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A jornada TEDx

Finalmente a reportagem da jornada especial do Sábado passado, participada pelo grupo organizador dos TEDx Aveiro. Esta jornada foi marcada por alguma incerteza, pois as previsões apontavam para alguma chuva, mas a ousadia prevaleceu sobre o receio e o grupo decidiu manter a sua participação.

Como que para assustar os mais temerosos, pelas 9 horas, hora prevista para o grupo sair de Aveiro, chovia copiosamente, mas logo chegaram notícias animadoras provenientes dos lados de Vagos: a chuva deveria passar em breve! E assim foi: pelo meio da manhã, quando o grupo finalmente conseguiu chegar ao terreno, já o sol brincava com as nuvens.

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A chegada

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A caminhada até ao local de plantação

O local escolhido foi a encosta a nascente da linha principal do Vale de Barrocas, onde só ainda se tinha plantado uma pequena faixa. Claro, iniciou-se com a necessária “formação”, para que todos trabalhassem de forma esclarecida…

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A formação

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Ainda a formação

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A área a plantar

Como era um grupo grande, uma parte dedicou-se ao corte de rebentação de eucalipto, mais para oeste na parcela. O grupo que iniciou a plantação deparou-se com uma área bastante dura: solo superficial e pedregoso, declive elevado… Foi um acolhimento difícil, mas ninguém desanimou e a verdade é que, com a progressão, o solo se tornou mais fácil de trabalhar.

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A acção

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Azevinhos

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Muitas plantas diferentes para conhecer

O almoço contou com umas novas especialidades caseiras produzidas por uma colaboradora aveirense, e foram bastante apreciadas…

À tarde o cansaço foi-se apoderando de alguns voluntários menos habituados a estes exigentes trabalhos, mas outros deram provas da sua resistência e a actividade prolongou-se até quase às 17 horas, quando se estava já a cruzar o vale.

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O trabalho mais difícil

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O corte da rebentação de eucalipto

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O final

Eram voluntários de 1º experiência (no Cabeço Santo), mas apesar disso quase tudo decorreu muito bem. As fotos são do voluntário Ivo Tavares – Ivo Tavares Studio e uma colecção mais completa pode ser visitada na página do TEDx Aveiro no Facebook.

Um obrigado a todos!

Paulo Domingues

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A jornada de 11 de Fevereiro

A jornada de Sábado passado no Cabeço Santo foi mais uma intensa jornada de plantação de árvores participada por oito voluntários, dois deles estreantes.

O dia estava frio e sem previsão de chuva, o que convidava à acção, e assim aconteceu: a equipa continuou a plantação no Vale de Barrocas a uma cota mais elevada do que nas jornadas anteriores, continuando a subir o Cabeço do Meio. A plantação desenvolveu-se em torno de um grande barranco artificial, escavado na montanha para melhor captar a água de nascente, que daqui ainda segue para uma habitação da aldeia do Feridouro, mas que, pela sua abundância, transborda da caixa de onde sai o tubo, podendo ser utilizada.

O barranco ainda estava ocupado por rebentação de eucalipto e de facto, o primeiro trabalho da equipa ao chegar ao terreno foi cortar rebentos de eucalipto, o que proporcionou um bom aquecimento muscular! Passados menos de 30 minutos a plantação iniciava-se. Carvalhos, castanheiros, pilriteiros, azereiros e azevinhos eram as principais plantas disponíveis.

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Dois voluntários estreantes, mas já à vontade na sua missão

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Vista das encostas adjacentes ao vale de Barrocas

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Pequeno vale, afluente do principal, em torno do qual se desenrolaram os trabalhos

O declive e o solo perturbado na zona do barranco foram as principais dificuldades encontradas pela equipa, mas os trabalhos avançaram com animação durante a manhã. Um ou dois elementos foram também cortando rebentação de eucalipto, trabalho que também se prolongou por todo o dia.

