Posts tagged regas

2ª Jornada de Verão

A segunda jornada voluntária de Verão, e última antes das “férias voluntárias”, decorreu no dia 15 de Julho e foi dedicada à rega das árvores e arbustos plantados no último Inverno.

Com uma participação de 8 voluntários (9 de manhã), e a experiência adquirida a duras penas no ano passado, a equipa foi para o terreno devidamente equipada, com um depósito de mil litros na carrinha, uma mangueira de 50 metros com torneira na extremidade, vários regadores e uma moto-bomba a gasolina. Os trabalhos iniciaram-se na Benfeita e aí decorreram quase toda a manhã, em terreno difícil, tendo o mais fácil sido mesmo o enchimento do depósito, a partir do tanque de rega aí existente. As árvores lá se encontravam, em geral em bom estado, até mesmo algumas das que foram afectadas pelo incêndio de 28 de Abril!

DSC_1617

Trabalhos em curso na Benfeita

DSC_1621

O terreno acidentado e os obstáculos (neste caso ramada de eucalipto) foram as principais dificuldades a ultrapassar.

O dia estava quente, embora não excessivamente, mesmo assim, e dado o esforço da manhã, justificou-se plenamente um repouso um pouco mais alongado a seguir ao almoço, à sombra revigorante dos carvalhos do Cortinhal.

À tarde, os trabalhos continuaram a montante do Feridouro, no “corredor” ribeirinho, mas o calor ainda era bastante, o que desafiou a capacidade de resistência dos voluntários.

DSC_1625

Já a montante do Feridouro, uma árvore espontânea. Menos vulnerável do que as plantadas, por certo que também agradece a ajuda.

DSC_1631

Rega “directa”!

DSC_1632

Uma perspectiva do estado actual do “corredor” ribeirinho

Já a tarde ia avançada quando nos deslocámos até ao terreno do Vale de São Francisco para a parte final da rega. Primeiro os socalcos, do lado de baixo do caminho e finalmente acima dele, com a ajuda da moto-bomba. Este terreno, já se sabia, não era nada fácil e a rebentação de eucalipto remanescente contribui para o tornar ainda paisagisticamente difícil de apreciar. Mas as árvores plantadas lá estão, com algumas baixas, é certo, que as condições são duras, mas para as resistentes esta rega deve ter sido um bálsamo. Esperamos reencontrá-las de boa saúde no final do Verão!

DSC_1633

Um medronheiro, já no Vale de São Francisco

DSC_1638

Os últimos litros

DSC_1644

A equipa que fez todo o dia

Quando a jornada terminou já eram quase 19 horas. Tinha sido uma grande jornada e um esforço notável de todos os voluntários. Obrigado!

Os trabalhos voluntários voltam logo no início de Setembro. Mas até lá muito vai acontecer no Cabeço Santo! Boas férias!

Paulo Domingues

Comments (1) »

Jornada do 10º aniversário

E assim se completam 10 anos de trabalho no Cabeço Santo! A jornada foi invulgar, mas não no sentido que se esperava: esperavam-se algumas caras de participantes de há 10 anos mas eles andam já por caminhos distintos, e em vez deles tivemos dois voluntários estreantes; esperava-se voltar às áreas onde se realizaram os primeiros trabalhos, em vez disso andámos por áreas onde os trabalhos não têm mais de um ano… De facto os planos acabaram por ser determinados, uma vez mais, pelas características deste Verão – quente e seco – acentuados pela previsão para a próxima semana de mais um evento meteorológico extremo e pela falta de chuvas no horizonte previsível.

E assim foi que a segunda rega do ano se realizou. Depois da acidentada jornada de 23 de Julho, usámos toda a experiência adquirida para garantir que nesta tudo corresse sobre rodas: desde o depósito emprestado devidamente preso à caixa da carrinha, ao cómodo abastecimento num tanque particular do Feridouro (obrigado aos proprietários!), ao detalhe fundamental da torneira na extremidade da mangueira. Também se optou por começar a montante, junto aos portões da mata da Altri, avançando para jusante, o que funcionou muito bem.

Os cinco voluntários dividiram-se entre os regadores e o manuseamento da mangueira, e os trabalhos progrediram durante a manhã, animados pelo bom aspecto das árvores plantadas nessa primeira área. Junto ao ribeiro foram os freixos, alguns já com mais de um metro de altura, que suscitaram mais admiração. À medida que se progredia para jusante, o terreno ficava mais inclinado… e as temperaturas mais elevadas. Pelas 13 horas já se tinham distribuído os 1000 litros do depósito, e deu-se por concluída a rega a montante do Feridouro, só não se conseguindo regar uma dúzia de árvores.

