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Última jornada de Outono

A última jornada de Outono (e de 2017) foi participada por 18 voluntários, um nível de participação que se manteve consistentemente elevado ao longo do Outono.

O dia previa-se com alguma chuva, e com efeito a paisagem continua a ansiar por ela, mas a organização apostou na sua vinda apenas no Domingo, deixando o Sábado livre para os trabalhos! E assim foi: a equipa deslocou-se de manhã até à zona da Benfeita, ainda bem perto de Belazaima, onde semeou duas áreas declivosas. Numa delas as toiças de eucalipto tinham sido partidas e parcialmente arrancadas por uma máquina com enxó. Na outra o terreno era demasiado declivoso e isso não tinha sido possível, tendo-se optado aqui por pulverizar a rebentação com herbicida. Esta operação tinha decorrido há apenas algumas semanas e a rebentação dava agora sinais de secar.

Foi nesta área que se começou. O solo foi mobilizado no passado para a plantação dos eucaliptos, tendo desestabilizado bastante a sua frágil estrutura, o que ainda claramente se podia constatar, tantos anos depois. Apesar disso, e fruto da já não muito elevada densidade de eucaliptos aqui presentes, alguns carvalhos tinham conseguido romper aqui e ali, sendo um bom indicador da adequação da espécie ao local.

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Sementeira de bolota entre rebentos já meio murchos. Esta parcela também foi percorrida pelo incêndio de 28 de Abril passado

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Voluntária semeadora com todo o seu equipamento

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Aqui as toiças tinham sido arrancadas e partidas, mas não foi essa operação que mais afectou a estrutura deste solo

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Um fungo interessante numa toiça de eucalipto queimada

Já a manhã ia adiantada quando a equipa passou à área sem rebentos e aí continuou até à hora do almoço. Este decorreu na Quinta das Tílias, por razões de proximidade. Alguns voluntários tinham-se dedicado também ao corte de rebentação de eucalipto numa área ali perto.

À tarde, e para concluir “em beleza”, a equipa deslocou-se até ao Vale de Barrocas para iniciar trabalhos de reconversão numa parcela que há muito ansiávamos incluir na área de intervenção: a parcela que contém a pequena mancha de carvalhos grandes da margem esquerda do ribeiro que resistiu aos vários cataclismos que assolaram esta paisagem nas últimas décadas. A maior parte desses carvalhos cresceu nos últimos 50 anos sobre solos de pequeníssimas áreas agrícolas que os homens de antanho criaram ao longo de um vale que desce desde o Cabeço do Meio até ao Ribeiro. Este vale é só um pouco mais pequeno do que o principal, mas como há por aqui muitos vales, toda a zona toma o nome do principal. Este, onde se desenvolveram os trabalhos de hoje, situa-se 200 metros a oeste do principal e ainda tem outro mais pequeno pelo meio. Tal como os dois anteriores também este tem uma captação de água de onde, apesar da seca ainda não ultrapassada deste ano, ainda corre um caudal bem interessante. Estes e outros motivos justificavam a inclusão desta parcela na área de intervenção do Vale de Barrocas e, fruto de um longo “namoro”, conseguiu-se finalmente!

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Voluntários já entre os rebentos do Vale de Barrocas

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Os “famosos” carvalhos, vistos do lado oposto ao de onde são mais habitualmente observados

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Equipa em acção coordenada

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Perspectiva do trabalho de corte dos rebentos realizado (a sementeira não se vê!)

Como a parcela ainda tinha rebentação de eucalipto, a equipa dividiu-se entre a sementeira e o corte dos rebentos. A sementeira concluiu-se na curta tarde mas o corte dos rebentos ainda necessita de trabalho adicional.

A jornada concluiu-se com um pequeno lanche já na Quinta das Tílias, onde se tirou a foto de despedida, já sem um voluntário. Uma despedida até ao próximo ano, onde esperamos continuar a contar com a generosidade de tantos voluntários, o que só assim nos permite abraçar positivamente desafios tão grandes como os que temos para o próximo e os próximos anos.

