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Jornadas Voluntárias de Outono

Ainda muito tímido, o Outono já chegou, e com ele chegam as Jornadas voluntárias de Outono.

Depois de um Verão mais mediterrânico que atlântico, com 4 meses quase sem pinga de água, as plantações dos últimos anos foram postas à prova. Quanto às deste ano, duas regas foram o esforço possível para as salvar. As do ano passado, já mais enraizadas, tiveram que aguentar por si. Nalguns locais houve algumas perdas. Noutros ainda foi possível regá-las também, uma vez.

Como já sabíamos, as plantações geram sempre plantas mais vulneráveis do que as de origem seminal. Mas, por outro lado, não há banco de sementes de árvores e arbustos nativos no solo, e a disseminação activa de sementes conduz a uma baixa taxa de sucesso. Contudo, nos anos em que a produção de bolota [de carvalho-roble] é grande, como a abundância de alimento reduz a pressão dos predadores, a taxa de germinação e sucesso na fixação costuma ser elevada. Ora este é um tal ano: o vingamento foi massivo e, apesar da seca, as bolotas chegam agora à maturação, pelo menos nas árvores mais fortes e bem estabelecidas. Por isso, um dos trabalhos deste Outono, ainda antes da época de plantação, é a colheita e sementeira de bolotas. Também seria importante semear bolotas de sobreiro, pois se a tendência para Verões quentes e secos se mantiver, é mais provável a sobrevivência dos sobreiros. Mas aqui os sobreiros são muito mais imprevisíveis e erráticos na produção de bolota do que os carvalhos.

Alguns de vós estarão a perguntar: então e as famosas bolas e bolachas de sementes, das quais se repetiu uma experiência em 2015/16? O mínimo que se pode dizer é que os resultados não foram conclusivos. Observou-se, com efeito, alguma germinação de bolota, mas dificilmente se pode concluir que foi maior do que se as bolotas tivessem sido semeadas sem bola. E quanto às restantes espécies, praticamente não se observou germinação. Valeria a pena afinar a técnica [repelentes mais eficazes, época de sementeira mais adequada, …], pelo motivo que ficou exposto acima da vantagem de se terem plantas de origem seminal directamente no terreno. Mas de momento, não será muito útil gastar tempo e recursos com a técnica…

Claro, também faremos plantações, provavelmente mais de arbustos do que de árvores, a partir de Novembro.

Então aqui fica o calendário das jornadas de Outono:

30 de Setembro

14 e 28 de Outubro

11 e 25 de Novembro [23: dia da floresta autóctone]

9 de Dezembro

Encontro com os voluntários de Outono já no próximo Sábado. Até lá!

Paulo Domingues

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Mini-CTC e efeméride

Começamos com uma efeméride: há exactamente 12 anos o Cabeço Santo e uma extensa área dos Concelhos de Águeda, Mortágua e Anadia acordava de um pesadelo nocturno: uma noite de vento, um acendimento provocado ao princípio da noite, uma paisagem “pronta” para o que viria a seguir. Infelizmente, não seria a última vez, mas dessa foi um evento particularmente virulento, cujas marcas directas perduraram durante anos e indirectas muito mais, até hoje.

Voltando ao presente, tivemos este fim de semana o aguardado mini-CTC (Campo de Trabalho Científico) dedicado ao controlo de espécies vegetais invasoras e para o qual foram convidados antigos participantes em CTC’s promovidos anualmente pelo grupo das Invasoras da Universidade de Coimbra (Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra e Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra) desde 2003.

Os participantes, alguns vindos de longe, começaram a chegar ainda na Sexta à noite, e no Sábado tínhamos perto de 20 voluntários de (quase) todas as idades ao serviço. Com toda a determinação de um início de jornada e braços ainda frescos, este “batalhão” de operacionais “armados” de tesouras, navalhas e facas dirigiu-se para uma formação de mimosas na área da confluência dos vales nºs 3, 4 e 5 com a certeza de “derrotar” o “inimigo” de uma penada… Mas não seria assim: a severa seca deu origem a que a casca se agarrasse com força à parte interior do tronco, tornando muito difícil o descasque. De tal maneira, que se considerou improdutivo continuar e o “batalhão” recuou para reorganização e reflexão.