Pelo meio dia, um prato quente vegetariano foi servido aos voluntários, que muito o apreciaram, endereçando louvores à cozinheira, também ela voluntária. E fizeram votos para que comida assim pudesse continuar no futuro! Sempre que possível, assim será, é a promessa da organização.

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Um prato vegetariano, e quente!

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Qualquer posição serviu para saborear o almoço!

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A água brotava da caixa de cimento de onde parte a conduta para a aldeia

À tarde os trabalhos desenvolveram-se para mais longe do barranco, para nascente, e o solo, embora com bastante matagal em alguns locais, tinha menos pedras e era mais fácil de trabalhar. Claro, “mais fácil” não significa nunca “fácil” pois a abertura de covas à picareta, num terreno nunca mobilizado, com tocos e raízes de eucalipto e raízes das plantas do matagal, nunca é exactamente “fácil”. Vamos sonhando com a retro-aranha, a máquina que conseguiria trabalhar aqui, e talvez um dia a possamos ter e aliviar os nossos braços, mas para já é com eles que temos de contar…

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Os trabalhos decorreram em torno deste barranco

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A vegetação espontânea de porte arbóreo já existente era escassa, mas podiam encontrar-se facilmente carvalhos e medronheiros

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Transporte eficiente de materiais

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Trabalhos desenrolando-se na encosta

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O corte da rebentação de eucalipto também ocupou alguns voluntários durante todo o dia

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Azevinho plantado

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A equipa, no final do dia

A frescura do dia ajudou a que as energias se mantivessem em alta e a equipa não desarmou até que as cerca de 300 árvores trazidas estivessem na terra. Já passava das 18 horas e já escurecia quando se fez o caminho de regresso. Tinha sido uma excelente jornada de plantação. Obrigado pela dedicação, mesmo devoção, de todos os voluntários a esta causa e à sua participação neste dia!

Mais fotos da jornada na página do Facebook.

Até breve!

Paulo Domingues

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Notícias do Cabeço Santo e de lá perto

Ontem, 4 de Fevereiro, não se chegou a realizar a prevista jornada voluntária de plantação de árvores. Pelo menos durante a manhã a chuva seguiu fielmente as previsões e caiu regularmente, embora assim já não tenha acontecido durante a tarde. Mesmo assim, o “destino” desta jornada estava traçado…

Mas como o Inverno não espera e as árvores não se plantam sozinhas, não nos podemos dar ao luxo de simplesmente cancelar a jornada, assim, adiamo-la para o Sábado seguinte, 11 de Fevereiro, esperando poder ainda contar com a disponibilidade de alguns voluntários. Depois, no dia 18, teremos uma jornada extra para um grupo organizado e esperamos no dia 25 poder voltar ao calendário normal.

Entretanto, aproveitamos para oferecer algumas cenas invernais, algumas pacíficas e bucólicas, outras preocupantes, mas ainda assim não isentas de beleza…

Do Feridouro obteve-se esta perspectiva das terras do Cortinhal, que já foram agrícolas, eucaliptal durante algumas décadas, e que agora se recuperam, mas por certo com muito mais carvalhos e castanheiros a rodeá-las do que alguma vez tiveram:

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Depois do eucaliptal…

Já junto ao Vale de São Francisco obteve-se a seguinte, onde não deixam de chamar a atenção as mimosas que ainda persistem na encosta, agora quase a florescer, não obstante todo o trabalho que já lá foi realizado:

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Junto ao Vale de São Francisco, quase no seu encontro com o ribeiro

Ainda do Feridouro, este formoso cogumelo:

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Bonito cogumelo!