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Foto de despedida. Não saiu com muita qualidade mas isso foi o menos importante do dia!

Um grande obrigado a todos os voluntários desta jornada, deste Outono, e deste ano de 2017!

Paulo Domingues

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A jornada do Dia da Floresta Autóctone

No dia 25 de Novembro tivemos a jornada de celebração do Dia da Floresta Autóctone com mais uma concorrida acção de sementeira de bolota: quase 20 voluntários, embora alguns não tenham ficado todo o dia (e outros, inscritos, não tenham aparecido).

A manhã decorreu numa parcela do Vale da Várzea de onde os eucaliptos foram recentemente removidos. Apesar de ter pouco mais de 1,5 ha, a parcela tem um relevo complexo, com declive frequentemente elevado. Ainda com os eucaliptos em pé, foi percorrida pelo incêndio de 28 de Abril passado, dando origem a que a tonalidade dominante da área seja o negro. Pior do que isso, formaram-se as típicas crostas de cinza que dificultam a penetração da água no solo, fenómeno agravado pelo declive e pela escassa precipitação. Mesmo em locais planos, foi possível observar um sítio onde se acumulava água à superfície, mas o solo por baixo se encontrava completamente seco. Isto pode ser um problema, pois as bolotas necessitam de um entorno com certa humidade para se manterem vivas. Tentou-se dar preferência aos locais onde a água conseguiu penetrar no solo, mas nem sempre isso foi possível. Durante toda a manhã se trabalhou neste local, tendo ainda alguns voluntários cortado rebentos de eucalipto.

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Vale da Várzea, uma perspectiva mais sombria

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Vale da Várzea, uma perspectiva mais animadora!

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Vale da Várzea: trabalhos em curso

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Vale da Várzea: em paralelo com a sementeira, uma equipa local recolhia pedaços de toco de eucalipto

Nesta parcela uma máquina (giratória) com enxó partiu toiças de eucalipto para as desvitalizar e acelerar a sua decomposição, mas só nos locais onde o declive do terreno o permitiu.

Dada a proximidade e maior facilidade de processar o almoço, que desta vez foi feijoada, a refeição fez-se na base de operações da Quinta das Tílias.

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Desta vez o almoço quase pareceu um serviço de refeitório!

À tarde a equipa rumou ao Vale de Barrocas para continuar o trabalho das jornadas anteriores. Acabou a mancha de rebentos de eucalipto que na jornada anterior tinha ficado avançada e continuou a sementeira no entorno do braço principal do Vale de Barrocas, nas suas cotas mais elevadas. Tinha a expectativa de receber uma equipa de reportagem do Porto Canal, mas esta, tendo andado meio perdida no Cabeço Santo, acabou por chegar demasiado tarde e ficou-se pelo caminho de acesso ao Feridouro. Apesar disso, fez a reportagem.

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Voluntários a caminho para o local de intervenção no Vale de Barrocas

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Perspectiva do Vale de Barrocas

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Equipa, já incompleta, no final

O encerramento da jornada fez-se de novo na base da Quinta das Tílias, quando já alguns voluntários não estavam presentes. Tinha sido mais uma produtiva jornada, mas os resultados vêm-se (oxalá!) mais tarde. Obrigado a todos os voluntários! Continuamos dia 9 de Dezembro.

Paulo Domingues

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Jornada voluntária especial

No dia 18 de Novembro tivemos mais uma jornada voluntária, desta vez não prevista no calendário, motivada pela disponibilidade de um grupo de estudantes da Universidade de Aveiro, mais precisamente do Núcleo de Estudantes de Engenharia do Ambiente da Associação Académica da Universidade de Aveiro. A este grupo se juntaram outros voluntários não universitários que já tinham manifestado interesse em comparecer. Assim se constituiu mais um numeroso grupo de voluntários que se deslocou até ao Vale de Barrocas para continuar os trabalhos da jornada anterior.