A estratégia de recurso pareceu funcionar: a equipa dirigiu-se para as mimosas, algumas grandes, que se dispõem ao longo do vale nº 3, um local mais fresco e onde as plantas não estão sujeitas a tão elevado stress hídrico. Aqui foi possível trabalhar o resto da manhã, subindo o vale e reiniciando a recuperação deste troço do mesmo, que em tão críticas condições se encontra. Entre o caminho que o atravessa e o ribeiro, uma área foi afectada pelo incêndio de 28 de Abril, e também aqui foram realizados alguns trabalhos de arranque de rebentação e arrumação de ramadas queimadas.

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Entre mimosas, grandes e pequenas

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Voluntárias em acção

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Algumas mimosas, mais afastadas do vale, sucumbem perante a temível seca

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A encosta sobranceira ao vale encontra-se severamente invadida

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Em grupo não se desanima tão facilmente…

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Vai uma bolacha?

Depois de um almoço a sério à sombra das mimosas acabadas de descascar (!!), o grupo subiu (sobre rodas) o vale nº 3 para abordar a mancha de acácia-de-espigas da zona média-alta do vale. As áreas alvo foram acima e abaixo do caminho que atravessa o vale, ambas onde já se tinham realizado trabalhos e a necessitar de acompanhamento. Acima a situação é pior, com muita rebentação de raízes e alguma germinação. Abaixo, onde os medronheiros (espontâneos e alguns plantados também) se encontram em melhores condições e onde as plantas de acácia-de-espigas são já mais dispersas, a evolução foi mais rápida. As ramadas de cortes anteriores e, já na aproximação ao vale, o silvado, foram os principais obstáculos. Quando, já depois das 18 horas, os trabalhos se deram aqui por terminados, os progressos eram visíveis. Mas podia-se voltar aqui muitos dias seguidos, semanas até, com toda esta equipa, que haveria trabalho para ela, tal é o gigantismo da missão que temos em mãos.

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Quem não se sente intimidado perante um “mar” de acácias-de-espigas? Os voluntários do mini_CTC, tanto graúdos como miúdos!

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Um medronheiro à espera de ser “salvo”!

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Abaixo do caminho, a situação é mais animadora, mas a progressão no terreno também não foi fácil

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O grupo de Sábado, no final do dia

À noite realizou-se uma conferência pública na sala da Junta de Freguesia. Pareceu contudo mais privada que pública, o que não obstou a que fosse muito animada, com intervenções de todas as “cores” e ideias muito imaginativas quanto ao futuro do projecto.

Conferencia16-9-2017cartazNo Domingo de manhã recebemos ainda outros voluntários, alguns já habituais nas jornadas regulares. Com cerca de 30 pares de braços prontos a entrar em acção, a área alvo foi o corredor ribeirinho a jusante e a montante dos portões da mata da Altri Florestal: cortou-se rebentação de eucalipto, arrancaram-se e descascaram-se mimosas e também acácias-de-espigas, fazendo-se um varrimento quase metro a metro da faixa de terreno.

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O arranque para o terreno, no Domingo de manhã

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“De pequenino…”

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Arrancando e descascando

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Louva-a-Deus

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Os carvalhos do Vale de Barrocas e a paisagem de eucaliptos, em segundo plano

O mini-CTC encerrou-se com um almoço no parque de merendas do Moinho de Vento em Belazaima, com um balanço bem positivo. Um agradecimento a todos os participantes, e em especial à Hélia e à Elizabete Marchante pelo seu empenhamento na preparação deste CTC.

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Foto de encerramento, com todos os participantes

Quanto ao futuro, ficou a vontade de repetir, talvez com um evento de maior duração e com mais actividades “paralelas” para os participantes. Fica a ideia a germinar. Oxalá o “solo” seja fértil!

Paulo Domingues

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Voltam as jornadas voluntárias!