Agora já em Belazaima, e logo num grande carvalho de uma parcela da Quinta das Tílias, observou-se esta cena:

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Um ninho de vespa asiática, num carvalho da Quinta das Tílias

É verdade, trata-se de um ninho de vespa asiática, que ali foi construído há meses enquanto cá em baixo tantas vezes se trabalhou sem se suspeitar que logo ali, escondida pela folhagem, se encontrava esta colónia dos perigosos e invasores insectos devoradores de abelhas. E contudo, não deixa de ter uma certa beleza…

Não longe do ninho de vespas, as águas do ribeiro, turvas pelos sedimentos que arrastam, seguem o seu curso até ao Rio Águeda, enquanto atravessam este recanto de castanheiros e vegetação ribeirinha em pleno repouso invernal…

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O Ribeiro de Belazaima

E para terminar, uma cena que quase poderia pensar-se ser dos green fields of England, decorados pelos seus grandes carvalhos, e que só os eucaliptos lá ao longe conseguiriam relocalizar. E de facto é apenas Belazaima, claro, não qualquer sítio de Belazaima, um sítio especial…

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Uma cena de Whiltshire ou do Somerset? Não, de Belazaima!

Encontramo-nos de novo em Belazaima, no dia 11, para mais uma grande jornada voluntária de plantação de árvores! Até lá.

Paulo Domingues

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Jornada especial de 28 de Janeiro

No Sábado passado tivemos uma jornada voluntária especial e fora do calendário: um grupo de pequenos voluntários escuteiros veio ao Cabeço Santo aprender, fazer e apreciar o trabalho que levamos a cabo para recuperar a paisagem e a biodiversidade. Eram apenas quatro voluntário e dois responsáveis, mas quem sabe, levam a semente consigo e ela traz de volta muitos frutos…

Depois de uma pequena explicação sobre as espécies que plantamos e da sua relevância para a floresta autóctone da região, a equipa deslocou-se até ao “corredor ribeirinho” a jusante dos portões da Mata do Cabeço Santo (Altri Florestal). Esta área recebeu no ano passado as suas primeiras plantações, sobretudo de árvores, mas entre estas ainda havia lugar apropriado à introdução de arbustos, e foi este trabalho de adensamento e “construção” do estrato arbustivo que a especial equipa deste dia realizou.

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O Chão do Linho e o ribeiro, avistados do local escolhido para plantar

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A equipa, pronta para iniciar o trabalho

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Um carvalho plantado no ano passado neste local

As espécies trazidas foram o medronheiro, o lódão-bastardo, o folhado, o lentisco e a murta, sendo que três destas espécies têm ocorrência espontânea conhecida neste espaço, ainda que se encontrem em estado bastante “esfarrapado”, dado o passado de exploração florestal de eucalipto desta área.

Os voluntários dedicaram-se afincadamente durante a manhã, tendo-se naturalmente deixado para os mais pequenos os trabalhos que não exigiam tanto esforço físico, que para isso ainda precisam de alguns anos…

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Plantando uma murta

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Medronheiro já plantado, com um toque de arte

Algumas plantas foram recebendo nomes invulgares, assumidamente na expectativa de que quem as plantou, ou ajudou a plantar, as possa acompanhar e visitar ao longo dos anos e até talvez, passar a tradição para filhos e netos, de tal maneira que daqui por 100 anos ainda alguém se lembre dos nomes dados a estas plantas, e por quem!

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O esforço exigido não tirou a boa disposição

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Em busca de um bom local de plantação

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O trabalho mais pesado ficou para os mais crescidos…

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E assim se passou a manhã!

Depois de uma manhã de trabalho, a equipa entregou-se ao merecido almoço e à tarde teve um programa mais educativo, usufruindo de uma pequena visita guiada a diferentes áreas de intervenção com características e necessidades particulares. E pelo meio da tarde terminou a sua participação, porque tinha de regressar casa.

Oxalá tenham gostado da participação! E que os arbustos que plantaram ainda um dia lhes possam fazer sombra, e que os participantes de hoje possam usufruir dessa sombra!

Obrigado a miúdos e graúdos!