Como anteriormente, o grupo dividiu-se em dois, ficando um com o trabalho de cortar rebentos de eucalipto e outro com o trabalho de semear bolotas e castanhas.

O grupo da sementeira passou a manhã nas cotas mais baixas da encosta, junto ao Ribeiro. Não foi um trabalho fácil, devido ao declive e às ramadas de eucalipto deixadas espalhadas pelo terreno, após o corte dos eucaliptos queimados que aqui estavam. O grupo dos rebentos andou numa cota mais elevada, em torno do braço principal do vale.

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Corte de rebentação, junto a um barranco artificial para aproveitamento de uma nascente

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Carvalho tenaz plantado no princípio do ano, que conseguiu rebentar após o fogo de 28 de Abril

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Voluntária em acção nos rebentos

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Voluntária semeadora

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Voluntário guardião

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Vista geral dos trabalhos de sementeira

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Perspectiva da área semeada de manhã

À tarde a equipa de sementeira, tendo concluído os trabalhos mais abaixo, subiu também a encosta para semear acima do antigo caminho para Belazaima-a-Velha. Os trabalhos avançaram com bastante dinâmica, e, já a tarde ia adiantada, pareceu que, se todos dessem uma contribuição nos rebentos, se conseguia concluir o trabalho neste local. Então, mesmo sem machados para todos, todo o grupo se dedicou aos rebentos de eucalipto! Não ficou concluído, mas também já falta muito pouco! A foto de despedida tirou-se logo ali, que o sol já tinha desaparecido atrás da encosta.

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Perspectiva do almoço

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O vale de Barrocas e o antigo caminho para Belazaima-a-Velha

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O Vale de Barrocas com o Cabeço Santo em segundo plano

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Pelo final do dia, toda a equipa se dedicou aos rebentos de eucalipto

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O grupo, já incompleto, no final do dia

Obrigado a todos os voluntários. Algumas fotos são do Daniel Graça e outras da Maria Cruz.

As jornadas voluntárias voltam já no próximo Sábado! Em comemoração do Dia da Floresta Autóctone! Bem, de facto comemoramo-lo muitos dias ao longo do ano!

Paulo Domingues

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Começaram as sementeiras!

Esta foi já a 4ª jornada de Outono! Um Outono quase sem chuva, como não se viu por aqui nas últimas décadas, mas isso é algo que não podemos alterar. O que podemos, sim, alterar, é o que fazemos para ajudar a Terra a recuperar do estado enfermo em que a colocámos, e que parece continuar a agravar-se (Artigo no Público). Foi o que fizeram 24 voluntários nesta jornada em que se iniciou a sério a temporada de sementeira e plantação de árvores. Para já começámos com a sementeira.

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Bolota pronta a enterrar

Os trabalhos decorreram no Vale de Barrocas, que tem sido o alvo principal das atenções. A equipa foi dividida ao meio: um grupo foi cortar rebentação de eucalipto e outro foi semear bolotas de carvalho-roble.

O corte da rebentação foi o trabalho mais exigente fisicamente, dado o tamanho dos rebentos e o acidentado do terreno. Foi a continuação do trabalho da última jornada e que na parcela em início de intervenção praticamente se concluiu.

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Corte da rebentação de eucalipto

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Perspectiva da área já trabalhada na jornada anterior

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À tarde, os trabalhos de corte da rebentação continuaram na parcela mais antiga, onde os rebentos já são mais raros

A sementeira da bolota foi um trabalho mais delicado e reflexivo, durante o qual os voluntários não apenas tinham de colocar bolotas no terreno, mas tentar perceber qual o melhor sítio para semear cada bolota, numa distribuição aleatória mas uniforme pelo terreno, sem excessos nem faltas, mesmo que apenas 15 ou 20% das bolotas semeadas dêem origem a árvores!

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A semear bolota. Em segundo plano mancha ribeirinha de carvalhal e corredor ecológico plantado em 2015/16

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A mesma cena vista por outro fotógrafo!