É já no próximo Sábado, 2 de Setembro, que se prevê a realização da jornada voluntária celebrando o 11º aniversário do projecto. Será contudo uma jornada normal, com alguma lembrança pontual destes 11 anos de trabalho. Quanto aos trabalhos a desenvolver, ainda não sabemos ao certo. Depois de uma semana em que a DINA(*) nos criou algumas expectativas de precipitação que ajudassem a suavizar este longo e seco Verão, caíram, até ao momento, apenas umas gotas que nem o pó deram para assentar. Por isso, e dada a ausência de previsões de chuva para as próximas duas semanas, uma possibilidade seria a realização de uma rega, já a segunda deste Verão, depois da que realizámos em Julho. Mas até até lá ainda repensamos.

Entretanto e embora ainda faltem mais de duas semanas, lembra-se também a realização do mini-CTC dedicado às invasoras, entre 15 e 17 de Setembro, organizado em parceria com o grupo das invasoras da Universidade de Coimbra e envolvendo antigos participantes em outros CTC’s organizados por este grupo. Este evento terá contudo um “dia aberto” a todos os que queiram participar, que de facto não será mais de meio dia, pois que é o Domingo e neste dia o CTC é encerrado com um almoço. As inscrições são feitas da forma habitual.

Estas duas jornadas encerrarão a época de trabalho voluntário de Verão. Logo virá o Outono, com muito, muito para fazer.

Até breve.

Paulo Domingues

(*) Depressão Isolada em Níveis Altos

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Jornadas Voluntárias de Verão

Eis o anúncio das Jornadas Voluntárias de Verão no Cabeço Santo!

Começando pelo princípio, a Jornada prevista para o último Sábado, 24 de Junho, por adiamento da anterior, não se chegou a realizar, e desta vez a responsabilidade disso não foi do tempo atmosférico: o dia esteve esplêndido! Mas era dia de São João… isto sem querer atribuir qualquer responsabilidade ao santo!

Deste modo, as jornadas de Verão arrancam, e agora é mesmo para ser, no dia 1 de Julho. Continuam duas semanas depois, em 15 de Julho. Agosto é mês de descanso voluntário, mas o trabalho regressa logo no dia 2 de Setembro com a jornada do 11º aniversário do projecto (mas será uma jornada normal de trabalho!). As jornadas de Verão terminam com o mini-CTC (Campo de Trabalho Científico) dedicado às invasoras, aquele que já esteve previsto para o final de Abril e que depois, por várias vicissitudes, acabou adiado para Setembro. A recepção dos participantes realiza-se na Sexta, 15 de Setembro e os trabalhos prolongam-se até Domingo. Este CTC é uma organização conjunta entre o Projecto Cabeço Santo e o grupo das Invasoras da Universidade de Coimbra.

Que trabalhos previsivelmente se farão? Nesta época são trabalhos de manutenção e gestão das áreas plantadas e de controle da vegetação invasora. Teremos certamente trabalhos de corte de rebentação de eucalipto e corte e descasque de mimosa. Se as condições o exigirem, poderemos regar as árvores plantadas, pelo menos as deste ano. Esperemos que o Verão seja mais delicado do que o do ano passado!

Eis pois o resumo do calendário:

1 e 15 de Julho

2 de Setembro

15-16-17 de Setembro: mini-CTC

Até já!

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Cuidar das árvores

A jornada de 3 de Junho decorreu com um dia fresco e húmido, no qual o sol ficou escondido atrás da neblina matinal até quase ao meio dia. Foi participada por 5 voluntários, que se empenharam na importante acção de cuidar das árvores plantadas nos últimos dois anos, mas principalmente das plantadas em 2016, já que a maior parte das plantadas em 2017 desapareceu no incêndio de 28 de Abril.

O cuidado que as árvores precisam é a remoção de plantas espontâneas que se implantam, por vezes vigorosamente, junto aos pés das árvores plantadas, e a reconstrução, se necessário, das pequenas caldeiras em torno das árvores, para que melhor possam aproveitar a água da chuva.

Os trabalhos iniciaram-se nos antigos socalcos de eucalipto da área conhecida por “Costa”, logo a jusante das terras do Feridouro. Apesar das condições difíceis do solo, a maior parte das árvores encontrava-se com boa vitalidade. Uma surpresa agradável foi a observação de um ninho de águia-de-asa-redonda, ironicamente numa grande mimosa, de onde as duas crias ensaiavam os primeiros voos.