Paulo Domingues

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4ª jornada de Outono

A jornada de 3 de Dezembro, a segunda de plantação de árvores, ficou marcada por alguma incerteza, pois que se previa chuva a partir de algum momento da tarde. O problema era saber exactamente qual o momento: demasiado cedo, e não valia a pena fazer a jornada, suficientemente tarde e seria excelente porque as árvores teriam logo a sua primeira rega. A primeira baixa desta incerteza foi a participação de um grupo de escuteiros de Travassô: teve de ser cancelada porque a eventual chegada da chuva com um grupo grande de crianças e jovens no campo seria difícil de gerir. Contudo, as últimas previsões, que apontavam para a chegada da chuva apenas para as 16 horas foi o argumento decisivo para manter a jornada para os restantes voluntários.

E assim foi que os 8 voluntários se lançaram ao trabalho logo a montante do Vale de São Francisco (o nº 2), numa área muito inclinada e já no passado mobilizada para a plantação de eucaliptos. Na bagagem, carvalhos, medronheiros e sobreiros, para uma zona onde já existem muitas árvores e arbustos autóctones, com dominância do carvalho-roble entre as árvores e do loureiro entre os arbustos. Foi assim um trabalho de adensamento.

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Neste local já se podiam observar muitos carvalhos, loureiros e sobreiros

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Voluntários em acção e paisagem circundante

Já a manhã ia avançada, contudo, plantou-se uma encosta muito pedregosa, que quase parecia não ter lugares apropriados para a plantação de árvores. Mas a verdade é que, em boa sintonia com o terreno, se conseguiram encontrar afinal muitos lugares de plantação com solo suficiente. Esta foi uma zona semeada no início do Inverno passado com bolas e bolachas de sementes, mas não podemos avaliar positivamente esta acção, dada a escassa ou mesmo nula emergência de plantas que se possam relacionar com essa sementeira. Por isso, sem pormos de parte esta solução, ela deverá permanecer num âmbito mais experimental até que se possam obter dela resultados mais confiáveis.

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Voluntário transportando todas as coisas necessárias à plantação

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Abrindo uma cova…

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Em boa sintonia com a terra

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Medronheiro acabado de plantar

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Perspectiva da área, já um pouco para montante

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Vista para montante com a área mais pedregosa em primeiro plano

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Sobreiro acabado de plantar

A manhã tinha corrido muito bem, não obstante o vento forte que a varreu sem descanso. Por isso, e dada a proximidade do Feridouro, se optou por almoçar aí, na cozinha do Jorge Morais, como de outras vezes já fizéramos. No Verão buscando abrigo do sol, agora do vento!

À tarde, e tendo-se concluído a área de plantação anterior, avançámos mais para montante, atravessando toda a área plantada no ano passado e chegando aos portões da mata da Altri Florestal, onde se trabalhou na área envolvente de um pequeno vale que, descendo do interior da mata, vem “desaguar” nas terras do Chão do Linho, já fora da mata, onde já se tinham realizado trabalhos em anos anteriores. Aqui o trabalho incluía o corte da rebentação de eucalipto, trabalho complicado pelos inúmeros eucaliptos de origem seminal que aqui germinaram após o fogo de 2005. O próprio terreno não era fácil de trabalhar, com grandes pedras soltas, apesar de aparecerem também boas bolsas de solo. Mas a equipa entregou-se ao trabalho com grande determinação, que só a chuva, que começou a cair exactamente pelas 15:15h conseguiu desafiar. Ora não era um simples aguaceiro, o céu demonstrava que era mesmo para ficar, pelo que não havia outra coisa a fazer senão juntar tudo à pressa e rumar a casa. Nem houve tempo para tirar mais fotos… Bem, a foto “de família” tirou-se, mas já na base de operações, e… à chuva.

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A equipa deste dia

Tinha sido um dia mais curto do que se previa, mas mesmo assim tinha valido a pena, não obstante algumas roupas molhadas no final. Obrigado aos voluntários presentes.

Voltamos ao terreno para a última jornada de 2016, dentro de duas semanas. Até lá!