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Rebentação de carvalho-roble, após o fogo

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Muito serenas, mas ainda correm, as águas do ribeiro

Pelo final do dia mais de 40 kg de bolotas tinham sido semeadas. Como cada bolota tem, em média 7g de peso, isto significa que cerca de 5700 bolotas foram semeadas! Se 20% delas vingarem, mais de 1000 árvores surgirão! Este é um balanço para dentro de alguns anos, mas, para já, foi um bom trabalho!

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Alguns dos voluntários presentes. Outros não puderam ficar para a foto final.

Obrigado a todos os voluntários! E ao Pedro Cruz pelo trabalho fotográfico, que pode ser apreciado com mais profusão na página do Cabeço Santo no Facebook.

As sementeiras vão continuar, e o corte de rebentos de eucalipto também! Voltem sempre!

Paulo Domingues

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Jornadas Voluntárias de Outono

Ainda muito tímido, o Outono já chegou, e com ele chegam as Jornadas voluntárias de Outono.

Depois de um Verão mais mediterrânico que atlântico, com 4 meses quase sem pinga de água, as plantações dos últimos anos foram postas à prova. Quanto às deste ano, duas regas foram o esforço possível para as salvar. As do ano passado, já mais enraizadas, tiveram que aguentar por si. Nalguns locais houve algumas perdas. Noutros ainda foi possível regá-las também, uma vez.

Como já sabíamos, as plantações geram sempre plantas mais vulneráveis do que as de origem seminal. Mas, por outro lado, não há banco de sementes de árvores e arbustos nativos no solo, e a disseminação activa de sementes conduz a uma baixa taxa de sucesso. Contudo, nos anos em que a produção de bolota [de carvalho-roble] é grande, como a abundância de alimento reduz a pressão dos predadores, a taxa de germinação e sucesso na fixação costuma ser elevada. Ora este é um tal ano: o vingamento foi massivo e, apesar da seca, as bolotas chegam agora à maturação, pelo menos nas árvores mais fortes e bem estabelecidas. Por isso, um dos trabalhos deste Outono, ainda antes da época de plantação, é a colheita e sementeira de bolotas. Também seria importante semear bolotas de sobreiro, pois se a tendência para Verões quentes e secos se mantiver, é mais provável a sobrevivência dos sobreiros. Mas aqui os sobreiros são muito mais imprevisíveis e erráticos na produção de bolota do que os carvalhos.

Alguns de vós estarão a perguntar: então e as famosas bolas e bolachas de sementes, das quais se repetiu uma experiência em 2015/16? O mínimo que se pode dizer é que os resultados não foram conclusivos. Observou-se, com efeito, alguma germinação de bolota, mas dificilmente se pode concluir que foi maior do que se as bolotas tivessem sido semeadas sem bola. E quanto às restantes espécies, praticamente não se observou germinação. Valeria a pena afinar a técnica [repelentes mais eficazes, época de sementeira mais adequada, …], pelo motivo que ficou exposto acima da vantagem de se terem plantas de origem seminal directamente no terreno. Mas de momento, não será muito útil gastar tempo e recursos com a técnica…

Claro, também faremos plantações, provavelmente mais de arbustos do que de árvores, a partir de Novembro.

Então aqui fica o calendário das jornadas de Outono:

30 de Setembro

14 e 28 de Outubro

11 e 25 de Novembro [23: dia da floresta autóctone]

9 de Dezembro

Encontro com os voluntários de Outono já no próximo Sábado. Até lá!

Paulo Domingues

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Bolas de sementes

E a grande jornada de fabrico de bolas de sementes aconteceu! Laboriosamente preparada ainda durante a semana, com a preciosa ajuda do Bernardo Markowsky do Movimento Terra Queimada, todos os materiais e equipamentos estavam a postos para o grande dia: betoneira, pulverizador, alguidares, baldes, mesas, balança, coador, rolos da massa, cantoneiras, colheres de jardinagem, ripas de madeira e plástico de secagem, do lado dos equipamentos, e argila, substrato, arruda e sementes do lado dos materiais. Para saírem bolas só faltavam portanto as mãos, e a vontade. E ambos estiveram generosamente presentes.