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Os trabalhos iniciaram-se nos socalcos da Costa

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Um lódão-bastardo

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Um medronheiro

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Um carvalho

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Concorrência de uma planta espontânea, aliás exótica e invasora, com um medronheiro

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Trabalho em curso

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Continuação do trabalho

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Quase concluído!

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Um ninho de águia-de-asa-redonda numa mimosa!

Foi-se depois avançando para jusante, para as antigas várzeas da Chousa, antes completamente invadidas por mimosas. Por isso ainda agora, e mesmo depois de já aqui se terem arrancado milhares de jovens plantas de mimosa, estas continuam com abundante presença. Contudo na primeira das várzeas, onde se realizou uma mobilização de solo para arranque dos tocos de mimosa, a terra era agora dominada pelas dedaleiras, uma planta pioneira em solos perturbados. Nesta várzea foi já plantada uma dúzia de espécies de plantas nativas, entre árvores e arbustos. Estavam em geral bastante crescidos, com os carvalhos a serem aqui os mais débeis.

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Numa das várzeas da Chousa

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Um freixo depois de cuidado

Atravessou-se o ribeiro para a parcela a sul do mesmo, onde uma antiga plantação de freixos exóticos ainda chama a atenção. O silvado é que se foi aproveitando da luz deixada pela saída das grandes mimosas que aqui se encontravam e por pouco já era um obstáculo à simples passagem.

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Como habitualmente, não foi só trabalhar!

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Uma bonita borboleta numa flor de batón-azul

Seguiu-se a encosta da Chousa, uma área inclinada e rochosa, onde se tinham plantado sobretudo medronheiros e sobreiros, e onde surgiu uma mancha de plantas pioneiras “não convidadas”: as giestas. Quanto aos medronheiros e aos sobreiros, encontravam-se com muito boa apresentação! Mas a manhã chegava ao fim e não era possível continuar para jusante, até à represa: para a tarde tínhamos planos de trabalho mais para montante.

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Um medronheiro na encosta da Chousa, em companhia de uma gramínea espontânea

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Voluntário cuidando de um sobreiro

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Voluntário arrancando uma mimosa

Depois de um agradável almoço ao som do crepitar das águas do ribeiro, dos cantos das aves (e um especialista a identificá-los!), e depois de uma boa sesta, os trabalhos continuaram, agora no corredor ribeirinho a jusante dos portões da Mata da Altri Florestal, primeiro logo a seguir ao Feridouro e depois dos portões para jusante. Aqui, não obstante a dureza das condições do terreno e a exposição sul, constatou-se que as árvores plantadas em 2016 tinham crescido surpreendentemente bem!

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Trabalhos a seguir ao Feridouro

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Perspectiva do corredor ribeirinho. A sul do ribeiro, o eucaliptal queimado no dia 28 de Abril

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Arranque de mimosas em zona difícil

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Vista geral dos trabalhos e do “corredor ecológico”

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Contrastes!

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Um carvalho de origem seminal

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O que ainda há dois anos era um morro inóspito e nu vai-se tornando mais vivo

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Um medronheiro plantado em 2016

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Agora já junto aos portões da mata, um lódão-bastardo já crescido, mas com muita “concorrência”

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Depois de cuidado!

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Voluntário visivelmente impressionado com o estado de desenvolvimento desta árvore!

E a tarde não iria acabar sem mais uma observação deliciosa: um ninho com crias (o segundo do dia!), muito provavelmente de águia-de-asa-redonda, mas curiosamente numa árvore (desta vez um carvalho!) que tinha sido bastante chamuscada pelo incêndio de 28 de Abril, quando por certo já havia pelo menos ovos em choco.

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Para terminar em beleza: observação de um ninho de águias, agora mais jovens do que as primeiras

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Outra observação animadora: as árvores queimadas em 28 de Abril já rebentam!

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A feliz equipa deste dia

Foi o final de um dia muito produtivo e animador (provavelmente mais de 90% das árvores plantadas encontravam-se vivas e bem de saúde!), quase a fazer esquecer a paisagem queimada que também nos acompanhou ao longo de todo o dia em 2º plano. Voltaremos a ela em força, noutra oportunidade!

