na área de confluência dos vales nºs 3, 4 e 5. Antes disso, contudo, passou-se pelo apiário do Cabeço Santo, onde se observou a presença da nova ameaça às colmeias e às abelhas, a vespa asiática, aliás mais uma espécie invasora.

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Vespa asiática ameaçando uma colmeia do Cabeço Santo

Quanto à área ribeirinha, esta foi a primeira a ser intervencionada, ainda em 2008, quando estava muito invadida por mimosas e eucaliptos de origem seminal. Toda essa vegetação foi cortada, a respectiva rebentação pulverizada com herbicida algumas semanas mais tarde e depois plantada, embora, como se tratava de uma área de produção antiga e sendo o terreno rochoso e escarpado em alguns locais, também se encontrava alguma vegetação nativa arbustiva e mesmo arbórea, em particular carvalhos, medronheiros e dois ou três adernos que não chegaram a arder em 2005. Com o tempo e como a área não foi muito acompanhada, as mimosas foram aparecendo de novo, quase parecendo ao longe que se tinha transformado de novo num mimosal. Visto de perto, contudo, só aqui e ali, as mimosas recompuseram manchas densas. Na maior parte da área convivem com a vegetação nativa, original ou introduzida.

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Voluntária descascando mimosas

Numa abordagem de prioridade à operação de descasque (que é mais eficaz do que o corte com pincelamento com herbicida), embora mais demorada, a equipa passou a tarde toda a descascar mimosas, só tendo reservado alguns minutos no final para uma pequena visita exploratória. O trabalho não foi difícil, mas claro, as mimosas eram muitas pelo que, mesmo com uma equipa de cinco concentrados voluntários, o avanço foi modesto, entre os vales nºs 3 e 4. Só ficaram por descascar as mais pequenas, que serão abordadas numa ronda futura, quando já tiverem um diâmetro apropriado. Assim se espera prosseguir lenta, mas seguramente, para uma paisagem com menos mimosas.

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Resultado de uma tarde de trabalho

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Voluntários deste dia

Obrigado aos voluntários, um deles estreante, e (agora que a Conferência de aniversário já passou!) até à próxima jornada de 5 de Novembro!

Paulo Domingues

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Última jornada de Verão

A última jornada do Verão de 2016 e 2ª comemorativa dos 10 anos do projecto decorreu ontem com a presença de 6 determinados voluntários, 3 deles “caloiros”. Como por aqui os estreantes têm um acolhimento atencioso, preparámos um dia dividido em 3 trabalhos diferentes em 3 locais também diferentes, permitindo dar aos novos uma perspectiva o mais abrangente possível dos horizontes do projecto.

O primeiro trabalho foi de “partir pedra”, numa área onde se desenvolve a primeira intervenção. O local foi a zona das Costas do Rio, a caminho da curva apertada do ribeiro conhecida por “pé torto”. Na margem direita, no terreno da Altri florestal, a intervenção já se tinha iniciado em 2008 numa estreita faixa ribeirinha, mas na margem esquerda o acesso ao terreno só foi possível a partir de 2012, quando as mimosas que densamente ocupavam a margem já estavam bastante crescidas. Nestas condições, a opção considerada mais viável, também tendo em conta o elevado declive da margem em alguns locais, foi o descasque das árvores. Como esta margem tem 1 km de extensão, é talvez trabalho para vários anos, tendo tido o seu início no ano passado.

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Novo voluntário já perfeitamente à vontade na sua missão

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Algumas mimosas eram bastante grossas, mas mesmo uma jovem voluntária não se deixou intimidar

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Os declives elevados foram uma das principais dificuldades. Mas ninguém caíu, felizmente

Foi necessário usar a motoroçadora em alguns sítios para triturar o silvado e facilitar o acesso à árvores. Depois, mãos à obra: equipados com navalhas, facas e uma pequena serra de mão, os voluntários dedicaram-se ao descasque. Inicialmente, não pareceu fácil, com árvores já tão grandes e de casca tão grossa, e com declives frequentemente tão elevados. Para piorar as coisas, havia também muita lenha antiga no chão em alguns locais. Mas viu-se logo que os voluntários deste dia não eram de desanimar à primeira dificuldade e o trabalho prosseguiu até quase às 12 horas, quando se parou para uns merecidos figos do Feridouro.