Para começar, a grande estreia, só ensaiada durante a semana: o fabrico de bolas de bolotas com betoneira. O processo é delicado e exige grande perícia: começam por se colocar as bolotas, molhadas, dentro da betoneira. Depois liga-se o aparelho e começa-se a polvilhar com argila em pó, pulverizando de vez em quando com uma nuvem muito fina de chorume de arruda. Nos momentos certos, polvilha-se também com substrato. E assim, as bolotas vão ganhando uma camada protectora, que cresce gradualmente até que adquire a espessura adequada. E pronto, retiram-se da betoneira e colocam-se a secar!

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Bolotas já dentro da betoneira

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Adição da argila

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Pulverização com chorume de arruda

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A magia vai acontecendo!

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O que é isso de “chorume de arruda”? Cheira bem?!

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Cá está o resultado final. Não é bonita?

Mas existe também a outra modalidade: o fabrico manual. Como só tínhamos uma betoneira e esta era necessária para fazer a “massa” para o fabrico de “bolachas” de sementes pequenas, e como, por outro lado, tínhamos muitas mãos, deu-se asas ao fabrico manual, o que permite obter bolas de certo modo impregnadas, não só dos ingredientes, mas também da vontade que faz moldar a massa. Se isto contribui para o sucesso da germinação, não sabemos, mas lá que as bolas ficam com um aspecto diferente, isso é verdade. De resto, a massa é idêntica para todos os processos: 2/3 de argila em pó; 1/3 de substrato fino, e claro, o chorume de arruda.

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O fabrico manual é um processo bastante social!

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E terapeutico! Pensem só nos benefícios do contacto com a argila!

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Depois de feitas, colocam-se cuidadosamente a secar

E então o que é isso das “bolachas”? É simples: faz-se uma mistura seca na betoneira incluindo a argila, o substrato e uma quantidade matematicamente determinada de sementes da espécie escolhida. Depois acrescenta-se chorume de arruda até ficar com uma boa consistência. Leva-se então à mesa, onde, por acção de espalhadores e de rolos da massa, se cria uma camada de espessura uniforme. Depois corta-se em pedacinhos (as “bolachas”), e já está: estão prontas a secar. O objectivo é que fique, em média, uma ou duas sementes viáveis por bolacha.

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Neste caso, sementes de medronheiro

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Espalhando a massa na mesa

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Agora na fase do rolo da massa

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E finalmente a fase do corte

E agora presumo que já estão os leitores a perguntar: e porquê chorume de arruda? Não servia água simples? Mas isso é um segredo que não vou revelar aqui. Quem quiser saber tem de participar numa oficina de bolas de sementes! Próximas oportunidades? Bem, no Cabeço Santo não temos mais nenhuma prevista para este ano mas os nossos amigos do Movimento Terra Queimada, que nos ajudaram não apenas na preparação mas também no Sábado com a presença da Teresa, vão também organizar um evento afim no dia 29 de Novembro na Quinta das Uchas em Manhouce, São Pedro do Sul. É só irem até lá! E o segredo será por certo revelado!

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Bolas de bolotas e castanhas produzidas

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Uma das duas mesas de bolachas de sementes produzidas

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A equipa, já incompleta, no final, já o dia escurecia

Um obrigado à Teresa e ao Bernardo por toda a ajuda, partilha de conhecimento e reportagem fotográfica (disponível de forma muito mais exaustiva nas várias páginas no facebook que a publicaram – Cabeço Santo, Movimento Terra Queimada e citações), também à Cerâmica do Alto pela oferta da argila em pó e à Claudia pela arruda. E claro, a todos os voluntários que participaram, alguns vindos bem de longe. Mas permitam-me uma referência especial à presença de um voluntário local (de Belazaima). É que a presença de voluntários locais não tem sido habitual. E gostaríamos muito de tê-los, nem que fosse só de vez em quando. Vamos lá ver se esta “semente” germina, nem que precise de algum tempo para quebrar a dormência. A próxima oportunidade? É já no dia 12 de Dezembro, quando vamos iniciar o lançamento das bolas (e das bolachas, claro). Será outro grande momento com certeza. Até lá!