Até breve!

Paulo Domingues

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O regresso das jornadas voluntárias

Depois de um inabitual período de pausa das actividades voluntárias no Cabeço Santo, durante o qual muitas coisas aconteceram e outras não aconteceram (como a jornada de visita prevista para o dia 20, que não se chegou a realizar, dado o reduzido número de inscritos), eis que voltamos ao terreno já no próximo Sábado, 3 de Junho, desta vez aproveitando para comemorar antecipadamente o dia dedicado ao ambiente (5 de Junho) e para participar na semana do ambiente e da sustentabilidade, promovida pela Câmara Municipal de Águeda (https://www.cm-agueda.pt/frontoffice/pages/49?event_id=2098). Como é sabido, nós não precisávamos de nenhum desses pretextos para fazer uma jornada de campo, mas se eles contribuírem para atingirmos melhor os objectivos, já terá valido a pena.

E o que vamos fazer no próximo Sábado? Vamos “visitar” cada uma das árvores plantadas tanto no ano anterior como neste e arrancar as plantas espontâneas concorrentes, recuperando as “caldeirinhas” em torno das árvores, se necessário. Usufruindo da fertilização proporcionada às árvores, por vezes estabelecem-se em torno delas plantas muito vigorosas que concorrem por nutrientes e sobretudo por água, que no Verão é sempre escassa. Por isso é importante realizar estas acções neste momento do final da Primavera, constituindo também uma oportunidade para avaliar o sucesso das acções de plantação dos últimos dois anos. Se ainda tivermos tempo, iremos fazer uma visita ao terreno queimado de Vale de Barrocas para avaliar o potencial de rebentação das árvores aí plantadas este ano, agora que passou já mais de um mês sobre o incêndio de 28 de Abril.

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Estabelecem-se por vezes plantas muito vigorosas que concorrem com as árvores plantadas

Eis pois um trabalho fácil e agradável, a realizar com temperaturas ainda Primaveris! Até Sábado!

Paulo Domingues

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Mini-CTC sobre Invasoras

É já no próximo fim de semana: o Projecto Cabeço Santo, em colaboração com o Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra (CEF/UC) e a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC/IPC), organizam um “mini” Campo de Trabalho Científico sobre controlo de plantas invasoras (mini-CTC) no Cabeço Santo. Realiza-se de Sábado, 29 de Abril a Segunda, 1 de Maio.

Este mini-CTC é herdeiro de uma experiência de mais de 10 anos do CEF/UC e da ESAC/IPC na organização de campos de trabalho voluntário, com duração de uma semana, que visam promover a sensibilização sobre invasões biológicas entre estudantes universitários e profissionais, nomeadamente através de acções de formação e controlo de plantas invasoras em áreas com interesse para a conservação. Este “mini-CTC” é uma versão mais reduzida dos CTC, contando com a contribuição de participantes em eventos anteriores. No entanto, no Domingo o CTC abre-se a outros participantes, quer sejam voluntários que normalmente participam nas jornadas voluntárias do projecto, quer outras pessoas que se interessem pelo tema e pelo projecto. O acolhimento a estes participantes está previsto para as 9:00 horas, prolongando-se os trabalhos até às 18 horas, com almoço servido no campo.

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Mimosas no Ribeiro de Belazaima, uma das áreas alvo de intervenção deste CTC

No Sábado à noite teremos ainda uma tertúlia pública com uma apresentação do projecto para os presentes (participantes no CTC e cidadãos em geral) e com uma apresentação do tema das invasoras por quem mais sabe sobre o assunto: uma das responsáveis pelo grupo das invasoras da Universidade de Coimbra. Este evento realiza-se pelas 21:30 horas na sede da Junta de Freguesia em Belazaima do Chão.

Espera-se, naturalmente, que este evento contribua para melhorar a nossa capacidade de intervenção no que ao infindável trabalho de controlo das espécies invasoras do Cabeço Santo diz respeito, e para aumentar a dinâmica do trabalho voluntário mais regular nesta área, agora que a época de plantação de árvores acabou.

Paulo Domingues

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