DSC_0003

A rega iniciou-se a jusante dos portões da mata da Altri, entre as preciosas árvores plantadas e os rebentos de eucalipto sobreviventes

O almoço foi especial, graças aos 10 anos comemorados, e incluiu uma fracção bem significativa de produtos biológicos, e ainda um bolo caseiro, da autoria de uma voluntária de bastidores. O ambiente também foi especial, a casa do voluntário Jorge Morais, ou melhor, a sombra de uma tangerineira do jardim, ao som relaxante da água da nascente do Vale de Barrocas…

DSC_0006

O bolo comemorativo. Infelizmente só podemos partilhar o aspecto…

Mas claro, o dia estava quente e havia que tomar uma boa sesta. O local escolhido foi uma pequena mancha de grandes carvalhos que fica ali perto, entre as folhas secas e as copas verdes. Creio que todos se sentiram revigorados pela “energia” desse local, pelo que o regresso ao trabalho se fez sem demasiado esforço, apesar do calor. Cheio o depósito, recomeçou-se a jusante do Feridouro, no terreno lavrado em socalcos. Embora aqui se observassem mais baixas do que na primeira área, também havia árvores com muito bom aspecto. Nas margens do ribeiro ainda a mancha de mimosas, à espera de uma prometida intervenção…

DSC_0008

À tarde, os trabalhos recomeçaram nos socalcos

DSC_0009

Excelente medronheiro, num solo “terrível”!

DSC_0015

Vista para montante da área de trabalho

DSC_0017

Ao longo do ribeiro, ainda as mimosas; nas encostas em segundo plano o extenso eucaliptal, intensamente cortado este ano

Já a tarde se encaminhava para o fim, quando a equipa abraçou a última área, entre a Chousa e a represa. Na encosta da Chousa, muito inclinada e pedregosa, apesar de algumas baixas, os medronheiros e os sobreiros sobreviventes encontravam-se muito bem. Já eram quase 19 horas quando se chegou ao limite da área de intervenção, nas margens da represa. Felizmente a água do segundo depósito de 1000 litros chegou à justa para regar as últimas árvores, que por sinal se encontravam muito vistosas, apesar do estado anterior do terreno, densamente ocupado por mimosas e eucaliptos.

DSC_0018

Louva-a-Deus

DSC_0021

Por esquecimento do tripé de serviço, uma primeira foto dos participantes…

DSC_0024

… e a segunda, para que ninguém fique de fora

Tiraram-se poucas fotos neste dia de aniversário, pois que as mãos andaram intensamente ocupadas com a rega, mas não deixou por isso de ser um dia especial, onde se semeou determinação e confiança para o futuro do projecto. E tantos são os desafios, já para o próximo ano! Por isso se voltará ao terreno ainda antes do final do Verão, este Verão que tantos trabalhos e sobressaltos nos trouxe, mas que está prestes a chegar ao fim para dar lugar ao mais sereno Outono. Vamos continuar em ambiente de celebração até Outubro, pelo que quem não pôde vir a esta jornada ainda está a tempo de se juntar. Até dia 17! E obrigado aos voluntários desta jornada, apesar do privilégio que tiveram, mas que tantas energias lhes exigiu!

Paulo Domingues

Comments (2) »

Segunda Jornada de Verão

A jornada de 23 de Julho foi a segunda do Verão e, para os padrões da Estação, foi uma jornada participada: 5 voluntários. Na agenda estava uma acção motivada pelas duras condições que este Verão tem imposto, com temperaturas bem acima da média e ausência de chuva: regar as árvores plantadas no último Inverno, a fim de as ajudar a superar esta prova.

Uma rega de Verão das árvores plantadas era algo que nunca tínhamos feito e por isso a estrutura ainda não estava experimentada: tínhamos um depósito de 1000 litros na carrinha e uma bomba a gasolina para o encher a partir das águas da represa. A rega iria fazer-se com a ajuda de uma mangueira e de regadores de mão.