Paulo Domingues

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Jornadas Voluntárias de Outono

Com o Verão a chegar ao fim, é tempo de preparar as Jornadas Voluntárias de Outono no Cabeço Santo. Prevê-se um ambicioso plano com nada menos de 5 jornadas! Mas, com um programa variado e volumoso, novos motivos de interesse e muito que fazer em perspectiva, espera-se uma adesão expressiva dos voluntários.

Então, o que temos para fazer este Outono? Em primeiro lugar vamos começar a trabalhar em força nas novas áreas de intervenção do projecto que ainda estão em fase de apresentação (“Novas do projecto – parte 2”, ainda para aparecer). E nessas áreas uma das novas abordagens a aplicar é a técnica das bolas de sementes, com a ajuda dos nossos amigos do Movimento Terra Queimada, que já têm alguma experiência no assunto. Para o efeito, já começámos a recolher sementes dos frutos que foram amadurecendo e essa recolha vai continuar à medida que outros frutos o forem também. Essa poderá ser ainda uma das acções a empreender na primeira jornada da época, em particular com a apanha de bolotas. Da maior parte dos frutos é ainda necessário efectuar um trabalho de extracção das sementes, que está já a ser feito também. Depois, lá para meados do Outono, será a manufactura das bolas e finalmente o seu lançamento no campo.

Frutos de pilriteiro

Frutos de pilriteiro

Frutos de amieiro-negro em fase de extracção "húmida"

Frutos de amieiro-negro em fase de extracção “húmida”

Sementes de sabugueiro, em fase final de extracção

Sementes de sabugueiro, em fase final de extracção

Manufactura de bolas de sementes, num evento do Movimento Terra Queimada em 2014

Manufactura de bolas de sementes, num evento do Movimento Terra Queimada em 2014

Também teremos, evidentemente, a plantação de árvores, que, como é tradicional, se iniciará na jornada do Dia da Floresta Autóctone, no Sábado mais próximo da data, 23 de Novembro. As árvores a plantar serão sobretudo os carvalhos, os sobreiros e os medronheiros, sendo que os primeiros são de produção local. Também nos foram oferecidos alguns freixos.

Carvalho-roble em viveiro local

Carvalho-roble em viveiro local

Finalmente, como não poderia deixar de acontecer, teremos também trabalhos dedicados ao controlo da vegetação invasora, que se continuarão a concentrar em torno do vale nº 6, uma área onde, no espaço de dois anos (2015 e 2016) se espera que, praticamente apenas com trabalho voluntário, uma área interessante e difícil seja alvo de uma evolução bem visível no que toca à regressão da vegetação invasora e à evolução da vegetação nativa.

Como se pode ver, tudo trabalhos aliciantes! E agora vamos ao calendário:

19 de Setembro (nas vésperas da chegada do Outono)

10 de Outubro (já com a prevista participação de elementos da Montis)

31 de Outubro (no coração do Outono!)

21 de Novembro (com inspiração no Dia da Floresta Autóctone)

12 de Dezembro (para fechar o Outono, em beleza)

Como sempre, as jornadas arrancam em Belazaima pelas 9 horas de cada Sábado, e prolongam-se até que as energias se esgotem ou o sol se ponha (sobretudo depois da mudança da hora!). Em contrapartida as refeições têm melhorado a olhos vistos e são uma oferta da organização. Quanto a boleias, ajudas à deslocação, e outras formas de apoio que sejam necessárias, é só escreverem para cabsanto@gmail.com.

Desde já bem-vindos às Jornadas Voluntárias de Outono de 2015 no Cabeço Santo!

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