Paulo Domingues

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2º Jornada de Outono

Já era esperado: depois de todos os afazeres e emoções da Conferência dos 10 anos, as atenções voltam-se de novo para o terreno, e com dinâmica redobrada, como também se previa. À jornada de 5 de Novembro compareceram 10 voluntários, desafiando as previsões de chuva que se apresentavam para a manhã desse dia. Mas, constatando as nuvens lá de cima tanta determinação, ofereceram-se para colaborar: só uns pingos muito leves caíram já a manhã ia adiantada. Ainda assim, e como tinha chovido de noite, o principal trabalho que tínhamos planeado – corte de rebentação de eucalipto – não se podia fazer logo de manhã, pois a ramada ainda estava muito molhada.

Deste modo, decidiu-se subir o cabeço até à mancha de acácia-de-espigas do vale nº 3 para aí se fazer trabalho de mão e de tesourão no arranque e corte de plantas dessa espécie invasora. Com o solo já bem regado, o arranque fazia-se com mais facilidade do que no Verão, e uma brisa fresca e húmida fazia jus à Estação, ajudando também a manter a dinâmica do trabalho.

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Corte e arranque de acácia-de-espigas no vale nº 3

Finalmente o sol conseguiu espreitar através das densas nuvens, ajudando a secar algumas luvas e roupas que entretanto se foram molhando. O almoço fez-se por ali mesmo, e só não incluiu medronhos porque este ano ao produção é pequena e os frutos ainda estão verdes. No entanto a floração já se iniciou, o que faz deste arbusto, a espécie nativa dominante nestas zonas de solo esquelético, um encanto para os olhos.

Depois do almoço esperava-se que a rebentação de eucalipto já estivesse seca, pelo que se desceu de novo cá abaixo. O trabalho iniciou-se mesmo a jusante dos portões da mata da Altri Florestal e decorreu no corredor ecológico ribeirinho a norte do ribeiro, a área plantada no Inverno passado. Embora a maior parte da rebentação original destas toiças tivesse sido pulverizada com herbicida ainda em 2015, a eficácia desta operação foi limitada, e agora, depois de aí haver árvores plantadas, essa solução não se pode colocar de novo, pelo que há que remover a rebentação manualmente. É sobretudo um trabalho com pequenos machados e muita paciência. A animar a equipa estavam as árvores plantadas este ano, que em geral se encontravam com muito bom aspecto (ou não tivessem sido bem cuidadas ao longo do Verão!).

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Já no sopé da montanha, cortando rebentação de eucalipto

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É quase um trabalho de corpo inteiro: mãos, pés e ferramentas

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A equipa avança em bloco. Para trás o trabalho realizado

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Elemento não contabilizado, guardando, inspeccionando e vigiando

Os trabalhos decorreram com grande dinâmica, e a tarde até pareceu maior do que que se tornou depois da última mudança da hora: percorreram-se várias centenas de metros do corredor ribeirinho e quase se chegava ao Vale de São Francisco já na aldeia do Feridouro! E ainda houve tempo para observação de cogumelos e outras coisas inesperadas (pelo menos para alguns dos voluntários).

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Murta em frutificação

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Cogumelo A

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Cogumelo B

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Cogumelo C

Tinha sido um dia muito produtivo, para grande satisfação dos voluntários, embora alguns reflectissem o esforço de braços que o trabalho exigiu. Nada que um bom Domingo de repouso não permita recuperar!

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A equipa deste dia. Mas a hora apresentada é enganadora: os trabalhos prolongar-se-iam até às 17:30h

Obrigado a todos os voluntários, incluindo os fotógrafos (vários)! Como é habitual, na página do Projecto no Facebook a reportagem fotográfica é mais completa.

Na jornada de 19 apontamos para começar a época de plantação de árvores! Mas também haverá muitos rebentos de eucalipto para cortar, o que se poderá ir fazendo em simultâneo com a plantação. Só precisamos de ter muitas mãos generosas, mais ou menos como nesta segunda jornada de Outono! Aqui fica o convite!

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Jornadas Voluntárias de Outono

Ainda em ambiente comemorativo dos 10 anos de actividade do Projecto Cabeço Santo, se promovem as jornadas voluntárias de Outono, que irão exactamente incluir um momento alto dessas comemorações, a Conferência a realizar no dia 15 de Outubro no Salão Nobre da Câmara Municipal de Águeda.