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Vista da margem direita, onde se podem admirar estes bonitos carvalhos

Mas a agenda da manhã ainda incluía a 2ª acção do dia e esta era a jusante do Feridouro: numa pequena várzea da zona da Chousa, que tinha sido alvo de uma mobilização de solo para facilitar a plantação e a gestão da vegetação, as mimosas germinaram em grandes quantidades e era necessário arrancá-las antes que fosse tarde de mais. Claro, a razão para esta germinação massiva estava na anterior ocupação deste espaço por uma densa mata de mimosas crescidas, que deixaram este solo com um volumoso banco de sementes. A área já tinha sido plantada no último Inverno, quando ainda não havia sinal das mimosas (nem das abundantes plantas herbáceas de caule vermelho que na Primavera haveriam de surgir e que agora ainda davam uma tonalidade avermelhada ao local). Durante mais de uma hora arrancaram-se mimosas, e a surpresa foi que elas afinal eram muito mais abundantes do que parecia à primeira vista. Já o relógio se encaminhava para as 13:30h e parecia que as mimosas nunca mais acabavam (ou até que voltavam a surgir logo umas novas assim que se arrancavam as anteriores!).

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Densa cobertura de mimosas germinadas

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Voluntários em acção, num ambiente de tonalidade avermelhada

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Carvalho plantado no Inverno passado

Finalmente, a fome falou mais alto: mais uma vez, a sombra da tangerineira do Jorge Morais, juntamente com o crepitar das águas da nascente do Vale de Barrocas, foram o ambiente perfeito para um merecido almoço. Seguiu-se, é claro, o relaxamento integral sob a copa dos carvalhos do Cortinhal, o que deixou os voluntários bem preparados para o desafio seguinte.

A 3ª acção do dia decorreu numa zona média-alta do vale nº 3, em torno da cota dos 300 metros, na mata da Altri florestal. Aqui já no passado se tinham arrancado e cortado acácias-de-espigas, e na zona mais fértil, em torno do vale, se tinham mesmo plantado árvores. Mais longe do vale, já numa área de solo marginal, existia uma mancha de medronhal que sobreviveu a décadas de exploração florestal e que agora se recupera, ainda que também aqui as acácias-de-espigas compitam agressivamente com os medronheiros. Ora, num “momento” de desatenção, novas plantas de acácias-de-espigas aqui surgiram e se desenvolveram rapidamente, acabando por dominar a paisagem local. Deste modo, foi necessária uma intervenção de uma equipa de sapadores, que cortou esses arbustos no último Inverno, deixando, muito material lenhoso no chão. O que se veio aqui fazer agora foi acompanhar as rebentações indesejadas das plantas de acácia-de-espigas, cortando-as com tesourões, arrancar plantas de origem seminal, e também iniciar um trabalho de arrumação da ramada, que, em certos locais é um obstáculo à progressão no terreno.

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Na subida para o vale nº 3 observou-se um Laetiporus sulphureus num toco de eucalipto.

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Aqui os voluntários cortaram e arrancaram plantas de acácia-de-espigas

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Nalguns locais a ramada seca era tanta que não se conseguia progredir: terá de ser “arrumada”.

Mais a montante, já numa área rochosa, são visíveis os efeitos da seca estival deste ano, com muitas plantas de acácias-de-espigas secas. Deste ponto de vista, o Verão quente e seco “fez um bom trabalho”, mas ainda deixou imenso para voluntários e não voluntários!

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As plantas secas são acácias-de-espigas que não sobreviveram à seca estival. Mas ainda sobraram muitas!

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A mancha da zona mais rochosa ainda chegou a ser abordada, mas só para fazer o gosto ao dedo…

Lamentavelmente, constatou-se mais um trilho abusivamente aberto pelas hordas de motards que frequentam a região. Sem palavras.

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Trilho “selvagem” (no pior dos sentidos)

Depois de uma semana em que as chuvas voltaram, já com algumas dezenas de litros por metro quadrado, anunciando o fim do Verão e fazendo florescer as primeiras flores Outonais, encerram-se também as jornadas voluntárias de Verão de 2016. Mas as celebrações do 10º aniversário do projecto vão continuar, com as primeiras jornadas de Outono e a grande Conferência comemorativa a realizar no dia 15 de Outubro! Mas, falando de aniversários, não é demais lembrar que hoje mesmo, 18 de Setembro, passam 11 anos sobre o grande incêndio que deixou o Cabeço Santo (e muito mais) em cinzas.

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Voluntários satisfeitos, ao se concluírem os trabalhos

Adeus ao Verão e um grande obrigado a todos os voluntários!

Paulo Domingues

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A primeira jornada de Verão

Eis que, depois de um pequeno problema técnico, a reportagem da última jornada voluntária e primeira do Verão só agora chega a público.

Apenas três voluntários se apresentaram disponíveis, um pequeno número para as necessidades do dia, mas afinal, compreensível: num dia com máximas previstas a superarem os 30ºC, não deixa de ser necessária uma pequena dose de “loucura” para dedicar um dia a cortar rebentos de eucalipto… Porque era esse o principal trabalho previsto para este dia: voltar a uma área com cerca de 3 ha em torno do vale de Barrocas e das suas 3 nascentes para, com a força da persistência, “convencer” as toiças de eucalipto aí presentes a “desistir” e deixarem-nos o espaço livre para lá colocar outras espécies.