Saímos pelas 8:30h porque o dia se previa quente, e ainda era necessário encher o depósito, o que aconteceu sem surpresas. E a rega começou na extremidade da área de intervenção nas margens da própria represa no ribeiro de Belazaima. Tudo parecia estar a correr bem, mas, logo no primeiro avanço da carrinha tudo mudou: as ondas da água dentro do depósito, a falta de aderência deste à caixa da carrinha e uma pequena inclinação do caminho fizeram com que o depósito resvalasse para fora e, ainda cheio de água se atirasse como uma pedra gigante pela encosta abaixo até se deter, em poucos segundos, nas águas da represa. Pareceu de repente que os projectos de um dia se tinham afundado naquele momento com o depósito. Mas, no momento seguinte, reflectiu-se: o depósito tinha-se perdido, é certo, mas ninguém se magoou, nenhuma peça de equipamento se perdeu, nem mesmo a mangueira que continuava ligada ao depósito, lá em baixo nas águas. Um telefonema para a pessoa certa permitiu identificar um depósito que podia ser pedido emprestado. Rapidamente se foi buscar, e claro, cordas para o prender à caixa da carrinha. Apesar de alguns contratempos, pouco mais de uma hora depois já o segundo depósito se enchia numa poça do ribeiro, na Chousa.

DSC_0114

Enchimento do primeiro depósito

DSC_0119

Apesar das duras condições deste Verão, muitas árvores apresentavam boa vitalidade

DSC_0124

Depósito nas águas da represa, numa zona de acesso difícil. Prendeu-se com uma corda à margem para não “fugir”

DSC_0125

Perspectiva da encosta na zona de queda do depósito

Entretanto, com os meios que tinham, os voluntários tinham conseguido avançar três centenas de metros, indo buscar a água directamente à represa e ao ribeiro. Apesar de um segundo contratempo, que obrigou a despejar metade do depósito, pois pareceu demasiado perigoso subir um caminho inclinado com ele cheio, a manhã veio a concluir-se já junto às terras do Feridouro, com um almoço retemperante: a dinâmica do dia estava recuperada, embora as horas mais frescas da manhã não se tivessem podido aproveitar com a máxima eficiência.

DSC_0132

Esta encosta foi regada sem depósito de apoio

PCS 009

Pouco tempo depois, já se operava com um segundo depósito. Mas a água tinha que ser retirada por efeito de sifão.

À tarde, e depois de uma pequena sesta, os trabalhos recomeçaram ainda a jusante do Feridouro, e até pareceu que uma corrente fresca não confirmava as previsões de 34 ou 35 ºC para essa tarde. Para os trabalhos a montante do Feridouro, tivemos uma ajuda importante: a possibilidade de encher o depósito num tanque de rega (um obrigado aos proprietários!), o que era muito mais rápido e nem necessitava de bomba!

PCS 092_2

Depois das tensões da manhã, à tarde, a boa disposição imperava

PCS 0882

Vista geral dos trabalhos

Começámos então desde os portões da mata da Altri Florestal para jusante, cobrindo toda a faixa ribeirinha plantada este ano. Quando terminámos, depois de vários arranhões, algumas contusões, meia dúzia de picadas de vespa (divididas por apenas dois voluntários!…), entre três e quatro mil litros de água transferida e muito suor derramado, já passava das 20 horas e quase todas as árvores plantadas este ano tinham sido regadas. Tinham sido quase 12 de horas de muita determinação, algumas emoções fortes, e a sensação de missão cumprida! Um belo final de ano de trabalho voluntário antes de Agosto, o único mês do ano em que os trabalhos voluntários “encerram”, para férias. Mas ainda falta referir um elemento importante: pareceu que, até agora, as perdas de árvores não foram importantes, talvez apenas uns 10%, ou mesmo menos. E com esta rega estamos convictos de que ajudámos muitas a sobreviver à Estação mais dura do ano. Mas o balanço final só se fará com as primeiras chuvas.

PCS 065_2

Bonita perspectiva do ribeiro captada pelo Abel

PCS 111

Observação: por aí algum especialista em excrementos?

PCS 147

A finalização dos trabalhos

DSC_0161

A equipa pelo final do dia

Na página no Facebook serão publicadas ainda mais fotos, de Paulo Domingues e Abel Barreto.

E não esquecer: a primeira jornada depois de férias (3 de Setembro) será uma jornada especial: a jornada do 10º aniversário do projecto. E já que falamos em aniversário, cabe também informar que a Conferência a realizar em Águeda em Outubro, e inicialmente prevista para 8 de Outubro, passou para 15.

Desde o Verão do ano passado realizaram-se 17 jornadas (15 regulares, 2 extraordinárias), que envolveram 43 pessoas diferentes num total de 126 participações (excluindo visitas). Valeu a pena, não acham?! Boas férias!

Paulo Domingues

Comments (1) »