Eis a agenda das jornadas:

8 de Outubro

15 de Outubro: Conferência

5 e 19 de Novembro

3 e 17 de Dezembro

Temos portanto um ambicioso número de 5 jornadas voluntárias e ainda a Conferência.

A Conferência tem, ela própria, um programa ambicioso, com muito mais do que um mero propósito comemorativo, esperando-se que seja um momento de reflexão, informação e motivação que faça nascer ou crescer em muitos dos nossos concidadãos a determinação para intervir numa área em que a nossa região está tão carente, a da recuperção ecológica e paisagística. Assim já o era quando esta Conferência começou a ser pensada e assim ainda mais se tornou depois dos grandes incêndios de Verão na nossa região.

O Programa da Conferência, intitulada “Recuperação ecológica e paisagística de áreas florestais” é o seguinte:

Manhã:

9:30 h Sessão de Abertura

Representantes da Câmara Municipal de Águeda (Presidente, Dr. Gil Nadais, Vereador, Enf. Jorge Almeida), da Quercus (Presidentes da Direcção Nacional, João Branco e da Direcção do Núcleo de Aveiro, Dora Maria Oliveira) e do Projecto (Paulo Domingues)

9:45h: Jorge Paiva, Dr. (UC): Evolução e Relevância da Floresta Portuguesa

10:30h: Paulo Domingues, Dr. (Q-QT): Projecto Cabeço Santo: 10 anos de caminho

11:05h Pausa para chá/café

11:25h: Fernando Leão, Dr. (Q): Monitorização de biodiversidade no Cabeço Santo – o caso das aves

11:50h: João Paulo Carvalho, Dr. (UTAD): Recuperação ecológica e florestal de áreas degradadas

12:15h: Período de discussão

13:00h: Pausa para o almoço

Tarde:

14:30h: Nelson Matos, Dr. (UA) : Inovação na Formação e Capacitação de pequenos proprietários florestais – uma perspetiva internacional

14:50h: Helia Marchante, Drª. (ESAC): A problemática das espécies invasoras e sua gestão

15:20h: Bern Markowsky (MTQ): Os objectivos, trabalhos e resultados do Movimento Terra Queimada

16:50h Pausa para chá/café

16:10h: Carlos Fonseca, Dr. (UA): A produção de medronho como ecossistema agro-florestal “alternativo”

16:40h: Pedro Bingre do Amaral, Dr. (ESAC): O turismo de natureza como factor promotor do esforço de recuperação ecológica e paisagística

17:10h: Período de discussão

18:00h: Sessão de Encerramento

Organizações às quais estão ligadas os conferencistas, e que são relevantes para as suas apresentações:

UC: Universidade de Coimbra

UA: Universidade de Aveiro

ESAC: Escola Superior Agrária de Coimbra

UTAD: Universidade de Trás-os-Montes

MTQ: Movimento Terra Queimada

Q: Quercus

QT: Quinta das Tílias

Como se constata, trata-se de comunicações todas elas ligadas à temática do projecto mas muito diversificadas e trazidas por pessoas, algumas delas bem conhecidas, de inquestionável competência e capacidade de comunicação.

As inscrições serão geridas pela Câmara Municipal de Águeda, e muito em breve sairão informações sobre como proceder para garantir o seu lugar no Salão Nobre da Câmara Municipal de Águeda.

Quanto às jornadas, elas começarão por se centrar no controlo de plantas indesejadas, as do género Acacia e também de rebentos de eucalipto em zonas de reconversão, para depois, em princípio a partir de 19 de Novembro, se dar início à época de 2016/17 de plantação e sementeira de árvores e arbustos.

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A plantação de árvores será uma das principais acções a desenvolver a partir de Novembro (imagem da época de 2015/16)

Eis pois uma grande Estação de actividades no Cabeço Santo e na sede de Concelho. A não perder!

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