Mas acabámos por iniciar os trabalhos numa extremidade de um outro terreno, na Benfeita, ainda junto a Belazaima, onde também era necessário fazer o mesmo trabalho. E aí andámos até às 10:30h, quando rumámos ao vale de Barrocas. As ferramentas para este trabalho são simples, mas exigem cuidado e atenção: mãos e machadas de cabo curto.

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Nos rebentos de eucalipto, com Belazaima à vista (Benfeita)

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Esta área já não era muito intensamente explorada para cultivo devido ao carácter rochoso do solo

A área a trabalhar na zona do Vale de Barrocas era abaixo do antigo caminho de acesso a Belazaima-a-Velha, e iniciava-se num pequeno vale secundário. A pequena equipa foi progredindo em faixas mais ou menos paralelas, para não se colocar muito esforço a subir e a descer a encosta. Mas, apesar de se tratar de uma encosta voltada a norte/nordeste, o sol do meio dia foi produzindo os seus efeitos, e pelas 12 horas já era necessário compensar com abundância a água que ia encharcando as t-shirts através de todos os poros da pele. Para o relator destas linhas, que se encontrava mais longe dos garrafões de abastecimento, tornou-se a dada altura irresistível uma ida a uma das nascentes do Vale de Barrocas, não obstante algumas dificuldades para lá chegar, devido aos fetos e às silvas. Mas, uma vez lá, e com a sede no seu pico, foi quase um vislumbre do paraíso observar aquela água que brotava abundante directamente da rocha de xisto, no fundo de um barranco sombrio. E bebê-la, claro, apanhada com as mãos, e depois de generosamente bebida, derramá-la sobre o peito e as costas, sentindo um repentino revigoramento para concluir afinal que, por essa bendita água, não seria afinal tão “louco” o esforço de tão trabalhosa e suadamente se submeterem as toiças de eucalipto daquela maneira…

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Nesta zona do Vale de Barrocas os fetos parecem “medir forças” com os eucaliptos!

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Perspectiva do vale do ribeiro, com a área recentemente plantada visível do outro lado e a área hoje trabalhada em primeiro plano

Mas, havia que regressar de encontro aos companheiros, e ao “paraíso”, não do presente, mas do futuro, ou uma pequena amostra dele. A manhã aproveitou-se até bem depois das 13 horas, porque a seguir ao almoço, devido ao calor que se fazia sentir, não continuaríamos nos eucaliptos. Depois de uma merecida e estendida sesta, abrimos uma nova frente de avanço nas mimosas da área ribeirinha das Costas do Rio, zona também conhecida por Pé Torto, devido à curva apertada que o ribeiro aqui faz. Trabalhámos na margem esquerda, onde ainda quase não houve intervenção, ao contrário da direita, uma das primeiras áreas ribeirinhas onde se interveio na mata da Altri Florestal, em 2008. O tamanho e a densidade destas mimosas aconselha uma operação de descasque, trabalho que tinha a vantagem de se fazer à sombra, prescindindo até das t-shirts, que, mesmo à sombra, apresentavam o incómodo de rapidamente ficarem suadas. As águas do ribeiro, logo ali bem próximas, convidavam a um banho de pés, e só não um mergulho por serem demasiado baixas. Esta é uma zona onde o ribeiro corre com frequência “encaixado” por escarpas de xisto, paisagisticamente promissora mas onde as mimosas, e também os eucaliptos, ainda prometem longos anos de trabalho até se tornar de novo “paisagisticamente interessante”!

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Perspectiva do ribeiro já com as mimosas descascadas na margem esquerda

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As águas do ribeiro

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Um pouco a jusante, dois carvalhos da margem direita debruçam-se sobre o ribeiro: estão já na mata da Altri Florestal numa das primeiras áreas ribeirinhas onde o projecto interveio em 2008

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Um selvagem?! Não, um voluntário!

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Admirando o trabalho realizado, já pelo final de tarde

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Um rocha do ribeiro

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Um detalhe geológico

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A pequena equipa, no final do dia

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Um olhar sobre a pequena aldeia do Feridouro, já no caminho de regresso a casa

E assim se fez o resto da tarde. No próximo dia 23 os trabalhos continuam e gostaríamos de contar com mais voluntários, pois depois só voltaremos aos trabalhos na grande Jornada do 10º aniversário do projecto, no início de Setembro!

Um conjunto mais alargado de fotos desta jornada estará disponível na página do projecto no Facebook.

Até já!

Paulo Domingues

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